Nova Era Exige Novo Posicionamento das Empresas

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Prof. Leopoldo Andretto
@leoandretto
abeeon.com/andretto 
Graduado e pós graduado pela FGV, com cursos de especialização na Universidade da Califórnia, San Diego, que possui 16 Prêmios Nobel (dois em Economia), onde é palestrante convidado e coordenador dos cursos de Gestão Estratégica e Inovação para executivos do Brasil. Foi coordenador dos MBAs da FGV Management, sendo atualmente consultor empresarial nas áreas de Estratégia e Gestão de Inovação.

Estamos em plena era do conhecimento e da inovação, na qual a única estratégia a ser utilizada é simples e bem conhecida: “Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega”.

A inovação acelerada, a economia compartilhada e o surgimento apressado de startups estão colocando o mundo empresarial de cabeça para baixo.

Novas empresas surgem a partir de ideias inéditas e algumas delas, em pouco tempo, passam a valer bilhões de dólares sem grandes investimentos e superando números de líderes globais nos segmentos que entram.

Como exemplo “espantoso” temos a “Airbnb”, serviço on-line para as pessoas anunciarem, pesquisarem e reservarem acomodações em qualquer parte do mundo.

Sem investimento fixo importante, a empresa passou a ter mais quartos oferecidos ao mercado que a rede Marriott, maior complexo de hotéis do mundo, que investiu bilhões de dólares para montar sua estrutura.

Arquivo Pexels
Líder Inovador

Uma frase de Steve Jobs define bem como deve ser o perfil do empresário nesse cenário: “A inovação distingue um líder de um seguidor”.

Para adentrar nessa nova era, que deixa de ser opção e passa a ser atitude obrigatória para se manter e se diferenciar no mercado, os líderes devem cultivar a cultura inovadora na sua empresa e junto à sua equipe, além de ficar, mais do que nunca, atentos às variáveis externas que interferem no seu negócio: Novo perfil do consumidor, concorrência acirrada, tecnologia disponível, globalização, legislação, política e economia.

Ideias Inovadoras

Atitudes inovadoras no varejo podem incluir desde implantação de dispositivos tecnológicos até novas posturas quanto ao relacionamento com clientes e com a própria equipe de colaboradores.

Nos Estados Unidos, estão fazendo muito sucesso inovações tecnológicas no varejo como o “Beacon”, a “Vitrine Interativa” e o “Provador Virtual”.

O primeiro é um dispositivo do tamanho de um caixa de fósforo que é afixado na parte externa da loja. A partir de um aplicativo, o mesmo emite um sinal para o smartphone de pessoas que passam num perímetro de uns 100 metros e envia mensagens de lançamentos e/ou promoções da loja.

As vitrines interativas e os provadores virtuais, por sua vez, utilizados tanto na loja física como no e-commerce, maximizam a experiência de compra, especialmente das mulheres.

Conselho de Clientes

Uma ação que tem feito muito sucesso e dá muito retorno a custo reduzido é a criação de um “Conselho de Clientes”, que pode ser composto por uns cinco clientes de perfis diferentes, que se reúnem com o gestor da loja bimensalmente, a fim de discutir vários assuntos: atendimento, linha de produtos, propaganda, vitrine, pós-venda, sugestões diversas etc.

Os clientes, atualmente, têm interesse em serem mais participativos e, com certeza, aceitariam um convite para participar do conselho. Como motivação adicional aos conselheiros, a loja pode oferecer algum brinde ou um desconto nas suas compras.

O sucesso da “Amazon brasileira”

Magazine Luiza é, sem dúvida, a empresa varejista brasileira que melhor traçou uma estratégia inovadora bem sucedida que integra (e expande) o negócio físico e o on-line (e-commerce e marketplace).

Comprovando que o “omnichannel” é a melhor alternativa para o cenário atual do varejo, a empresa reflete seu sucesso em números extraordinários: no último ano, suas vendas totais aumentaram 36% e o lucro bruto saltou 54%!

O ritmo é de Amazon, mas o DNA é brasileiro.