Capital Research divulga relatório sobre o impacto da quarentena nos principais shopping centers do País


Casa de análises analisa situação difícil dos centros comerciais que precisam fechar suas portas como medida de contenção ao coronavírus

São Paulo, março de 2020 – O fechamento de shopping centers, recomendado primeiramente para e região metropolitana de São Paulo e, posteriormente, para outras cidades e estados do Brasil, é uma das medidas adotadas para prevenir a propagação do coronavírus no País. Acostumados a receber muito público aos finais de semana, alguns deles fecharam suas portas já na última sexta-feira (20), antecipando a determinação do Governo de São Paulo para que suspendessem as atividades a partir de hoje até o dia 30 de abril. O fato preocupa lojistas e funcionários dos centros comerciais, bem como investidores que contam com ações das principais administradoras que operam em solo brasileiro. Por conta disso, a Capital Research divulgou um relatório com o panorama dos shoppings.

Entre as informações divulgadas, está a situação da Iguatemi, dona de cinco centros comerciais na grande São Paulo e cuja receita de 2019 foi revelada por m². “Fazendo a conta, apenas o Iguatemi SP representa cerca de 20% da receita de aluguel e estacionamento da rede Iguatemi (não considera a receita das torres corporativas). Enquanto isso, a totalidade dos shoppings fechados até o final da semana passada chega a 70% dessa fatia. O impacto, certamente, é muito grande”, comenta Felipe Silveira, analista da Capital Research, que afirma que, até o momento, não há como calcular o impacto financeiro das medidas: “não houve, por exemplo, uma definição sobre como ficam as cobranças dos aluguéis nesse período”.

O relatório comenta, ainda, as alternativas encontradas pelas companhias para não zerar o faturamento das lojas, como permitir o seu funcionamento para envio de alimentos via delivery, como ocorre nos shoppings da Aliansce Sonae, que fechou as unidades comerciais responsáveis por 71% de suas receitas, e o varejo online, como o praticado pelo Shopping Cidade Jardim em sua plataforma CJ Fashion. “Apesar de se virarem como podem, o efeito para os lojistas tende a ser muito pesado e pode levar muitos a quebrarem, além de impactar a ocupação dos shoppings no médio prazo. No entanto, é essencial garantir a saúde das pessoas neste momento, o que ajuda a economia a se recuperar mais rapidamente depois”, ressalta Silveira.

Como forma de tentar minimizar os impactos, a Alshop (Associação dos Lojistas de Shoppings) anunciou a criação de uma linha de crédito de R$ 500 milhões obtida junto ao governo estadual de São Paulo. Os recursos devem ser destinados a varejistas que precisarem de empréstimos para enfrentar a crise causada pela pandemia do coronavírus. A Capital Research não descarta a possibilidade de outras medidas do governo surgirem para compensar as perdas durante o período de quarentena, “mas, tendo em vista a dificuldade que todas as instâncias têm enfrentado na seara fiscal, não é algo tão trivial. Desse modo, ainda é impossível quantificar o tamanho do impacto que essa decisão terá no resultado financeiro e na performance das operadoras de shoppings centers”, finaliza Silveira.

Sobre a Capital Research

A casa de análises Capital Research pertence ao grupo Red Ventures, que conta com um portfólio de empresas digitais nas indústrias de educação, saúde, home service e serviços financeiros. A startup tem como missão entregar conteúdo relevante aos seus usuários, como é o caso da Carteira Capital, que faz recomendações para investidores de perfil conservador, moderado e agressivo. Por meio de uma plataforma intuitiva e simples, o usuário pode contar com conteúdo de qualidade como newsletters, relatórios, cursos online e as próprias carteiras específicas de produtos de investimentos como a “Carteira de Ações”, a “Carteira de Renda Fixa” e a “Carteira de Fundos Imobiliários”.

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