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Empreendedoras falam sobre seu papel nos Negócios de Inovação e Tecnologia

Arquivo Pexels

Ligadas ao Supera Parque de Inovação e Tecnologia, elas relatam como decidiram criar suas próprias startups e os desafios encontrados no caminho

A participação feminina tem se ampliado nos mais diversos ramos de atividades, inclusive quando o assunto é empreendedorismo: de acordo com a pesquisa “Empreendedorismo Feminino no Brasil” realizada pelo Sebrae, em 2019, o número de mulheres empreendedoras no Brasil chegava a 24 milhões. O número ainda é menor do que aquele observado no universo masculino já que, no último, o número de homens empreendedores somava 28 milhões de pessoas.

Quando se trata de empreendedorismo inovador, a participação feminina pode ser considerada ainda mais tímida, mas o cenário está mudando. Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Startups (ABStartups), mostra que dos mais de 12 mil empreendimentos existentes no país hoje, 15,7% têm à frente uma empreendedora.

Eduardo Cicconi, gerente do Supera Parque de Inovação e Tecnologia, aponta que o empreendedorismo feminino tem ganhado espaço entre as startups. “Apesar do número de mulheres ainda ser menor em carreiras ligadas às áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, notamos que existe um movimento crescendo nos últimos anos, com diversos cases de sucesso pelo país. Portanto, é importante discutir sobre esse fenômeno, ampliar as oportunidades e garantir que elas tenham visibilidade”, explica.

Sandra Pereira, CEO da Veritas Biotecnologia, companhia de biotecnologia inovadora, é um exemplo de mulher que se arriscou e, há 9 anos, fundou a sua própria startup. O desejo de empreender surgiu quando estava fora do país. “Fazia pós-doutorado nos Estados Unidos, onde tive contato com muitas mulheres em posições estratégicas em grandes empresas farmacêuticas. Foi aí que resolvi apostar na minha ideia e retornei ao meu país, com a vontade de fazer a diferença e ser uma das pioneiras na área de biotecnologia”, afirmou.

Para ela, a jornada dupla, de trabalho e família, não é o obstáculo que impede a ascensão das mulheres no mundo empresarial. “A mulher precisa se livrar do sentimento de culpa na jornada dupla, de trabalho e família. As críticas sempre vão existir dos dois lados, às vezes um lado vai demandar mais atenção que o outro e tudo bem. Mas abrindo seu próprio negócio a mulher tem, inclusive, mais flexibilidade de gerenciar seu tempo e se ajustar às duas funções, se realizando como um todo”, defende.

Sabrina Bullamah, psicóloga que está à frente da startup Tools4U há três anos, afirma que são muitos os desafios na caminhada de empreender. “A falta de conhecimento de áreas que não dominamos como negócio, tecnologia e finanças tem sido um desafio e, ao mesmo tempo, estimulante pois nos impulsiona a aprender constantemente”, diz.

Para Sabrina, empreender também “é coisa de mulher”. “Empreender é para qualquer pessoa que queira fazer a diferença onde está. As mulheres têm algumas habilidades que podem ser usadas a favor do empreendedorismo: a capacidade de resolver diferentes problemas ao mesmo tempo e de gerenciar o tempo, nos dividindo em múltiplas funções”, avalia.

Mulheres em posição de liderança

A nutricionista Erika Monteiro, co-founder e COO da startup Carefy, reconhece o privilégio de poder contribuir para que a igualdade de gênero seja um dos pilares da cultura da Carefy e acredita que, por se tratar de um ambiente majoritariamente masculino, isso diminui bastante as dificuldades na sua trajetória como empreendedora, que já soma cinco anos. “Fora, já enfrentei situações de mansplaining ou manterrupting e essas atitudes levam muitas mulheres a questionarem suas habilidades. Acredito que tudo seja uma questão cultural e, isso se aplica desde pequenas startups até grandes empresas, por isso essa questão é tão presente na nossa empresa”, explica.

Erika aponta uma pesquisa realizada pela consultoria Kantar, na nova edição do The Reykjavik Index for Leadership, que mostra que 59% dos brasileiros não se sentem confortáveis com CEOs mulheres. “É muito legal termos mulheres em posições de liderança ou ver que elas representam uma grande parte das empresas. Porém, elas devem ser genuinamente respeitadas nessas posições, precisamos mudar isso”.

Para a bióloga Carolina Caliari, CEO da InSitu, o panorama está passando por transformações. “Um ponto importante para que isso continue acontecendo é que tenhamos um número cada vez maior de mulheres empreendedoras. Além disso, a formação de uma rede de apoio entre nós é fundamental para que consigamos crescer juntas”, finaliza.

Ao longo do mês de março, esses e outros depoimentos sobre o papel da mulher no empreendedorismo inovador estarão disponíveis no Site.

SUPERA PARQUE

O Supera Parque de Inovação e Tecnologia de Ribeirão Preto, gerido pela Fipase, é resultado de uma parceria entre Universidade de São Paulo (USP), Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto e Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo. Instalado no Campus da USP local, o Parque abriga a Supera Incubadora de Empresas, o Supera Centro de Tecnologia, a associação do Arranjo Produtivo Local (APL) da Saúde, o Polo Industrial de Software (PISO), além do Supera Centro de Negócios.

Ao todo, são 74 empresas instaladas no Parque, sendo: 62 delas no Supera Incubadora de Empresas de Base Tecnológica; e 12 empreendimentos no Centro de Negócios.

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Por Caio Olliveira | Sky Comunicação
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