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Um pouco de Música na Rotina do Escritório

Banda The Corporates – divulgação

Homem forte da Verizon Business Group para a América Latina, Paulo Pontin concilia trabalho com a paixão pela música e forma até banda com outros executivos

A carreira de Paulo Pontin tem todos os ingredientes trilhados por muitos dos executivos brasileiros. Formado em Administração de Empresas pela Unaerp, em Ribeirão Preto (SP), sua terra natal, fez estágio, trabalhou em bancos, iniciou uma pós-graduação em marketing, interrompida por conta do trabalho e da necessidade de viagens constantes, mudou-se para São Paulo, fez MBA focado em negociações internacionais, atuou como analista financeiro, entrou para o mundo da tecnologia, conheceu a área das telecomunicações, passou por empresas como Shell Petróleo, Itautec, Ericsson, AT&T, até chegar a um processo de seleção para gestor comercial de uma holding norte-americana. Após quatro meses e doze entrevistas, seria selecionado para ingressar no Verizon Business Group e hoje, onze anos depois, é o responsável por toda a área de negócios do grupo para a América Latina, com foco em B2B, como fornecimento de conectividade empresarial, transporte de dados, voz, vídeo, segurança da informação, diagnóstico de redes e aceleração de conteúdo web

Pode-se dizer que Paulo faz parte da estrutura de um gigante. A Verizon tem mais de 150 mil funcionários nos 150 países em que atua ao redor do mundo, com faturamento global de US$ 135 bilhões e a responsabilidade de administrar mais de um milhão e quinhentos mil quilômetros de cabos submarinos nos seis continentes para permitir uma comunicação empresarial global, rápida e segura. Um desafio e tanto que o executivo procura encarar com a ajuda da meditação, da prática do tênis e do contato permanente com uma de suas grandes paixões, a música.

“Quando eu era adolescente, me via um músico no futuro, tendo feito conservatório na Inglaterra, mas meus pais me disseram que primeiro era para eu ir atrás de um diploma, depois poderia fazer o que quisesse na vida, pois um músico com um diploma seria mais reconhecido”, brinca. Vieram o diploma e o reconhecimento profissional, e a música sempre esteve por perto.

Aos oito anos, começou a aprender violão, mas o instrumento logo foi deixado de lado quando o garoto começou a se interessar mais pelo futebol na rua e pelos passeios no clube. Aos 15 anos, de volta às cordas do violão, formou as primeiras bandas com os amigos. Foi quando identificou uma “oportunidade” de mercado. “Percebi que havia falta de mão de obra de baixista, tinha muito guitarrista e não muitos baixistas disponíveis. Para cobrir uma lacuna de uma banda que tinha na época, passei a aprender a tocar contrabaixo e fui entendendo melhor a importância do instrumento, a sua beleza dentro do contexto de qualquer conjunto, mesmo numa orquestra, e não parei mais”, relembra.

Amante do jazz e do blues, Paulo Pontin realizou o sonho de ter uma banda neste estilo há 20 anos, já em São Paulo, quando criou, com amigos, a Blue Jam, que se mantém na ativa até hoje. “Comecei ouvindo rock dos anos 50 e 60, como Bill Haley, Elvis, Little Richard, Jerry Lee Lewis, depois vieram os Beatles, o hard rock de Led Zepellin, Deep Purple, o Queen, U2, Dire Straits, Pink Floyd, só coisa boa”, cita. “Hoje, até para meditar a música funciona muito bem para mim, ajuda a combater o estresse e até a exercitar conceitos aplicados nas empresas, como colaboração, equipe, harmonia, cadência. É uma válvula de escape que, ao mesmo tempo, faz a conexão entre os dois mundos, o da música e o da carreira profissional”, completa.

Músicos da The Corporates: Gabriel Rozin, Maurício Cataneo, Júlio Pina, Amilcare Neto, Paulo Ponti n e Marcelo Munerato – divulgação
The Corporates

Se a música servia basicamente como um momento de relaxamento em meio à rotina profissional, passou a ser coisa séria há pouco mais de um ano. Paulo faz parte de uma plataforma para executivos chamada Experience Club, que promove encontros, viagens, almoços e eventos para troca de experiências. Em um destes eventos, o Fórum CEO Brasil, realizado em Salvador, em uma conversa despretensiosa com outros executivos, surgiu o assunto música e cada um passou a lembrar dos tempos em que tocava guitarra, da vontade de voltar a cantar ou da bateria acumulando poeira em um canto da casa.

“Desta conversa surgiu a ideia de realizarmos alguns ensaios em um estúdio. Claro que os primeiros foram um desastre, mas logo as coisas foram melhorando e conseguimos montar um repertório de oito músicas. Os sócios fundadores da Experience Club descobriram que estávamos neste movimento de ensaios e nos convidaram para uma apresentação na edição mais recente do Fórum, que foi realizada em setembro de 2019”, explica. Surgia então a banda The Corporates que, de lá para cá, já se apresentou em casas noturnas de São Paulo e do Rio de Janeiro e já tem shows agendados para o início deste ano, sempre com o dinheiro arrecadado revertido para entidades sociais. “Hoje a banda tem sete membros fixos e contamos sempre com outros executivos convidados, que querem voltar a ter algum contato com a música”, diz Paulo.

A repercussão em torno da The Corporates tem sido tanta, com entrevistas em veículos como jornal O Estado de S. Paulo, revista Forbes, Veja São Paulo, rádio Jovem Pan e aqui na revista Empreende, que a ideia dos executivos músicos é consolidar o projeto. “Para isso, já estamos montando um time para trabalhar na produção, na agenda. Queremos perpetuar este momento de curtição”, planeja Paulo.

‘Às vezes é preciso parar e fazer o que gosta’

Com uma rotina carregada de trabalho, Paulo Pontin admite não ser fácil encontrar tempo para se dedicar aos shows e aos dois ensaios mensais da The Corporates. “Não é fácil, da mesma maneira que não é fácil encontrar tempo para a academia, para a família, os filhos, os amigos. Mas quando a gente gosta de alguma coisa, dá um jeito. Às vezes é preciso parar e fazer algo que a gente gosta, seja um esporte, seja tocar um instrumento. Tem que ir lá e fazer. Não será uma hora que vai afetar o seu dia. Se você ficar focado apenas em trabalhar, vai trabalhar 24 horas por dia, pois nunca se deixa de ter trabalho para fazer, um e-mail para responder, algo para resolver. É preciso não cair nesta cilada e se dar um tempo sem culpa. Isso vai ser revertido em mais qualidade de vida e maior produtividade na vida pessoal e profissional, pode ter certeza”, aconselha.

Quem é quem na banda The Corporates

Almicare Neto (Head Digital e Sales da Rede TV)Bateria

Gabriel Rozin (Médico do Hospital Albert Einstein)Guitarra

Gabriel Silva (CFO do Nubank)Guitarra

Júlio Pina (Sócio da Gulf Partners)Piano e Teclado

Paulo Pontin (Managing Partner da Verizon América Latina)Contrabaixo

Marcelo Munerato (CCO da AON)Vocal e Violão

Maurício Cataneo (CFO e General Manager da Unisys)Vocal

Por Angelo Davanço