Coronavírus: Empresários se Reinventam durante a Crise


Especialistas em diferentes frentes de negócios falam sobre a importância de desenvolver iniciativas inovadoras mesmo na instabilidade e o que planejam para os próximos meses

Com o avanço da pandemia do novo coronavírus, o Brasil têm sentido os efeitos das medidas de isolamento social. O digital ganhou força, os deliverys se tornaram frequentes e causas sociais nunca foram tão protagonistas. Com isso, encontrar novos modelos e reinventar o próprio negócio se tornaram alguns dos principais desafios do empreendedor.

O Cinerama Gourmet, de Antônio Oliva e o Grupo PHD Entretenimento, é o exemplo de como a necessidade vira oportunidade. Mesmos proprietários do Antonella Maison, restaurante recém inaugurado em São Paulo, inspirado na gastronomia mediterrânea francesa, decidiram criar um delivery de pipoca e outras comidas de cinema premium. O serviço, lançado no fim de março, já é um sucesso e cresce 100% por semana. “Não é só pela pipoca. O negócio nasceu com o objetivo de oferecer a experiência premium de um cinema ao público em qualquer lugar”, conta Oliva.

De acordo com Vinícius Machado, à frente do Grupo InVoga, focado em comunicação e branding, diante da crise é importante ter a capacidade de abrir espaço para o novo. O jovem empresário desenvolveu, então, o primeiro produto físico do grupo, um álcool spray 70% com óleos essenciais e propriedades terapêuticas, que surgiu como solução em meio à falta de produtos no mercado. “Após 45 dias gerindo essa crise, podemos afirmar que o comportamento do consumidor mudou. As pessoas terão um olhar mais direcionado para casa, ficarão mais focadas com o lar e sairão menos. Por isso, minha empreitada visa o bem estar, além de garantir outra fonte de renda para meus negócios”, afirma.

As tecnologias também ganharam mais espaço durante o isolamento social. Pensando nisso, outro investimento de Vinícius durante a quarentena foi a plataforma “Kids Room”, aplicativo que propõe atividades educativas e recreativas para as crianças. Por meio de um dispositivo eletrônico, o usuário adquire uma “sala de recreação” conduzida por especialistas na área de todo o Brasil.

Com a pandemia do coronavírus, estamos na iminência de uma nova era, onde muitas ferramentas que ainda estavam em desenvolvimento inicial foram adotadas de forma mais rápida, como é o caso das lives. “Com certeza essa tendência veio para ficar. Acreditamos que grandes artistas vão manter essa estratégia. Mais que isso, o show com público vai incorporar o live e fazer dessa tendência uma nova forma de renda”, comenta Fernando Ximenes, sócio do complexo de eventos Parque Estaiada, localizado no Morumbi. “Imagina pagar um valor simbólico para assistir um show que vc não pode ir por tempo, distância ou dinheiro? Ou seja além dos X ingressos presenciais vendidos o artista vai poder vender milhões de ingressos para o público acompanhar de casa”, completa.

Apostando num retorno mais agressivo em agosto, o executivo está otimista e destaca a importância dos eventos presenciais e conexões reais. “No pós quarentena, quando tudo se normalizar e for seguro juntar pessoas em um evento, vamos ter uma demanda reprimida explodindo e isso vai fazer o segundo semestre ficar pequeno para a quantidade de ações que serão desenvolvidas. A demanda vai ser altíssima e, por isso, precisamos estar preparados”, observa Fernando, que está em negociação com os produtores e reagendando eventos que estavam previstos para o primeiro semestre.

Atenta, Juliana Ferraz, , diretora de novos negócios na Holding Clube, um dos maiores conglomerados de live marketing do país, destaca que é o momento de olhar para dentro e deixar de lado já o que não faz mais sentido, tanto para você como para a empresa. “Na empresa, estamos estudando o comportamento do nosso público e propondo soluções para nossos clientes. São novos tempos, novas realidades. Entendemos que o live marketing não irá acabar, mas o digital terá um protagonismo significativo e, por isso, precisamos refletir e nos preparar para o período pós-pandemia”, afirma a especialista em networking, à frente das agências Banco de Eventos e Agência Samba.

Apesar das diferentes frentes de atuação, o sentimento dos empresários é de confiança e mente aberta, com o objetivo de conhecer novas oportunidades de negócio. “São novos tempos. As palavras de ordem são reinventar e empatia, em todos os limites do negócio!”, conclui Ju Ferraz.

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Por Bianca Forsan | Index Conectada
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