Personal Organizer ganha espaço no Mercado de Trabalho

Foto arquivo Pixabay

Famosos programas de televisão e a criação de uma associação nacional colaboraram para a divulgação dessa carreira

Com o objetivo de ajudar na otimização de espaços, na desorganização e ainda oferecer benefícios para ambientes com soluções práticas, uma profissão está ganhando espaço no mercado de trabalho, o personal organizer. Para Pamela Urrutia, profissional da organização e criadora do blog Seu Closet Meu Closet, esse serviço ajuda as pessoas a terem qualidade de vida e bem- estar. “Todo mundo tem o sonho de que o lar seja um local feliz e aconchegante. E para que a sua vida aconteça, a sua casa precisa jogar no seu time. Se a pessoa briga com o lugar, nunca acha nada e no final rouba tempo, ele não está colaborando a alcançar essa meta. Nós ajudamos que tudo funcione para você”.

Pamela, natural do Chile, se mudou para Brasil há oito anos. Com formação em fisioterapia, a mudança de país caminhou junto com a transição da carreira. “Quando me mudei para Ribeirão Preto, me apresentaram esse trabalho. Eu assistia programas americanos sobre acumuladores e pessoas que organizavam esses lugares. Uma profissional me disse que eu me daria bem nessa área e perguntou se eu não queria ser assistência dela”, conta. Apaixonada pela atividade, investiu na aprendizagem. “Eu comecei cada vez mais estudar, aperfeiçoar o conhecimento e participar ativamente da associação e conferências, porque é uma profissão completamente nova”.

Por essa razão, ela foca na divulgação do que é o personal organizer. “O começo foi uma etapa difícil, porque não conheciam e entendiam exatamente o que fazemos. Muitos acham que é uma pessoa que organiza, lava, limpa e que não faz muita coisa além disso. Meu primeiro trabalho foi quebrar o tabu de quem achava que só arrumamos a casa”, diz. “Hoje estão entendendo que é muito mais que acomodar as roupas por cores. Antes falavam que só ajeitamos os closets. Eu organizo a casa completa, desde a cozinha, até o quartinho de bagunça”, completa.

Novas possibilidades

Através da divulgação, o mercado de trabalho para o profissional da organização cresceu. “Existem muitos programas de televisão sobre o assunto. A referência no Brasil é a Micaela Goés, com o programa Santa Ajuda, que conseguiu atingir um público maior e assim, outros programas começaram a surgir”. Pamela ainda cita outro motivo desse crescimento. “Muitas estão fazendo transição de carreira, porque estão se identificando com a área. Muitas donas de casa também se tornaram personal organizer”.

Ela também percebeu que muitas pessoas começaram a procurar pelo serviço. “Quando comecei a trabalhar há oito anos os meus clientes eram de classe alta. Agora estou atendendo a classe B, onde perceberam que isso não é um gasto e sim investimento”. Com a realidade mais ampliada, o valor do trabalho é variado. “Existem pessoas que estão começando a carreira e outras que já são renomadas. E segundo a estatística que fizeram na última conferência, está em torno de 50 a 150 reais por hora”, diz.

A Entidade

No ano de 2013, após o Encontro de Personal Organizer (EPO) surgiu a Associação Nacional de Profissionais de Organização e Produtividade (ANPOP). O objetivo é promover trocas de experiências desses profissionais. Segundo o portal da ANPOP com o crescimento do mercado, o grupo se estruturou e hoje conta com cerca de 300 associados.

Para Pamela, que é associada da ANPOP, a importância da entidade para a carreira é fazer esse trabalho ser reconhecido. “Até mesmo um curso vai precisar ter um número exato de horas e estágio. Isso é necessário, porque muitos começam e no caminho percebem que é mais difícil. É primordial ter um planejamento. Não é o mesmo que organizar a sua casa e a associação pode ajudar a profissionalizar ainda mais o serviço, já que não é uma profissão regulamentada”.

A personal organizer, que hoje tem uma empresa e assistentes, ainda deixa uma dica para quem quer se tornar uma empreendedora no ramo. “ Acorde todos os dias com paixão pelo o que está fazendo. Não existe uma mágica. Planeje e comece devagar. Os primeiros meses são os mais difíceis. Faça um laboratório e inicie a organização para as suas amigas para criar um conteúdo e divulgar. E acima de tudo se conhecer, por exemplo, o tempo que você leva para fazer o trabalho e assim conseguir cobrar o seu valor. É importante ter segurança no seu serviço”.

Dica da EMPREENDE

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Por Mari Nabor

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