A Saúde do Empreendedor: É necessário ficar atento aos Sintomas da Ansiedade

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Esse transtorno pode ser a porta para problemas mais sérios como a depressão e em casos mais graves procurar ajuda profissional faz toda a diferença.

Aumento da frequência cardíaca, palpitações, falta de ar, respiração rápida, dor ou pressão no peito, inquietação, sudorese, náuseas, tremor, agitação, formigamento ou dormência nos braços, fadiga, tensão muscular são alguns dos sintomas físicos causados por um problema muito comum entre as pessoas, a ansiedade. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil é o país com mais alto índice, onde cerca de 9,3% da população apresenta esse transtorno. Segundo a psicóloga Luciana Borini Soares, a ansiedade é a reação humana para o medo. “Trata-se de uma resposta do organismo, que traz uma sensação desagradável, apreensão e desconforto, produzido por uma ideia antecipatória ou uma real probabilidade de perigo, além da expectativa do desconhecido ou receio de ficar vulnerável”. Mas por que é importante falar sobre o tema dentro do universo do empreendedorismo?

Horas de trabalho, a cobrança constante por resultados, faz com que muitos empreendedores comecem a apresentar o quadro de ansiedade. Para Luciana, o cenário do mercado competitivo é um dos fatores prejudiciais. “Parece que não é permitido cometer erros ou que o profissional não está dando o melhor mesmo quando está”, diz. “Vivemos em uma cultura de escassez, na qual, o problema é nunca ser bom o bastante. Pensamento de não suficiência chega automaticamente, antes mesmo de darmos conta de sua presença ou de examiná-los. Podemos passar a maior parte de nossas vidas ouvindo, explicando ou reclamando e nos sentimos inadequados com o pensamento de que estamos ‘ficando para trás’ ”, completa.

É muito importante que o empreendedor fique atento ao seu psicológico e aos sintomas. “Uma pessoa ansiosa pode se sentir cansada, esquecida e com maior dificuldade de reter informações. A ansiedade leva o cérebro a realizar milhões de conexões neurais desnecessárias, com pensamentos muitos rápidos e elevado nível de estresse”, explica. E a psicóloga destaca que outros problemas mais sérios podem aparecer. “Dependendo da história de vida da pessoa e como ela elabora os acontecimentos, a ansiedade

A Auto-Observação
Mesmo com a correria de um dia de trabalho, o empreendedor precisa ter cuidado consigo mesmo. “Perceba o aumento da sensibilidade à ansiedade, ou seja, medo das sensações corporais relacionadas a ela. Observe se a intensidade e duração das reações se agravam, se causam sofrimento e interferem diretamente na qualidade de vida. As emoções em si, não são o problema, e sim, a maneira como reagimos a esses sentimentos”. E pedir ajuda faz toda a diferença. “Procure um profissional psicoterapeuta e em casos mais graves um psiquiatra”, diz.

Luciana ainda deixa algumas dicas básicas que podem ajudar o empreendedor que sofre com esse transtorno. “Faça mindfulness, que são exercícios de respiração e relaxamento. Alguns comportamentos aliviam, como enfrentar aquilo que está provocando os sintomas, anote em um papel o que está sentindo, observe o ambiente a sua volta, ou seja, coloque atenção em algo do momento presente”. “É permitido chorar, porque isso ajuda muito e provoca uma catarse necessária para acalmar o sistema nervoso. Converse consigo mesmo e diga: acalme-se. Sinta a ansiedade, porque quando mais você luta contra ela, pior pode ficar”, finaliza.

Por Mari Nabor

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