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Pesquisa aponta Forte Relação entre uso de Tecnologia, Ganho de Escala e Conquista de Investimento

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Foto arquivo Pexels

O estudo 2º Mapa de Negócios de Impacto Social + Ambiental, conduzido pela Pipe.Social, aponta que as empresas que fazem uso de tecnologia tendem a atrair mais investimento; inovação também potencializa a escala.

São Paulo, abril de 2019 – Os negócios de impacto social que fazem uso da tecnologia tendem a atrair mais investimento; o recurso financeiro traz mais inovação para as empresas e potencializam a escala e a competitividade. Mariana Fonseca, uma das coordenadoras do 2º Mapa de Negócios de Impacto Social + Ambiental, aponta que a tecnologia aumenta, ainda, o retorno para investidores que apoiam esses negócios e para os próprios empreendedores. O recorte Uso da Tecnologia pelos Negócios de Impacto Social mostra que entre os 1.002 negócios mapeados, 27% fazem uso de Big Data; 26% Inteligência Artificial; 22% Internet das Coisas; 20% Energias Renováveis; 14% Biotech; 12% ChatBot; 8% Blockchain; 8% Realidade Mista; 7% Moedas Virtuais; 5% Impressora 3D; 5% Drones; 3% Robótica; e 21% outras tecnologias como Mobile, aplicativos e ferramentas proprietárias.

“Nesse contexto, as tecnologias já bastante difundidas e de menor complexidade podem auxiliar os negócios de impacto a otimizar processos, reduzir custos, melhorar a experiência dos produtos e serviços, e escalarem alcance. Falar de tecnologia e negócios de impacto é falar, muitas vezes, de serviços e ferramentas que otimizam processos de gestão, logística, análise de dados, usabilidade – e até métricas de impacto e redução de custos. São soluções já conhecidas que podem ser adaptadas a novos contextos e fazer a diferença para o campo de impacto”, afirma Mariana. A especialista acrescenta que, por outro lado, é preciso enxergar o potencial da tecnologia que chamamos ‘hard science’. “São tecnologias mais complexas que demandam maior profundidade de conhecimento e mais tempo de maturação. No longo prazo não podemos ignorar que questões como clima, agronegócios, resíduos, por exemplo, serão desafios crescentes e que vão demandar muita pesquisa e desenvolvimento tecnológico avançado”, afirma.

O mapeamento mostra que não usar tecnologia pode significar rever produtos, serviços e modelos de negócios no futuro. O custo e o desafio do crescimento podem aumentar – ou não – dependendo da ferramenta empregada para dar suporte: seja na solução ou na própria gestão do negócio. A relevância da tecnologia também aparece na análise de negócios que já foram acelerados ou captaram recursos financeiros. Entre os negócios mapeados que já passaram por aceleração ao menos uma vez, se destaca quem utiliza, Big Data, ChatBot, Inteligência Artificial e Internet das Coisas na sua solução; entre os que já captaram investimento, destacam-se negócios que utilizam Big Data e Inteligência Artificial; entre os que estão em busca de investimento, crescem aqueles que usam tecnologias como BlockChain, ChatBot, Energias Renováveis, Inteligência Artificial, Internet das Coisas, Moedas Virtuais e Realidade Mista.

“Apesar do número crescente de negócios de impacto identificados no Brasil, percebe-se que o estágio de maturidade das empresas ainda se encontra em etapas mais iniciais, com ampla demanda por capital semente. A presença de programas de aceleração, validação de soluções por grandes corporações e, fundamentalmente, o apoio de anjos emerge como real necessidade. Evidencia-se isso, por exemplo, ao verificar que dos negócios mapeados, 45% dos entrevistados ainda não geram receitas. Logo, necessitam finalizar protótipos, validar modelo de negócios e perfil de clientes, que são pontos críticos do estágio ‘semente’. Por outro lado, percebe-se tanto o amadurecimento dos empreendedores, no que diz respeito à adoção ou intenção de adotar tecnologias exponenciais aplicadas às soluções de impacto frente mapeamentos anteriores. Hoje, pelo menos três quartos dos empreendedores adotam soluções de base tecnológica no âmbito de seus produtos e serviços, trata-se de patamar inédito”, avalia Jayme Queiroz, analista de Investimentos, Apex-Brasil, um dos patrocinadores do estudo.

SOBRE O MAPA DE NEGÓCIOS DE IMPACTO SOCIAL + AMBIENTAL

Conduzido pela equipe da Pipe.Social – plataforma de conexões para fomentar o ecossistema de impacto no Brasil –, a segunda edição do Mapa de Negócios de Impacto Social + Ambiental foi estruturado para acompanhar a evolução do pipeline de negócios de impacto socioambiental no país, ajudando a orientar estratégias e ações dos diversos atores que estão construindo e fomentando um novo setor da economia do país. O Mapa tem uma medição a cada dois anos para trazer dados e números atuais sobre o perfil e atuação dos negócios, assim como um overview dos esforços e agenda do ecossistema para apontar gaps, desafios e oportunidades de crescimento do setor no país.

A segunda edição do mapeamento conta com uma pesquisa quantitativa – 1.002 negócios compõem a base – e análises qualitativas do contexto do país, conduzidas por meio de entrevistas em profundidade com os empreendedores, além de visões dos principais especialistas em startupse negócios de impacto social do Brasil e exterior. A equipe conduziu, ainda, sessões de análise com diversos atores do ecossistema para construir uma visão de futuro do setor e traz, nesta edição, glossários e conteúdos específicos para ajudar o empreendedor a navegar pelo ecossistema de impacto. O filtro para análise foi norteado por negócios com sustentabilidade financeira que não dependem ou dependem de subsídio para cobrir até 50% da despesa operacional. A pesquisa de campo foi realizada entre janeiro e fevereiro de 2019.

Sobre os setores mapeados, destaque paraEducação (negócios com soluções para todos os segmentos de educação da primeira infância ao ensino superior, atuando em diferentes níveis – pais, alunos, professores, gestores e governo); Saúde (desde negócios com soluções específicas para problemas de gestão da saúde – atendimento, governança, análise de dados, redução de custo – até soluções com foco na melhoria da qualidade de vida de pacientes como diagnósticos, tratamentos, prevenção, suporte e cura); Serviços Financeiros(serviços financeiros voltados para a base da pirâmide, visando redução de custos e escala em áreas como acesso a crédito, transações financeiras, educação financeira, formalização de negócios etc); Cidadania(negócios com soluções para democracia, gestão de governo, transparência, engajamento cívico, inclusão social, questões de diversidade e gênero, direitos e deveres do cidadão); Cidades(negócios com soluções para mobilidade urbana, habitação, monitoramento de dados, segurança pública, uso de áreas públicas e demais desafios urbanos); e Tecnologias verdes(todos os tipos de negócios que têm impacto ambiental – energia, água, poluição, reciclagem, resíduos –, projetos com impacto em agricultura, biotecnologia, análises de atmosfera, soluções para preservação de fauna e flora)

A segunda edição do Mapa – com o patrocínio da Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto; Itaú e Apex Brasil – traz inovações e mostra a união do ecossistema de negócios de impacto social para uma ação conjunta de mapeamento desses negócios. Na prática, a Pipe.Social articulou cerca de 55 organizações que somaram esforços para entender melhor o pipeline atual e as demandas e oportunidades dos negócios nos diferentes estágios de maturação. O Mapa Negócios de Impacto foi coordenado por Mariana Fonseca e Lívia Hollerbach, sócias-fundadoras da Pipe.Social.

SÓCIAS-FUNDADORAS DA PIPE.SOCIAL E COORDENADORAS DA PESQUISA

Mariana Fonseca

Fundadora da Pipe.Social, vitrine de negócios de impacto no Brasil, e da Mariposa, empresa que conduz curadoria e produção de conteúdo sobre tendências, tecnologias e impacto. Ela é jornalista, com diploma em globalização, mídia e internacionalização pela universidade Panthèon Assas, em Paris, formações em tecnologias exponenciais e inovação pela Singularity University, na NASA, no Vale do Silício e pelo TIP, Hebrew University, em Israel. Além de cursos especializados como o Creating Shared Valued, da Harvard Business School. Ela também faz parte do board do Girls in Tech Brazil. Ajudou a criar e foi editora chefe do Porvir, projeto do instituto Inspirare que mapeia inovação em educação pelo mundo. Ela também foi cofundadora da A Corrente do Bem no Brasil, parte do Pay It Forward Day. Foi editora-assistente do Le Monde Diplomatique Brasil e trabalhou com engajamento cívico pela Webcitizen, TEDxSP e TEDxAmazonia.

PIPE.SOCIAL

Cofundada por Mariana Fonseca e Lívia Hollerbach, a Pipe.Social é uma plataforma-vitrine que conecta negócios com quem investe e fomenta o ecossistema de impacto socioambiental no Brasil. A empresa mapeia negócios alinhados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS) e com uma base de mais de 2 mil negócios, a Pipe.Social estuda o setor, expõe oportunidades e benchmarks, promove chamadas de negócios para investidores, aceleradoras, marcas e atores do ecossistema e experiências de inovação com empresas que desejam se aproximar deste mercado.

Patrocinadores | Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto, Itaú e Apex Brasil.

Parceiros| Abellha, Anprotec, Anjos do Brasil, ANDE, Artemisia, Ashoka, Baanko, Bemtevi, Bluefields, BNZ For Startups, CIEB, CIEDS, Civi-co, CESAR, CERTI, Climate Ventures, Choice, Din4mo, Empreende Aí, Endeavor, Feira Preta, Fundo Vale, Hype60+, ICE, IDESAM, Impact Hub, Impact Lab, In3citi, Innovativa Brasil, Insper, Kaleydos, MOV Investimentos, NESsT, Palladium, Performa Investimentos, Plug, Plataforma Parceiros pela Amazônia, Ponte a Ponte, Positive Ventures, Porvir, Projeto Semente, Quintessa, Raja Valley, Sebrae-RJ, Semente, Sense-Lab, Sistema B, Sitawi, Social Good, Vox Capital, Yunus Negócios Sociais e Wylinka.

Este conteúdo de divulgação comercial é fornecido
Por Betânia Lins – Frida Luna Comunicação
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