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Jovem Escritor realiza Workshop que estimula o Hábito de Escrever

Lucas Cândido Brandão
Lucas Cândido Brandão – Foto Carolina Arraes

A escrita pode ser um caminho para o autoconhecimento e também se tornar uma profissão.

Dentro do universo das palavras é possível criar, emocionar e até mesmo incentivar a escrita. O Instagram tem sido uma oportunidade de conhecer diversos trabalhos que inspiram as pessoas com poesias e textos. Para o escritor Lucas Cândido Brandão , mais conhecido como Lucão, escrever é uma função de quem vive, além de ser um caminho para o autoconhecimento. “

A escrita é uma forma de desenvolver a sua capacidade de interagir com o mundo”. A rotina e a dedicação são fatores essenciais para seguir essa profissão. “Eu precisei me comprometer com os horários e ler muito. Agora mesmo tem sete livros na minha mesa que estou lendo ao mesmo tempo”, diz.

Formado em Publicidade e Propaganda, a história do Lucas com a literatura começou há 15 anos em um cenário especial, a biblioteca da sua casa. “Eu li a obra, ‘Na margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei’, do Paulo Coelho”, recorda. Mas o contato com as palavras nem sempre foi fácil e assim, ele precisou se desafiar. “No começo eu tinha muita dificuldade de desenvolver a escrita, então eu lia e escrevia. Na época eu criei um blog chamado ‘Abra o bico’ e colocava meus textos. Hoje é o Site do Lucão, conta.

A inspiração vem da observação e de suas próprias vivências. “ Como um poema que escrevi recentemente: Eu não quero mais falar de você nos meus poemas, eu pensei – e aí escrevi esse poema pensando em você. Em não querer falar sobre você, essa mentira que inventei para te tirar de casa, sim o poema é a sua casa, casa das coisas belas, das palavras bonitas como seu nome”, cita. (O texto completo se encontra no perfil do escritor).

Textos escritos à mão

Lucas acredita que desenvolver a escrita pode ser uma jornada longa, mas que é possível ter uma colaboração. Ele criou o Workshop Escreva Melhor. “As pessoas leem e escrevem pouco no Brasil. Escrever, não é um mito, e sim um hábito que dá prazer e pode ser um encontro consigo mesmo. Chega a ser algo terapêutico”. E a ideia tem chamado atenção de quem não é escritor.

“Juristas, professores e comunicadores tem procurado o curso, porque tem muitas ideias, mas não conseguem organizá-las. Você pode aprender a fazer do seu jeito”.

E um detalhe diferente se destaca nesse encontro. Em um mundo onde a tecnologia reina, durante o workshop, os textos são escritos à mão. “É outro processo. O participante tem contato com o papel e a própria letra. É algo intimista, afetuoso e amoroso. Até mesmo o tempo que escrevemos é diferente”. Ele já esteve nas cidades de Ribeirão Preto – SP, Goiânia – GO e no dia 11 de maio estará em Brasília – DF.

Lucas Cândido Brandão
Lucas Cândido Brandão – Foto Carolina Arraes

Publicações

No período de cinco anos, o escritor publicou quatro livros . O primeiro, “É cada coisa que escrevo para dizer que te amo”, nasceu de um convite da editora Saraiva, e é uma coletânea de poesias que fizeram sucesso entre o público, além de versões inéditas. Em seguida veio, “Telegramas”, “Dois Avessos”, uma tiragem limitada e independente, que é um encontro do trabalho entre Lucas e Fábio Maca. E o romance chamado “Amores ao sol”, que narra a trajetória de personagens por meio de suas próprias experiências, percorrendo o Caminho de Santiago de Compostela.

Lucas ainda deixa uma dica para quem quer se tornar um escritor. “No Brasil esse caminho é mais difícil e longo. Mas eu perguntaria para a pessoa: Você pode esperar por 15 anos? Hoje em dia os jovens são ansiosos. É preciso estudar, até mesmo eu ainda estou na busca de sempre aprender”. “A concorrência é muito grande, então tem que ser persistente, porque você pode ouvir muitos nãos, mas isso não significa que seja ruim. Encontre a sua escrita original, leia bastante, escreva muito e tenha paciência”, completa.

Por Mari Nabor