fbpx

Estudo, Persistência e Tempo como Base do Empreendedorismo

José Carlos de Lima Júnior Ribeirão Preto
José Carlos de Lima Júnior – Rafael Cautella

Leitura. O hábito que poucos brasileiros têm, vai muito além de melhorar o funcionamento do cérebro. Abre portas que, muitas vezes, não estão no caminho inicialmente traçado por nós. Quem mostra que o caminho sempre é a leitura é José Carlos de Lima Júnior.

Doutor em Ciências de Negócios pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), da Universidade de São Paulo (USP), campus de São Paulo (SP), é hoje sócio diretor da Markestrat, empresa especializada em consultoria estratégica e professor em cursos de pós-graduação em algumas das principais escolas de negócios do Brasil: Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) e Universidade de São Paulo (USP). É também, desde 2013, colunista na rádio CBN falando sobre economia aplicada em agronegócio e fonte do Grupo Globo de Comunicação.

Aos 45 anos, Júnior vê sua vida profissional como sendo resultado de duas grandes escolhas. “A primeira, quando terminei a graduação e fui atuar como executivo na área de Inteligência de Mercado, em algumas grandes empresas. A segunda escolha foi quando percebi, próximo dos 30 anos, que precisaria rever o meu conhecimento naquele momento”, reflete ele. Foi nesse instante que retornou à universidade e deu sequência aos estudos. O equilíbrio entre a docência e a consultoria foi a única escolha que possibilitou manter uma rotina de estudos e leituras ativa.

Dos 21 anos, idade com a qual terminou a graduação, até os 30, passou por agências de propagandas, antes de se tornar executivo de uma empresa de capital misto, em Curitiba (PR). E, foi durante uma leitura, que se identificou com um artigo do professor Marcos Fava Naves, na revista HSM Management. Do primeiro contato saiu a parceria, que começou na orientação do mestrado, e se concretizou com uma sociedade na empresa Markestrat. A empresa foi uma evolução dos profissionais que formavam o grupo de pesquisa PENSA, originado durante o curso de mestrado ou doutorado na FEA/USP. Aos poucos a necessidade de aproximar a academia e o mercado foi resultando na empresa, que hoje atua no cenário internacional e tem o respeito tanto das principais universidades do mundo, quanto das maiores multinacionais.

Hoje, a multinacional tem como missão “gerar valor para pessoas e organizações”, o que é visto como compartilhar conhecimento com a sociedade, agregar importância para as empresas que solicitam os serviços, para que também virem geradores de conhecimento e “no sentido de fomentar que cada indivíduo se preocupe em aprimorar o próprio conhecimento, para que, por intermédio dele, se torne proprietário de um conhecimento nato que o permita, individualmente, alcançar os próprios objetivos pessoais”, pontua Júnior.

O executivo sempre manteve o hábito de leituras sobre negócios e sobre o mercado, é o que faz dele atualizado sobre economia e o que pode auxiliar empreendedores que buscam a expansão de seu negócio, por exemplo. Além de ler, fazem jus a seu diploma a prestação servi­ços, através de sua empresa, para associações públicas e privadas, para o atacado e varejo e cooperativas agroindustriais, dentre tantos outros nichos que solicitam a prestação de serviços.

Na atual situação brasileira, Júnior considera o imedia­tismo a maior limitação para empreendedores de pequeno ou até mesmo de grande porte. “Um bom profissional levará muito tempo se dedicando aos estudos. Nenhum conhecimento é construído de imediato. Penso que o ime­diatismo impõe um severo limite aos empreendedores, pois estes desanimam ao longo do processo. O tempo é um fator que muitos empreendedores desanimam previa­mente só em considerá-lo”, analisa ele.

Para os que empreendem em agronegócio o desafio está em aprender a comercializar o produto, enxergar o campo como empresa. A produção não deve ser o alvo, a fase de produção já foi superada, o país está entre os maiores produtores mundiais de alimento. Júnior aconselha o pro­dutor a investir no “conhecimento da gestão aplicada nos negócios gerados pelos campos”.

Você também vai gostar de ler: Enriquecer é uma Questão de Escolha

Por Letícia Agostinho – Revista Empreende