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Empreendedores se tornam influenciadores na Internet e chegam a triplicar o faturamento

Especialista aponta grande procura –  nos últimos meses – por cursos que capacitam o empreendedor a se profissionalizar para vender produtos e serviço na internet.

Enquanto muitas empresas fecham, o empresário Cleber Santos, especializado em comportamento animal, dedica seu tempo para o início de funcionamento de sua segunda unidade de hotel e creche e atendimento veterinário, na zona Sul de São Paulo.

Em fevereiro começou a fazer um curso que ensinava como ser um influenciador para vender também pela internet. A pandemia chegou e, com ela, o fechamento temporário da primeira unidade, em Jabaquara. De lá para cá, passou a vender diretamente pelo Instagram. Entre a oferta de produtos e serviços, incluindo adestramento, viu a oportunidade de falar com os clientes em aparições online, o que antes era raro pela correria das tarefas presenciais. De R$ 5 a 10 mil, a renda média chegou a R$ 35 mil. O aumento na exposição também possibilitou a posição de Cleber se tornar embaixador de marcas do mercado pet.

A influência nas redes sociais também foi um porto seguro para a podóloga e esteticista Alexsandra Nogueira. Hoje com mais de 9 mil seguidores no Instagram e 1,3 mil no Youtube, criado recentemente, diz ter descoberto durante o isolamento como já influenciava os profissionais de sua área. “Em março, não tinha como atender clientes e fazer meus cursos presenciais. Me perguntei: como oferecer cursos online para os colegas da área que estavam com a renda comprometida pelo fechamento dos salões? Reduzi o valor da inscrição e ofereci uma turma. Vendi 118 vagas em 48 horas.

Desde março, já foram 480 inscrições feitas em variados cursos”, relata. A podóloga, que tinha visto a renda aumentar de R$ 2 mil para R$ 6 mil, quando começou a se posicionar como influenciadora na internet, durante a pandemia chegou a alcançar R$ 18 mil no mês. Atualmente ela negocia com empresas da indústria de podologia o lançamento de um kit de hidratação podal com seu nome. Sobre sua fama entre os profissionais da área, comenta: “tem aluna que diz ficar emocionada quando fala comigo. Eu mesma não acredito no que está acontecendo. Ter essa visibilidade é uma grande responsabilidade”. 

Eu, Empreendedor Influenciador

Dani Almeida, especialista em comunicação e influência digital, que chegou à casa de 5 mil alunos de cursos e mentorias sobre como ser reconhecido no mundo digital, conta que, apenas nos últimos quatro meses, registrou 300 novas matrículas de pessoas em busca de posicionamento profissional nas redes sociais para alavancar vendas de produtos e serviços e se manterem economicamente seguras.

Em um levantamento feito pela especialista, com 1.108 entrevistados, entre donos de pequenos e médios negócios, profissionais liberais e gestores de socialmedia, foi registrado que 83,7% acredita que as redes sociais podem ajudar a faturar, mas não sabe como fazer vendas usando a internet. Quando perguntados se eles são a imagem do seu negócio nas redes / influenciadores do próprio negócio, só metade afirma ter uma comunicação humanizada. O mesmo levantamento mostrou que 75,7% não sabe como atrair clientes no online e 88,7% diz não saber que tipo de conteúdo gerar para faturar online.

Em um cenário onde todo mundo já entendeu que precisa influenciar para faturar, a pesquisa indica como as pessoas ainda não estão preparadas. Os consumidores estão buscando se conectar cada vez mais com pessoas no mundo digital, não com logotipos, pois pessoas confiam em pessoas. Ainda mais em momentos de crise. É preciso especialização para isso”, destaca a especialista que há três anos vem orientando empresários com aulas que vão desde profissionalizar suas redes sociais, desenvolvendo estratégias de vendas em diferentes canais, até conquistar autoridade no mundo online.

Ela conta que 53% dos alunos que procuram pelas aulas afirmam precisar das redes sociais para vender, 31% para criar conteúdo sem foco em vendas, enquanto 16% para trabalhar com mídias digitais – um universo oposto se considerar anos atrás quando o perfil de alunos era, majoritariamente, de pessoas que buscavam se tornar embaixadores de marcas. “A dinâmica de oferta, atendimento e vendas mudou e a pandemia está aqui para provar que os profissionais que se reinventaram conseguiram manter ou aumentar sua renda como empreendedores influenciadores”, completa.

A especialista cita alguns passos importantes para quem deseja empreender usando a influência digital como ferramenta:

  • Antes de tudo, apareça: no mundo digital, pessoas buscam se conectar com pessoas, não com logotipos. Quanto mais humanizada sua comunicação, maior será o resultado em vendas. Segundo estudos, o e-commerce converte, em média, 2% em vendas. Já um influenciador, converte até 80%. 

  • Crie um perfil do seu público-alvo: existem ferramentas gratuitas para isso. Sem conhecer o público que pode comprar seu produto ou serviço, é impossível gerar um conteúdo assertivo, vendedor, ou mesmo gerar engajamento nas suas redes.

  • Tenha abrangência digital: defina os canais que serão utilizados, considerando o perfil do público detectado. Será que ele está mais no LinkedIn, YouTube, Instagram ou em outras redes? De repente, ele ouve muito podcast devido à vida corrida? E um alerta: evite ficar refém de só uma rede social. Redes sociais como o Orkut morreram e muitas pessoas precisaram começar do zero, por conta disso.

  • Trace uma estratégia de conteúdo com metas de rentabilização: rede social não é panfleto de vendas. É importante ofertar, mas a venda pelas redes passa por saber agregar valor ao produto ou serviço. E isso vem por meio de orientações, dicas, análise dos temas, sugestões etc. Foque no conteúdo dos produtos e serviços que gerem mais lucro para você.

  • Planeje seu conteúdo: isso vai te ajudar a manter a constância nas redes sociais. Gerar conteúdo precisa se tornar parte da sua rotina, como qualquer outra atividade de vendas. Existem ferramentas gratuitas e, em algumas redes, é possível inclusive programar suas postagens.

  • Use estratégias gratuitas (orgânicas) e pagas (anúncios) tanto para vendas quanto para crescer em número de seguidores.

Este conteúdo de divulgação comercial foi fornecido
Por Taiane Luz
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