Vinho & Negócios

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Andréa StaciariniAndréa Staciarini

Consultora de Etiqueta. 
@mesaetiqueta
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O mundo do vinho é fascinante e embala reuniões que vão de transações comerciais ao networking. Mas você sabe as regras básicas para escolher, harmonizar e degustar o vinho?
Andréa Staciarini
Andréa Staciarini – Foto Rafael Cautella

Quando se diz que alguém mudou da “água para o vinho” (ditado popular de inspiração bíblica), pressupõe-se que a mudança, além de radical, foi para um status melhor, afinal, o vinho, historicamente, é o símbolo mitológico do prazer, da alegria e da comemoração.

Na mitologia grega, Dionísio – que, na mitologia romana, chamava-se Baco – era considerado o deus das festas e também protegia o vinho, pois a bebida era importante para aquela civilização.

Tanto o vinho quanto seu contexto fazem parte dos saberes da sociedade, sendo retratados em diversas obras de arte literárias, plásticas e musicais na linha do tempo.

Entender um pouco sobre como pedir, degustar e harmonizar um vinho é, sem dúvida, questão cultural que sempre vem à baila no mundo dos negócios, seja para embalar conversas fomentadoras de networking ou para abrir alas para transações comerciais.

Em restaurantes, quando não há um funcionário treinado para auxiliar na escolha do vinho e na harmonização da bebida com os pratos do menu, o conhecimento básico sobre este fascinante mundo vinífero ajuda muito. E, claro, uma bebida tão especial certamente merece um capítulo inteiro de etiqueta dedicado a ela, então, vamos às preciosas dicas.

Andréa Staciarini
Foto Rafael Cautella

Harmonizando o vinho com o prato

•Carne vermelha: Tintos médios, tintos encorpados

•Queijos e molhos cremosos: Brancos, espumantes, rosés, tintos leves

•Aves: Brancos, espumantes, rosés e tintos leves

•Peixes e moluscos: Brancos, espumantes, rosés

•Carneiro, porco, vitela: Tintos encorpados e tintos leves

•Churrasco: Tintos encorpados e tintos médios

•Bacalhau: Brancos encorpados e tintos leves

•Doces e sobremesas: Espumantes e vinhos fortificados

Com que taça eu vou?

Geralmente, o restaurante já indica a taça correta para o vinho, mas se a ocasião for privada, como em um jantar em uma residência, convém observar que o tamanho da taça será específico para cada tipo de vinho. Vale lembrar, também, que a haste da taça está ali por um motivo: para você segurar nela e não no bojo do copo, pois a temperatura das mãos interfere na temperatura da bebida, além de ser deselegante.

Durante o brinde, caso a pessoa esteja sentada longe de você, apenas eleve gentilmente a taça na direção dela, faça contato visual e um discreto gesto de simpatia. Não convém levantar-se se a pessoa não fizer menção de fazer o mesmo.

Os suíços, povo discreto e elegante por natureza, notoriamente dão mais importância ao gesto de olhar nos olhos uns dos outros durante os brindes do que, necessariamente, de encostar os copos efusivamente tilintando.

1- Taça para espumante:
Chamada de flute, tem o bojo alongado e mais fechado para manter a perlage (borbulhas) por mais tempo.

2- Taça para água:
Geralmente, ela se difere das outras por tamanho ou por cor. É maior, às vezes colorida ou sem haste.

3- Taça para vinho tinto:
Maior do que a taça para vinho branco ou rosé, a taça para o tinto deve ser transparente para a apreciação da cor e características do vinho.

4- Taça para vinho branco ou rosé:
Um pouco menor do que a taça para o tinto, pois os aromas são mais delicados.

Andréa Staciarini
Foto Rafael Cautella
Degustando o vinho

Preparamos um vídeo especialmente para você acompanhar a abertura de um vinho, o ângulo de servi-lo e a quantidade que deve ser colocada no copo. Lembrando que só o vinho espumante serve-se acima do meio da taça, os demais são abaixo do meio do bojo.

Não é preciso ser grande conhecedor de vinhos e de etiqueta para agir de maneira elegante e inteligente em uma negociação, mas o conhecimento abre portas, estreita laços e conecta pessoas. Nas palavras de Napoleão: “O vinho, nas vitórias, é merecido, mas nas derrotas, é necessário”.