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Os 7 Pecados Capitais nas Festas da Empresa

#Mesa&Etiqueta

Andréa StaciariniAndréa Staciarini

Consultora de Etiqueta. 
@mesaetiqueta
abeeon.com/mesaetiqueta

O Natal está aí e, com ele, chegam as confraternizações entre as equipes que passaram o ano correndo atrás do sucesso. Calma! Embora o clima seja festivo, o evento exige cautela!

Andréa Staciarini | foto Rafael Cautella| maquiagem: Luana Ribeiro

Quem conhece Las Vegas (EUA), a Disneylândia de adultos ávidos por relaxamento e diversão, sabe que o cérebro de um adulto pode, às vezes, ser traiçoeiro, principalmente com algumas doses a mais de bebida, música, descontração… E assim voltar a funcionar no mood adolescente, festejando como se não houvesse amanhã. O duro é quando isso acontece e você não está em Las Vegas, mas, sim, na festa da empresa, com todas as equipes na plateia do seu show.

Diferente do ditado “o que acontece em Vegas, fica em Vegas”, o que acontece na festa da empresa, perpetua-se ano após ano na galeria da fama corporativa, causando, muitas vezes, constrangimentos e até máculas curriculares em casos mais extremos, com o álcool levando a agressões verbais e outros indesejáveis incidentes de percurso.

Pensando nisso, preparamos uma dura e imprescindível lista de “pecados” a serem evitados nas festas corporativas para o bem da sua empresa ou do seu emprego. Está preparado para se penitenciar?


Pecado nº 1: Abuso do álcool

Se estamos procurando um culpado para a maioria dos micos, vexames e incidentes mais constrangedores das festas empresariais, aí está ele. O abuso do álcool é o principal responsável pelas discussões, xingamentos, tombos, vômitos e também por macular relacionamentos e carreiras profissionais.

Convém moderar o consumo de bebida neste tipo de evento, pois, embora a pessoa alcoolizada não tenha consciência plena do que está fazendo, outras pessoas que a observam têm e se lembrarão do caso sempre que falarem sobre o evento.

Pecado nº 2: Crítica à festa

Quando se é convidado para uma festa corporativa, um dos comportamentos mais desagradáveis é sair falando mal de tudo. Críticas pesadas à comida, à música, ao local e aos convidados, além de parecer arrogância, só denotam que a pessoa não merece estar ali, não sendo um real parceiro de equipe. Por mais simples que seja a comemoração, lembre-se: alguém teve o trabalho de organizá-la em prol dos demais e teve, também, a intenção de agradar, mesmo havendo limitações no menu, na decoração etc. A dica é: relaxe e agradeça.

Pecado nº 3: Isolamento social

O principal objetivo da festa de final de ano em uma empresa é oportunizar a confraternização entre as pessoas e comemorar os resultados, portanto, isolar-se é inadmissível. Mesmo aqueles de personalidade mais tímida convêm circular pelo evento, cumprimentar os colegas com gentileza e tecer ao menos comentários amenos sobre o tempo, sobre o ano ou sobre o trabalho mesmo. Não precisa ser habilidoso com os comentários, basta ser cordial e esforçar-se para participar de maneira educada.

Pecado nº 4: Roupas inapropriadas

Cada empresa tem seu dress code, que reflete suas características, missão e valores. Uma empresa do ramo da moda, da arte ou de publicidade, muitas vezes, é mais flexível no quesito vestimentas. Entretanto, outras ligadas a atividades mais conservadoras, como o mercado financeiro e a advocacia, têm uma visão mais formal da imagem do profissional que a representa. Tal singularidade requer sensibilidade das equipes na hora de escolherem seus trajes de festas. Com certeza, faz parte da etiqueta profissional respeitar o estilo da festa, da empresa e dos demais convidados na hora de escolher o look. Aparecer de chinelos onde se pede traje passeio, ou de terno quando deveria usar traje informal, são maneiras deselegantes de chamar a atenção.

Pecado nº 5: Presentes constrangedores

Quando há amigo secreto, homenagens ou qualquer outro tipo de troca de presentes, muito cuidado com as piadas desconcertantes. Fazer referências às fragilidades alheias, só para fazer as pessoas rirem, é uma péssima ideia. Não convém fazer piadas com certas condições das pessoas, principalmente se aquilo a torna diferente no momento. Por exemplo: criticar o estado civil, as características físicas, os insucessos profissionais e pessoais. Lembre-se: apesar da pessoa estar sendo ridicularizada, o ridículo acaba sendo o autor da piada.

Pecado nº 6: Faltar à festa

A não ser que o motivo seja grave, como problemas familiares, e a situação fique bem justificada para os organizadores, faltar à festa da empresa é uma péssima ideia. É obvio que você não é obrigado a ir e ninguém te punirá por isso, mas reflita: essa falta de consideração com seus colegas e com o evento pode passar a impressão de que você não faz questão de estar ali e, o que é pior ainda, não faz questão de trabalhar ali. Por isso, se você tem apreço pela sua carreira, vale o esforço de fazer um social.

Pecado nº 7: Ausência ou excesso de animação

Todo mundo sabe: gente desanimada é muito chato, mas gente animada demais é insuportável. Sair beijando e abraçando todo mundo, dançando efusivamente, falando alto, pode ser muito simpático entre amigos, mas, na empresa, convém moderar e não forçar a barra no excesso de intimidade com colegas, chefes e clientes. Divertir-se, dançar e ser alegre são atributos maravilhosos, desde que não perturbem o direito dos outros se divertirem ao seu próprio modo.


Por fim, aproveite os momentos de confraternização e o clima natalino para fortalecer a sua imagem profissional, buscando, sinceramente, estar em harmonia com os demais, divertindo-se respeitosamente e mantendo a sua chance de crescimento respaldada na confiança que depositam em você. Nas palavras de Thomas Edson: “Os três grandes fundamentos para se conseguir qualquer coisa são, primeiro, trabalho árduo; segundo; perseverança; terceiro, bom senso.”

Boas festas para você!