A Inteligência Emocional é responsável pelo Sucesso do Profissional

O Conhecimento pode ser adquirido, mas o Grande Diferencial são as Habilidades Sociais

Psicóloga Luciana Borini Soares – Foto de Rodrigo Campos Soares

Ansiedade, depressão e até distimia, um estado constante de tristeza, podem ser resultado da ausência de um fator muito importante na vida das pessoas, principalmente no mercado de trabalho. Segundo a psicóloga Luciana Borini Soares a inteligência emocional é a capacidade de saber conviver, falar sem ser agressivo ou passivo. “O termo tem ganhado muito destaque. Nos anos 90 as admissões nas empresas eram baseadas no currículo e conhecimento. Hoje o profissional precisa ser 360 graus, saber se relacionar com os demais e consigo mesmo de forma saudável”. Alguns fatores ajudam a adquirir essa habilidade tão necessária.

Autoconhecimento:
Também conhecido como autoconsciência. Admitir as vulnerabilidades, conhecer, identificar os sentimentos e reagir a eles de forma favorável a si mesmo é o caminho certo a seguir. “Todos tem uma história de vida e é preciso diferenciar o que vem de você e o que vem do outro. Os sentimentos muitas vezes produzem comportamento sem consciência. De nada adianta estar com raiva e alterar a voz. Algumas linhas terapêuticas, por exemplo, orientam que no momento da raiva, a reação pode ser inversa e falar de forma mais branda”, explica.

Controle Emocional:
O senso comum acredita que é possível controlar as emoções, mas elas não são controláveis. “É uma postura que a pessoa vai ter diante de um contexto, no qual, identifica a sua emoção, conhece as suas limitações emocionais a ponto de controlar o seu comportamento diante de qualquer situação”. A falta da comunicação também prejudica muito as relações e uma simples pergunta como “o que você compreendeu do que eu disse? ” pode evitar muitos conflitos. “É importante checarmos com o colega se ele realmente entendeu a informação que passamos”, acrescenta.

Automotivação:
Encontrar recursos em si mesmo para se automotivar faz a diferença. Como conseguir isso? A psicóloga responde. “Nos estímulos profissionais. Que tipo de profissional eu quero ser? Eu quero entregar meu trabalho no prazo? ”. É escolher entrar em contato com seus valores.

Empatia:
A pessoa precisa se autoconhecer e também compreender a necessidades do outro e saber ouvir. “Hoje todos estão preocupados em preparar uma resposta”. Luciana ainda destaca que é preciso ir além da empatia. “Nós podemos falar em empatia/compaixão. Nos colocar no lugar do próximo, sentir sua dor e a compaixão nos leva a compreender o sofrimento e transformá-lo”.

Investimento

Para Luciana os empreendimentos precisam olhar com mais atenção para o tema. “Uma empresa é feita de pessoas e a qualidade do convívio eleva o nível da produtividade e eficácia. A inteligência emocional é o carro chefe, além de ser responsável pelo sucesso ou insucesso do profissional. O grande diferencial são as habilidades sociais”, diz. “É preciso investir em treinamentos de relações interpessoais, comunicações não-violentas e convênios com terapias. Infelizmente ainda acham que quem procura um psicólogo é fraco e na verdade ajuda na conquista da conivência consigo mesmo e com o outro, pensar de forma adequada e usar a emoção”, completa.

A psicóloga deixa dois livros como dicas de leitura: Inteligência Emocional de Daniel Goleman e A Coragem de ser Imperfeito de Brené Brown.

Por Mari Nabor

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