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Conselheiro das Redes Sociais, “Amigo Colorido” quer Incluir Adultos e Idosos na Era Digital

#Pride

rodrigo colucci.fw.pngRodrigo Colucci

Influenciador Digital/Publicitário
@rodrigocolucci
www.escoladecelular.com.br

Aos 18 anos, Rodrigo Colucci criou um personagem no Twitter que atingiu 500 mil pessoas; hoje, tem projeto para incluir adultos e idosos na internet

ribeirão-pretano Rodrigo Colucci, de 25 anos, sempre esteve rodeado de amigas, principalmente, durante a adolescência. Sua vocação para dar conselhos amorosos fez com que criasse, em 2010, um personagem nas redes sociais, o “Amigo Colorido”. Seu perfil no Twitter chegou a atingir 500 mil pessoas. Os assuntos mais frequentes eram namoro à distância, relacionamentos passados e, claro, amizade colorida.

Ele conta que, aos poucos, os seus seguidores começaram a se abrir mais e compartilhar
histórias de vida emocionantes e intensas. “Lembro de uma menina de 13 anos que veio falar comigo quando descobriu que estava grávida. Tinha casos, também, de jovens que não tinham um bom relacionamento com os pais, meninos e meninas que queriam assumir que eram gays, mas tinham medo, outros que sofriam bullying etc.”, diz.

Rodrigo sabia da sua responsabilidade como ouvinte e conselheiro desses jovens. “Quando era uma história mais grave ou preocupante, eu sempre falava para a pessoa procurar um profissional especializado ou uma pessoa de confiança que pudesse ajudá-la a enfrentar a situação”, afirma.

Amor de Todas as Formas

Foi nessa época, também, com 18 anos, que Rodrigo assumiu a homossexualidade. “Eu sempre soube qual era minha opção sexual, mas aproveitei o personagem para mostrar isso para o restante das pessoas também”, conta. Segundo ele, não houve problemas com a família e os amigos. “Não sofri preconceito de quem era mais próximo, mas passei por situações nas quais sentia uma reprovação indireta. Por exemplo, na escola, implicavam comigo porque eu sempre andava com as meninas”, lembra.

Isso não abalou o influenciador digital. Ele usou sua experiência para ajudar outras pessoas nas redes sociais. “Eu também tive minha fase de dúvidas e inseguranças. Superei e tentei passar isso para quem me procurava com problemas parecidos. Sei que adolescentes querem que tudo se resolva de forma instantânea, mas, quando falamos de aceitação, tanto própria como dos outros, é preciso ter paciência, pois pode demorar meses e até anos”, completa.

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Rodrigo Colucci e Odete Shimobomaki, aluna da Escola de Celular.

Definição da Carreira

Por um tempo, o “Amigo Colorido” foi considerado apenas um hobby por Rodrigo. Quando pensava em uma profissão,o ribeirão-pretano achava que queria ser arquiteto.
“Minha mãe trabalha na área e eu sempre tive afinidade com a arquitetura. Cheguei a fazer um ano da graduação,mas depois vi que não era minha vocação”, conta.

O jovem resolveu, então, aproveitar sua paixão pelas mídias sociais para prestar um curso que tivesse mais a ver com essa parte da sua vida. Ele se formou em Publicidade e Propaganda pela Universidade de Ribeirão Preto(Unaerp). “Senti que o blog e o Twitter me deixaram mais experiente na área de redação e mídia. Com a faculdade,eu consegui me aprofundar mais na questão de empreendedorismo e em como fazer com que meu hobby funcionasse como profissão”, diz.

O “Amigo Colorido” cresceu e Rodrigo passou a ter clientes, fazer posts patrocinados e trabalhos voluntários na área. Seu portfólio inclui participações no programa Teleton, exibido pelo SBT, e também no MasterChef Brasil, da Band, onde ficou na bancada dos fenômenos da internet.

Escola de Celular

Seu papel de influenciador digital e o trabalho como voluntário na Associação Síndrome do Amor, entidade que dá apoio a famílias de crianças com síndromes genéticas severas,foram o ponto de partida para o novo projeto de Rodrigo. Ele se juntou com a presidente da ONG, a redatora Marília Castelo Branco, para lançar a Escola de Celular e traduzir o mundo dos smartphones para adultos e idosos que ainda não se sentem parte dele.

A novidade é destinada a todas as pessoas que não nasceram na era digital, mas que, pelo rápido avanço da tecnologia, veem-se com um celular nas mãos. Os cursos abordam todas as etapas de conhecimento, aprendiza do e prática, desde os conceitos básicos de adicionar contatos até as configurações do aparelho e utilização dos aplicativos.

São atendidas pessoas que acabaram de adquirir seus smartphones, aquelas que já conhecem um pouco mas não o suficiente diante de todas as funcionalidades oferecidas,
as que querem navegar pelas redes sociais com segurança e até mesmo pequenos empresários que precisam divulgar seus negócios na internet.

“Desde criança, eu sonho com um Brasil desenvolvido e moderno. Acredito que a base para isso é a educação, e ela precisa ser estimulada e atualizada. Nossa escola ensina o que há de mais atual para o público adulto que quer se familiarizar melhor com a era digital. As primeiras turmas chegaram até nós com uma necessidade e hoje elas agem
com mais naturalidade diante de seus aparelhos modernos”, relata Rodrigo.

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Por Mariana Pacheco – Revista Empreende