Como uma Nutricionista Esportiva e um Concursado Público tornaram-se Viajantes Profissionais

#ViajarazBem

casal nomade.fw.pngCasal Nômade

Jair Rebello e Nayara Rebello
Viajantes Profissionais
@casal.nomade
casalnomade.com

Eu Nayara Rebello e Jair Rebello, meu companheiro de vida desde 2007, decidimos ir na contramão de tudo que a maioria das pessoas consideram como o ideal (estabilidade financeira, casa própria e um carro) e fomos atrás de novos rumos nos tornando o Casal Nômade (viajando e trabalhando ao mesmo tempo).

Mas o trajeto não foi assim tão simples, nós dois crescemos em famílias de baixa renda e se formar, ter uma casa e um carro próprio era o ápice do que buscávamos nas nossas vidas.

Nos conhecemos em 2007, os dois sem nada, nem uma bicicletinha velha. Jair começou a estudar em duas faculdades (Análise de Sistemas e Ciência da Computação). Eu comecei Nutrição em 2008 (como bolsista, pois em Manaus-AM não tinha este curso em faculdade pública). Nos casamos cedo, Jair com 20 e eu com 23 (foi fevereiro de 2011) e começamos do zero. Quando nos formamos na faculdade, começamos a trabalhar e depois de muito trabalho passamos a ganhar bons salários e conseguimos comprar um apartamento financiado em 30 anos e um carro. Só que, apesar de ter conforto, não tínhamos mais tempo um para o outro, pois quando finalmente chegávamos em casa (depois de enfrentar duas horas de trânsito para voltar do trabalho) tudo o que queríamos era dormir!

E como num estalo, Jair decidiu que ia buscar meios de trabalhar em casa, assim não perderia tantas horas por dia indo e voltando do trabalho e poderia decidir os horários em que iria trabalhar (neste momento sermos nômades ainda nem passava pela nossa cabeça). Depois de conhecer outros infoprodutores, que estavam ainda começando a existir no Brasil, Jair decidiu ir a um congresso chamado Afiliados Brasil. Lá, ele conheceu um nômade digital, resultado: chegou em casa com a cabeça a mil e me propôs viver assim, sem casa fixa e conhecendo vários lugares sem data para voltar, e eu topei!

Foram aí que os desafios começaram, depois de toda a empolgação de viajar o mundo livres, leves e soltos começamos a pensar no que teríamos que fazer para sobreviver e como contar pra família que Jair começou a investir ainda mais tempo (noites e madrugadas depois do trabalho). Em quatro meses o resultado veio, através do lançamento de um template e uma página de captura que nos renderam em um mês o equivalente a cinco meses de trabalho. Daí, decidimos que iríamos partir assim que tivéssemos guardado o suficiente para viver um ano viajando, mesmo se tudo desse errado.Esse tempo entre a decisão de mudar radicalmente de vida e finalmente viajar durou uns 10 meses. Vendemos o que deu para vender e caímos no mundo.

Assim que começamos a viajar surgiu o Blog Casal Nômade que hoje é a minha renda juntamente com nossas mídias sociais. Deixamos de ser empregados de alguém para termos a nossa própria empresa, descobrimos que temos que ser disciplinados e hoje trabalhamos alguns dias mais horas que trabalhávamos antes. Às vezes, não tem internet com velocidade boa e nosso trabalho não anda tão rápido como gostaríamos, mas isso se resolve seguindo para outros lugares.

No plano inicial íamos passar uma semana em cada lugar e vimos que isso era impossível. Agora, alugamos um apartamento por um tempo maior e intercalamos turismo, produção de conteúdo e vivência dos lugares.

Já viajamos por 20 estados do Brasil e 25 países, desde o final de 2016, junto com nosso filho, que já nasceu viajante. Aprendemos que o que pensávamos que era tudo (coisas materiais) não era tão importante assim. As experiências que vivemos nos mudaram para sempre! Aprendemos a ver a vida de forma mais leve, a respeitar as diferenças e conhecemos pessoas maravilhosas.

Nossa principal dica para quem pensa em viver assim é que busque meios de trabalhar on-line, seja como desenvolvedor de softwares, produtor de conteúdo para a internet ou consultor on-line da área que gosta de trabalhar e, principalmente, desapegue porque sua casa precisa caber em uma mala e em uma mochila.

Dezoito Países em Três Meses, Nosso Mochilão pela Europa

Em fevereiro deste ano fomos para a Europa pela segunda vez. Desta vez, passamos três meses e viajamos por 18 países durante a viagem, sendo que durante quatro semanas ficamos em Malta fazendo um intercâmbio de inglês. Foi corrido, mas valeu a pena. Esta foi a única viagem em que não levamos o Mateus, pela correria que seria e pelo frio intenso que enfrentamos no início. Durante os dias em que passamos na Suíça, as temperaturas chegaram a -12 graus Celsius.

 

 

A seguir algumas dicas indispensáveis para quem tem vontade de fazer uma viagem assim sem ir à falência:

  1. Planejamento: viaje na baixa temporada para pagar valores mais baixos na alimentação, hospedagem e passeios. No nosso caso, decidimos ir em fevereiro e voltar em maio. Faça um roteiro e reserve todas as hospedagens com pelo menos três meses de antecedência para conseguir ficar em boas localizações e sem pagar uma fortuna. Depois de estar com as hospedagens reservadas, faça o planejamento do deslocamento. Nesta viagem descobrimos que é infinitamente mais barato viajar de ônibus de um país para o outro, pois a passagem de ônibus custa em média 1/4 do valor do trem, as poltronas são muito confortáveis e a maioria dos ônibus têm Wi-Fi e cafezinho grátis. Nós já saímos do Brasil com todas as passagens impressas.
  1. Economize na alimentação: você pode gastar facilmente 100 euros em um jantar em Paris (França) ou pode por um tecido na grama perto da Torre Eiffel e gastar 10 euros em um piquenique para o casal. Foi isso o que fizemos, passamos em um dos muitos supermercados que ficam perto dali e compramos um espumante, frios, chocolates e umas frutas e aproveitamos muito bem nosso momento romântico em Paris. E essa dica vale para todos os lugares. Procure fazer sua própria comida, caso alugue um apartamento, ou busque restaurantes um pouco mais distantes dos pontos turísticos, pois assim os preços serão bem melhores.
  1. Leve pouca bagagem: tente viajar apenas com uma mala de mão e uma mochila. No nosso caso, a mochila foi só para carregar nossos equipamentos para produzir conteúdo para nossas mídias sociais e blog. Andar com pouca bagagem vai te economizar dinheiro porque algumas companhias aéreas cobram para despachar malas grandes de até 23kg (média de 20 euros). Outra vantagem é que com uma mala pequena fica muito mais simples de caminhar do seu local de chegada no país até o seu hotel ou hostel. Acredite em mim, chegamos a andar 40 minutos em alguns lugares, já pensou fazer isso carregando uma mala gigante?
  1. Intercâmbio em Malta: se tiver interesse de estudar inglês sem gastar uma fortuna e ainda descobrir um país maravilhoso, vá para Malta! O intercâmbio em Malta custa bem menos do que para outros lugares que pesquisamos e nosso inglês evoluiu demais depois de quatro semanas estudando, além de termos conhecido pessoas de várias partes do mundo. A escola que estudamos lá foi a IELS Malta. Estudamos durante o mês de março e a temperatura média era de 20 graus Celsius.

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