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Crowdfunding de investimentos: A busca pelo próximo unicórnio

Paulo Deitos


Paulo Deitos


Co-fundador da CapTable e da Cap Rate (investimentos coletivos no mercado imobiliário) e diretor da ABFintechs. 
@paulodeitos
Mais informações de contato: https://www.captable.com.br/
imagem Pexels

Um empreendedor trabalha com uma ideia inovadora. Há sinais de um futuro promissor, mas não consegue crescer por falta de recursos. Então pessoas colocam valores em troca de retorno financeiro. Essa operação de oferecer a possibilidade de investimentos em empresas como as startups se chama crowdfunding de investimentos, regulamentada no Brasil em 2017.

Em 2014, uma empresa chamada Gimlet Media, ofertou US$ 200 mil em quotas de US$ 1 mil que podiam ser adquiridas pelos seus ouvintes. No ano passado, o Spotify a comprou por US$ 230 milhões. Dá para imaginar que os retornos atingiram uma cifra que nenhum outro tipo de investimento alcançaria.

O mesmo aconteceu com quem apostou na 99, iFood, Nubank. Em 2019, foram movimentados cerca de R$ 78 milhões no Brasil em aportes coletivos, um aumento de 71% em relação a 2018. Nos últimos quatro anos, o índice de crescimento da modalidade bateu incríveis 844%.

É válido dizer que o crowdfunding de investimentos é uma espécie de porta de entrada no até então fechadíssimo mercado de capitais para pequenos negócios que têm potenciais de serem grandes um dia. Entretanto, é preciso estar ciente que se trata de um investimento de risco, o caminho inevitável a se percorrer para quem quer ganhar dinheiro em época de taxa SELIC baixa.

Como facilitar o processo de escolha da empresa para investir? Por meio de plataformas especializadas como a CapTable. A triagem de startups envolve especialistas que conferem múltiplos fatores nesta busca pelo próximo unicórnio (empresas com valor de mercado de US$ 1 bi). A CapTable tem se destacado no País por ser uma das que mais arrecadam mesmo sendo uma das mais novas do mercado: R$ 5,25 mi de 1.500 investidores que colocaram valores a partir de R$ 500,00 em 8 startups, incluindo as do agronegócio.

A expectativa é que em 2020 uma série de melhorias regulatórias favoreça o amadurecimento deste mercado. O que é novidade hoje tende a se tornar um expediente usual para que empreendedores focados em inovação possam ser os próximos unicórnios.