O Varejo mudou, a Solução é Inovar para não sair do Mercado

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Prof. Leopoldo Andretto
@leoandretto
abeeon.com/andretto 
Graduado e pós graduado pela FGV, com cursos de especialização na Universidade da Califórnia, San Diego, que possui 16 Prêmios Nobel (dois em Economia), onde é palestrante convidado e coordenador dos cursos de Gestão Estratégica e Inovação para executivos do Brasil. Foi coordenador dos MBAs da FGV Management, sendo atualmente consultor empresarial nas áreas de Estratégia e Gestão de Inovação.
imagem Pexels

Universalidade da Inovação

Existe um mito no cenário empresarial brasileiro de que a inovação se refere apenas ao desenvolvimento de produtos ou serviços inéditos e que é somente praticada por empresas grandes que disponham de capital e tecnologia para tal. Talvez por isso nosso país amarga as últimas colocações em rankings mundiais e latino-americanos nesse quesito.

No atual cenário, a criatividade e o exercício da inovação são requisitos básicos para se alinhar às expectativas do consumidor e manter a empresa relevante no mercado, seja qual for o tamanho do negócio. A maneira como o empresário entende e percebe o alcance e a importância da inovação pode fazer toda a diferença na gestão e no próprio sucesso da empresa.

O varejo tradicional está com os dias contados

Ocorreram três grandes impactos no varejo, e nada melhor que uma recente frase de Warren Buffett, maior investidor individual dos Estados Unidos, para exprimir esse cenário: “O fim do varejo como o conhecemos está próximo”.

Em tempos de crises ou de rápidas mudanças, uns choram enquanto outros preferem vender lenços. Qual a sua opção?

Não há dúvidas de que a transformação digital e a revolução tecnológica impactaram decisivamente todos os negócios ao redor do mundo, especialmente no varejo.

Impactos do Varejo 4.0

O primeiro grande impacto foi o surgimento das lojas virtuais (e-commerce) que, alicerçadas em fortes aportes financeiros, fez com que grandes players tivessem capacidade de atingir clientes do mundo inteiro, vendendo de tudo, incluindo no Brasil (vide Amazon, em pouco tempo tornando-se uma das três empresas mais valiosas do mundo).

O segundo impacto importante foi a mudança do comportamento do consumidor, que, cada vez mais familiarizado com o uso da tecnologia, especialmente a móvel, adquiriu poder que não tinha nas suas alternativas de compra

O terceiro grande impacto, que está inclusive passando pelo debate ético, é a exponencial evolução do Marketing Digital, que permite que as empresas de e-commerce conheçam cada vez mais seus clientes, rastreando seus interesses e personalizando suas ofertas de acordo com os seus desejos e necessidades.

Será o fim das lojas físicas?

Renomadas e tradicionais redes varejistas dos Estados Unidos, como Macy’s, Sears, Toys R Us, Circuit City, dentre muitas outras, fecharam, estão fechando ou passando por sérias dificuldades para se manterem nesse cenário do Varejo 4.0.

Não será o fim das lojas físicas, mas com certeza os varejistas precisam se reinventar e isso passa, necessariamente, pelo aprimoramento dos seus recursos humanos, pelo aparelhamento tecnológico e, principalmente, pela mudança dos pensamentos estratégico, tático e operacional, que devem estar alinhados a um mundo cada vez mais digital e com consumidores mais empoderados.

Em janeiro, na última edição da NRF (maior evento mundial do varejo), em Nova Iorque, confirmou-se, a partir da constatação inequívoca dos três grandes impactos acima relatados, que uma tendência irreversível é a adoção do “Omnichannel”, que integra lojas físicas, virtuais e compradores. Trata-se de uma evolução do conceito de multicanal, pois é totalmente focado na experiência do consumidor nos diferentes canais.

No próximo artigo, daremos dicas de como pequenos e médios varejistas podem inovar sem grandes investimentos e com rápido retorno.

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