Motoristas, preparem-se: 2020 vai ser o ano do recall no Brasil

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Se você nunca deu atenção aos avisos de recall nos meios de comunicação ou sequer pesquisou sobre o tema, certamente vai ter que rever seus hábitos a partir do próximo ano. O conceito deve fazer parte mais ativamente do dia a dia da indústria automotiva, impactando a vida do próprio motorista, que pode ver seu carro se valorizar ou se depreciar mais rapidamente no momento de negociá-lo. Com as recentes medidas do poder público e a própria conscientização da população, o número de pessoas que levam seus veículos para reparos e consertos na montadora certamente aumentará de forma significativa nos próximos meses.

Hoje, no Brasil, o indicador de atendimento aos chamados ainda é irrisório. De acordo com dados do Procon-SP, mais de 2,1 milhões de veículos foram solicitados para recall em 2018, mas apenas 14,93% dos motoristas levaram o carro para avaliação e troca gratuita das peças. Além disso, um levantamento recente do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostra que o primeiro semestre deste ano teve 1,1 milhão de automóveis envolvidos em 58 processos de recall.

A explicação para o número expressivo passa pela portaria assinada no dia 1º de julho de 2019 pelos ministérios da Infraestrutura e da Justiça e Segurança Pública e que entra em vigor a partir de outubro. Agora, o proprietário do carro tem o prazo de até um ano para atender o chamamento. Caso contrário, o próximo Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) terá o aviso de recall pendente. Ou seja, vai ser um atestado de que o carro possui algum defeito de fábrica, representando um risco à segurança de todos e também um importante elemento de depreciação.

A documentação só fica “limpa” novamente quando ele atender ao chamamento. Ao realizar o recall pendente, deve receber um certificado com todas as informações do serviço. Além disso, a montadora tem 15 dias no máximo para informar ao Registro Nacional de Veículos Automotores) que o problema foi corrigido. Para fazer a solicitação do novo CRLV, basta procurar o Detran de seu estado. Lembrando que a Portaria deixa explícito que, caso o motorista queira a documentação sem anotação do recall antes do próximo licenciamento, ele terá que arcar com todos os possíveis custos e despesas da emissão – mais um motivo para atender um chamado na hora da notificação.

Para isso, o motorista pode contar com o apoio de soluções tecnológicas que otimizam e facilitam a gestão de seu veículo. Antes, para saber sobre um recall, a única alternativa era acompanhar os anúncios em meios de comunicação e se informar sobre o setor. O avanço da tecnologia, por sua vez, permitiu o desenvolvimento de aplicativos que reúnem em uma mesma interface todas as campanhas realizadas pelas montadoras no país. Basta ao motorista cadastrar as informações básicas de seu carro, como marca, modelo e ano, para checar na base de dados se é preciso levá-lo à concessionária mais próxima.

O recall é uma medida importante na indústria automotiva, permitindo reduzir graves acidentes que acontecem por defeitos de fábrica percebidos posteriormente. Era necessário, portanto, popularizá-lo para que mais pessoas soubessem de sua importância e necessidade. A partir de 2020 certamente aparecerão os primeiros resultados dessa iniciativa. Contudo, é importante ressaltar: a portaria emitida pelo poder público é um primeiro passo importante, sem dúvida, mas é preciso ir além. As pessoas devem adquirir o hábito de se informar e acompanhar o setor, contribuindo para um trânsito mais seguro e melhor em todo o país.

* Vinicius Melor é CEO do Papa Recall – Aplicativo que avisa o motorista se o automóvel cadastrado teve algum chamado da fabricante para conserto ou troca de peças. Sobre Papa Recall:

Lançado em 2019, o Papa Recall é um aplicativo que informa e alerta os motoristas a respeito de uma importante questão no setor automotivo: o recall. Ele funciona de forma simples: o usuário faz o download em seu smartphone, cadastra seu carro e automaticamente será informado se há recall pendente ou se a montadora fizer o chamamento do modelo e versão de seu automóvel. Dessa forma, a pessoa reduz o risco de acidentes e evita que uma frota significativa de veículos com defeitos de fábrica circule diariamente por ruas e rodovias do país.

Por Vinicius Melo

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Por Priscila Gomes | Nbpress Comunição
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