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O líder do futuro se preocupa com o seu legado

David Braga, presidente Prime Talent – Foto Arquivo Prime Talen

O autoconhecimento e a empatia são características de um profissional que assume cargos de liderança

Liderar pode parecer uma tarefa tentadora à primeira vista, mas ela é repleta de desafios e requer habilidades de um profissional preparado para lidar com um mundo em constante transformação, no qual, o tempo parece correr no ritmo do imediatismo. Mas qual será o perfil de um líder do futuro? Segundo David Braga, presidente, board advisor e headhunther da Prime Talent, empresa de busca e seleção de executivos de média e alta gestão, alguns atributos são essenciais como inspirar, motivar, influenciar, segurança com embasamento, confiança, assumir riscos, ética, além da criatividade. “Tudo isso é trabalhado diariamente na gestão”.

Ele ainda destaca a importância do trabalho em grupo, a delegação de funções e construção de times. “Um líder sabe dar e pedir feedbacks. Identifica novas lideranças e não tem medo de concorrência”. Sabendo que é através das pessoas que é possível entregar resultados, a comunicação bem apurada é essencial, assim como identificar cada integrante da equipe e conduzir a todos para o único objetivo. “Cada pessoa pensa e age diferente e estamos trabalhando com grupos multidisciplinados, multigerações e multiculturais em trabalhos conectados”.

Tais características também são citadas pela Singularity University, corporação que fica no Vale do Silício, localizada em uma base de pesquisa da Nasa, que oferecem programas educacionais, além de ser uma incubadora de empresas, a qual delineou seis competências de um líder: futurista, inovador, tecnologista, humanitário, antropólogo e curioso. “O líder precisa se perguntar, eu vou caminhar com a concorrência ou fazer algo diferente? ”, acrescenta David.

O futuro é hoje

O mundo Vuca (Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo) parece algo dos dias de hoje, mas segundo David, ele sempre existiu. “A diferença é que os ciclos estão menores. Precisamos ter planos de curto prazo e planejamentos mais direcionados sem subestimar a tecnologia”. Com a forte presença da Inteligência Artificial no mundo, um dos desafios é saber aproveitar a capacidade máxima do ser humano. “É preciso se direcionar para onde a máquina não vai ocupar espaço”.

Dentro desse universo complexo, é necessário ter mais agilidade, maturidade emocional e assertividade nas decisões. Mas se engana quem acha que isso basta. “Investir no autoconhecimento, descobrir suas potencialidades, pontos fortes, somados com a empatia, saber ouvir, fazer o que os outros não fazem e se preocupar com o seu legado, torna o líder ainda mais completo”. Como conquistar isso? “Hoje temos coachs e terapias”, destaca.

Olhar humanitário

Uma pauta mundial merece atenção dos líderes, os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS), que devem ser implantados por todos os países até o ano 2030.

Nos pilares social, ambiental, econômico e institucional, é possível através da gestão, adotar esses objetivos estratégicos. “Como melhorar a qualidade de vida, a sustentabilidade, saúde do colaborador, por exemplo. Cada um no seu papel pode empreender para contribuir”, explica. Ainda, segundo o presidente da Prime Talent, o líder precisa se perguntar: “qual é o meu propósito e se conectar com isso”.

David Braga, destaca uma dica para um profissional que quer ser um líder do futuro. “Onde quer que você esteja seja líder do presente e de si mesmo. Saiba lidar com pessoas, ouvir mais e melhorar suas habilidades”.

Por Mari Nabor

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