Tempo: o nosso Maior Investimento

thiago franco


Thiago Franco
@thiagofranco.coach
abeeon.com/ thiago-franco 
Coach, consultor, professor e palestrante. Hoje seu principal foco é guiar pessoas para encontrar a melhor forma de se conectarem com seus valores, seus objetivos e com as pessoas à sua volta.
imagem Pexels

Desde criança, sou econômico. Para não dizer mão de vaca mesmo. Ganhava dinheiro do meu pai ou da minha vó e quase nunca gastava. Aprendi que ganhar dinheiro significava trabalhar duro e ganhar mais dinheiro significava trabalhar mais duro ainda. Investimento era uma palavra que não havia no dicionário, somente economizar. E economizar era guardar no cofrinho, no colchão ou aplicar em poupança. Levei muito tempo para começar a aprender a mexer com dinheiro e entender o que significa uma relação saudável com ele.

Para isso acontecer, muitos paradigmas se quebraram nos últimos anos. Por exemplo: Se você for bom no que faz, não importa o que seja, o dinheiro aparece. Não acredito mais nisso, nem um pingo. Aprendi a ganhar dinheiro com coisas que mal dominava, enquanto atividades em que eu era um mestre – literalmente – me davam pouquíssimo retorno.

Quando fui demitido pela segunda vez, meu chefe – que também havia sido demitido – me disse: “Thiago, você é muito bom no que faz, mas o que você faz quase ninguém valoriza. Precisa ter cuidado ou sua carreira vai para o limbo”. Dito e feito. Seguiram-se nove meses desempregado e depois ainda arrumei um trabalho ruim.

Nesse período desempregado, recebi ofertas que ofendiam minha qualificação e experiência. Senti raiva diante dessa sensação de injustiça, mas depois aprendi a aceitar que não é uma questão moral, de grau de complexidade do trabalho ou importância para a sociedade. O mercado é o que é e paga o que paga. Se quiser ganhar mais, vai ter que fazer alguma coisa diferente do que faz hoje.

Comecei a refletir sobre o melhor que o dinheiro poderia me oferecer e cheguei na seguinte conclusão: liberdade. Eu detestava algumas demandas da minha profissão e ganhar mais não as resolveria. Poder escolher o que eu queria comprar era bom, mas ser dono do meu tempo seria fantástico.

Refiz minha carreira com base neste pilar: tempo é o investimento mais precioso. Antes de decidir onde gastá-lo, sempre faço três perguntas: Me traz dinheiro? Me traz alegria? Está conectado com o meu propósito? Tem que haver ao menos um “sim” nesse questionário!

O velho ditado que diz que “tempo é dinheiro” contém uma sabedoria sem tamanho. Ter uma reserva para os momentos de dificuldade foi fundamental para conseguir passar por isso sem perder (muito) a calma. Foi quando entendi a estreita relação entre trabalho, dinheiro, tempo e serenidade.

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