A COVID e os Loteamentos

Com a necessidade de isolamento social devido a crise provocada pela COVID-19, o público passou a repensar as suas moradias e isso trouxe um novo comportamento que certamente irá mudar o mercado imobiliário.

E percebemos este comportamento com mais clareza na interiorização da população, já que o metro quadrado no interior é expressivamente mais barato que nas grandes capitais, muitos compradores estão buscando imóveis maiores em cidades no entorno das grandes capitais.

Durante muitos anos a prioridade dos moradores de grandes centros foi a praticidade e proximidade das suas residências aos seus postos de trabalho, cidades como São Paulo, por exemplo, chegaram a ter imóveis com apenas 10m² sendo comercializados e com uma boa aderência por parte do público, focando em serviços na área comum do condomínio como lavanderia, academias entre outros, compreendendo que os moradores paravam em suas residências basicamente para dormir.

Porém este ano, com a chegada do Coronavírus e o processo isolamento social, as necessidades dos moradores e seu comportamento mudaram. Já que agora o tempo dentro das residências aumentou consideravelmente, ainda levando em conta também a permanência dos filhos em casa, todo o conceito de moradia acabou sendo repensado.

Se antes pensávamos em proximidade com o trabalho, hoje pensamos no conforto da família ou até de nós mesmos. Se antes todos os serviços eram até preferíveis fora das nossas residências, hoje ter a maior quantidade de serviços dentro de casa se tornou crucial para uma boa qualidade de vida. Além disso com a crise o regime de home office se mostrou muito eficiente, em alguns casos, até mais eficiente do que o trabalho presencial.

Por isso observamos diversas empresas como Xp, Microsoft, Google, Facebook e até mesmo a própria Glebba, declarando que irão manter o regime de Home Office pelo menos até o fim de 2020 e mesmo após este período, já que os resultados vem se mostrando cada vez mais animadores, ou seja, o que atualmente enxergamos como temporário, pode de fato ser algo permanente.

Com esta mudança, as residências deixaram de ter a função dormitório para reassumir a função de moradia e convivência. Assim  o mercado passou a ter um novo olhar sobre os loteamentos em cidades próximas dos grandes centros, que oferecem mais conforto, espaço e muitas vezes um custo de vida expressivamente menor do que os grandes centros.

E isso vem tornando os loteamentos cada vez mais interessantes para investimento, pois com tanta demanda os valores dos imóveis devem subir, principalmente se considerarmos as  facilidades oferecidas pelos diversos programas do governo, somados a baixa dos juros e também a procura por este tipo de imóvel tende a se manter em alta pelos próximos meses.

Todo este quadro torna os loteamentos uma opção de investimentos realmente atraente e expressivamente lucrativas.

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Adriano Wagner Deitos

cap‑ table.com.br
Head de Tecnologia e Marketing da Glebba Investimentos.