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Um pedaço da Itália no interior Paulista

Luis Roberto Di San Martino Lorenzato Di Ivrea e Zezé Barros – Foto Miro Oliveira

Vinícola Marchese di Ivrea, localizada em Ituverava (SP), faz visitas guiadas com degustação harmonizada de seis rótulos de vinho e almoço típico italiano.

Foi a paisagem que lembrou a região da Toscana, na Itália, e o casarão histórico que fizeram o ítalo-brasileiro Luis Roberto di San Martino Lorenzato di Ivrea adquirir a propriedade que depois se tornaria a Vinícola Marchese di Ivrea, em Ituverava (SP), cidade da região da Alta Mogiana, a 100 quilômetros de Ribeirão Preto. A amplitude térmica e o clima determinaram que ali seria o local ideal para a produção de vinhos de alta qualidade em pleno interior paulista – onde está a maior comunidade italiana do Brasil.

O sonho virou realidade em 2006. De forma artesanal, a vinícola boutique produz, atualmente, seis rótulos. “O Arduino é o nosso vinho principal, tinto 100% Sangiovese, considerada a uva rainha da Itália e que ninguém mais planta no Brasil. É a mesma uva que faz o famoso Brunello di Montalcino. O nome foi dado em homenagem ao último rei da Itália da nossa família”, conta Luis Roberto.

Há, ainda, dois brancos que levam o nome da uva Moscato Giallo, muito aromática e com uma linda cor amarelo-dourado. “Temos ele seco e o suave, para as pessoas que estão se iniciando no mundo dos vinhos e para servirmos nas sobremesas”, afirma o empresário. Já o rótulo rosé, ideal para piscina e calor, leva o nome de Saint-Hilaire, em homenagem ao naturalista francês que catalogou as paineiras-rosas nas colinas de Ituverava.

Na fabricação, a Vinícola Marchese di Ivrea utiliza tanques de aço, com chips de carvalho francês. “É muito mais asséptico, muito mais garantido e dá o mesmo efeito do carvalho”, garante Luis Roberto. Parte da produção é exportada para Suíça, Estados Unidos e Itália. A casa também fornece vinhos para restaurantes conceituados de São Paulo e Ribeirão Preto, como Fasano, Sal Gastronomia (do chef Henrique Fogaça), Maremonti e La Cucina di Tullio Santini.

Vinícola Marchese Di Ivrea – Foto Miro Oliveira
Aproveitamento Total

Tudo é aproveitado no processo de elaboração do vinho da Marchese di Ivrea. Depois que a casca da uva é retirada do processo de fermentação, ela é usada para fazer uma bebida destilada conhecida como grappa – muito consumida na Itália, mas ainda pouco conhecida no Brasil.

Para fazer a aguardente, pega-se a casca que está toda embebida em vinho, devido ao processo de fermentação, coloca-se no destilador e acende-se o forno à lenha. A temperatura começa a subir, o álcool evapora e arrasta as substâncias aromáticas que têm na casca.

receberam o nome de Caminho do Ouro. “A Anhanguera passava dentro da fazenda e, aqui, era o conhecido caminho do ouro. Na época, a Anhanguera não fazia Ribeirão, mas Casa Branca, Batatais, Franca, Carmo da Franca – que é Ituverava -, Uberaba e Goiás Velho”, destaca o empresário.

Visitas Guiadas

Todos que quiserem conhecer um pedacinho da Itália no interior paulista estão convidados para participar das visitas guiadas da Vinícola Marchese di Ivrea. Feitas tradicionalmente aos sábados, com grupos de, no mínimo, 15 pessoas, elas são acompanhadas pelo sommelier da casa.

A experiência enóloga conta com passeio pelos vinhedos, degustação dos seis rótulos de vinho e dos dois de grappa harmonizada com frios importados, e almoço típico italiano. A casa serve Bisteca Alla Fiorentina, Cordeiro Toscano na Brasa com ervas e especiarias e acompanhamentos como arroz com amêndoas, salada e batata rústica. As visitas podem ser agendadas pelo telefone (16) 99999-3677.

Por Zezé Barros