Experiência internacional é um diferencial na seleção de emprego

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Foto arquivo Pixabay

Especializações como maketing digital, gastronomia e MBAs são destaques nas escolhas dos viajantes

Viajar e conhecer outros países é sempre muito bom, mas o turismo também pode ser uma opção para investir na carreira. Com programas de estudos, extensões universitárias, cursos de business é possível o profissional se destacar no mercado de trabalho. Para Victor Oliveira, gerente da Student Travel Bureau (STB) de Ribeirão Preto, agência de intercâmbio, a experiência internacional faz toda diferença na seleção de emprego. “Falar outro idioma deixou de ser um diferencial e passou a ser pré-requisito. O gerente de RH consegue notar que a pessoa se adaptou a culturas diferentes e a uma nova linguagem, até porque as empresas estão mudando e procurando novas linguagens”.

Segundo ele, a busca por viagens que podem beneficiar o futuro profissional cresceu. “Nos últimos 10 anos, a procura por opções de cursos internacionais teve um aumento de 60%”. E para participar de programas, às vezes, é necessário fazer uma prova de proficiência, exames de idiomas, como o International Language Testing System (IELTS) ou o Test of English as a Foreign Language (Toefl). “É necessário para ter um aproveitamento máximo e o professor não precisar parar uma explicação por falta de entendimento”.

E por falar em prova, o idioma ainda é o grande desafio. “Tem muita gente qualificada no nosso país, mas sem a prática de falar outra língua. Muitas pessoas que trabalham em multinacionais investem nesse tipo de turismo”. Mas outras especializações têm se destacado quando assunto é viajar para estudar. “Maketing digital, gastronomia e MBAs são destaques nas escolhas dos viajantes”, acrescenta.

Foco na Carreira

Cada vez mais o preparo para futuro começa cedo e o famoso High School (ensino médio) ganha espaço. “Muitas escolas em Ribeirão Preto já são bilíngues. O programa Summer Camp que contempla adolescentes de 14 a 17 anos é uma opção. E quando eles retornam para casa o olhar é diferente. Com certeza vão investir em uma formação ou especialização fora do país”. Victor ainda ressalta que profissionais da educação também estão fazendo intercâmbios. “Professores estão à procura de aprender novos idiomas” e reforça “que no futuro as escolas serão bilíngues”.

Remuneração e voluntariado

Austrália, Nova Zelândia e Irlanda são países que permitem o estudo do idioma com o trabalho. “Nos cursos de longa duração, o governo permite isso. No Canadá, se a pessoa tiver um bom nível de inglês pode até fazer pós-graduação e trabalhar”, diz o gerente. O Work and Travel é uma opção para os universitários do Brasil, que podem ter essa experiência durante a alta temporada nos Estados Unidos.

Mas existe outro diferencial para o currículo que merece uma atenção especial, o trabalho voluntário. Segundo ele, isso pode ser uma qualidade, já que o mercado está buscando uma maneira diferente de olhar o profissional. “As empresas internacionais valorizam muito essa opção. O nosso país ainda procura atividades que precisam ser remuneradas”.

Victor ainda deixa algumas dicas para quem quer fazer turismo com foco na carreira. “É preciso saber o objetivo e ter planejamento financeiro. Preparar o psicológico e saber que pode enfrentar dificuldades, além de estudar previamente a cultura do país e o idioma. ”

Por Mari Nabor

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