O inferno das Redes Sociais

thiago franco


Thiago Franco
@thiagofranco.coach
abeeon.com/ thiago-franco 
Coach, consultor, professor e palestrante. Hoje seu principal foco é guiar pessoas para encontrar a melhor forma de se conectarem com seus valores, seus objetivos e com as pessoas à sua volta.
imagem Pexels

Eu comecei a usar redes sociais em 2012, com o Facebook. Se você está pensando no Orkut, sim, eu resisti a essa onda. Embora eu não soubesse exatamente do que se tratava, vi muita gente brigando, então, julguei que rede social era só uma forma de arrumar confusão. Sempre ouvi falar sobre o mal que as redes trazem, mas nunca me senti afetado de maneira significativa. Até que comecei a usar o Instagram.

Eu não conseguia acompanhar a velocidade da informação no Instagram! Você é estimulado a passar e curtir uma coisa atrás da outra: uma baleia, corrida de bicicleta, gatinho fofo, pessoas numa festa e… Qual era aquela foto que eu tinha gostado mesmo? Sabe Deus, o cérebro não tem nem a chance de processar a informação direito. Mas nada é tão ruim que não possa piorar, comecei a me comparar com outras pessoas: Número de likes, visualizações, comentários etc. Logo veio uma enorme frustração, porque sempre tem alguém com milhares de likes a mais que você, independente da qualidade do conteúdo.

E, veja, eu sempre presto muita atenção ao meu corpo. Traduzindo, quando estou mal, somatizo os problemas, mas hoje consigo percebê-los de maneira consciente. Comecei a reparar como meu corpo reagia ao Instagram; os batimentos aceleravam e a respiração ficava entrecortada: ansiedade! Esse inferno de rede social me causava muita ansiedade!

Para minha sorte, o Instagram fez uma mudança recente cortando o acesso ao número de curtidas. Achei que nunca fariam isso, pois julgava que queriam exatamente estimular o vício e a competitividade. Mas qual a minha surpresa quando a mudança entrou em vigor? Cadê a ansiedade? Senti a navegação leve como nunca! Sem comparações, meu foco migrou das curtidas para o conteúdo.

Você deve estar se perguntando: É possível ter controle? Minha opinião: Parcialmente; o negócio é feito para entrar na sua cabeça. Contudo, as redes não são vias de mão única, você pode escolher quem vai seguir, expressar e compartilhar o que pensa. A sociedade faz o homem e o homem faz a sociedade. O mesmo vale para a rede social, ela te influencia, mas você também a constrói.

Steve Jobs dizia que “as pessoas ligam a televisão quando querem desligar o cérebro”. Na televisão, somos espectadores, mas nas redes sociais podemos – e devemos – ser protagonistas para que elas sejam o que podem ser de melhor: Espaços de criação, expressão, aprendizado e interação entre as pessoas.