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Congresso da Abrasce destaca economia, política e saúde

No segundo dia do 16º Congresso Internacional de Shopping Centers, especialistas abordam momento político e criticam atuais propostas de reforma tributária

Nesta quarta-feira (21), segundo dia do 16º Congresso Internacional de Shopping Centers da Abrasce, especialistas abordaram economia, política, saúde e as propostas de reforma tributária em andamento. “Passamos por um momento novo que nos trouxe muito aprendizado e oportunidade de inovar ainda mais. Nunca o setor esteve tão unido e é um orgulho para Abrasce ser o vetor dessa união e construção conjunta”, afirmou Glauco Humai, presidente da Associação Brasileira de Shopping Center.

No primeiro painel, mediado por Alon Feuerwerker, analista político da FSB Comunicação, a jornalista Natuza Nery falou do atual cenário político. “Estamos assistindo novamente a um capítulo de politização, mas dessa vez por conta da vacina. No entanto, a vacina não é só a garantia que nossas vidas podem voltar ao normal do ponto de vista pessoal, ela garantirá que a gente possa salvar a economia, nossos negócios e nossos empregos”, afirmou.

Já a jornalista Júlia Duailibi chamou a atenção para a política fiscal em 2021. “Devemos fechar este ano com uma relação dívida/PIB acima de 100%. Já vínhamos em uma situação de déficit desde 2014. Este ano, gastamos R﹩ 800 bilhões para conseguir fazer com que as pessoas sobrevivessem. Entra nessa conta o auxílio emergencial e o impacto que ele teve no consumo no varejo”, afirmou.

No painel seguinte, focado na crise sanitária e no atual ambiente de reforma tribuária, Caio Megale, da XP Investimentos, confirmou que a questão fiscal é um dos principais desafios do país. “Temos 100% do PIB de dívida. Pensar na sustentabildiade das contas públicas é muito importante”, avaliou. Jorge Antônio Rachid, consultor tributário e ex-secretário da Receita Federal, criticou as atuais propostas de reforma tributária em andamento. “A PEC 45 elimina os benefícios tributários e cria uma única alíquota para todas as operações, o que teria um sério impacto na economia. A proposta do executivo, chamada de CBS, cria uma única alíquota e não beneficia nenhum setor. O momento em que estamos vivendo pede foco na recuperação da economia”, disse.

O filósofo, escritor e ensaísta Luiz Felipe Pondé aproveitou o último painel para refletir sobre marketing digital e o comportamento do consumidor. “O consumidor tende a ficar mais chato. Criou-se a ideia de que ele está mais consciente e, portanto, mais exigente. Isso acontece quando se tem muitas opções de escolha”, disse. Pondé também alertou sobre o perigo das empresas produzirem conteúdo na internet levando em consideração apenas o engajamento dos usuários. “Corremos o risco de ter à disposição apenas conteúdo ligado a autoajuda, fórmulas e soluções”, afirmou.

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Por FSB Comunicação
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