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Entrega de prêmio Leopoldo Miguez encerra Rio Oil & Gas 2020

O último dia da edição 100% digital também foi marcado por sessões com foco em lideranças femininas, mudanças climáticas, descomissionamento e mercado de gás

Rio de Janeiro, 04 de dezembro – O evento de encerramento da Rio Oil & Gas 2020 foi celebrado com a entrega do prêmio Leopoldo Miguez para Jorge Camargo, Conselheiro do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), e uma das principais referências de profissionais no setor. A honraria reconhece publicamente – nas últimas quatro décadas – a contribuição de personalidades que tenham atuado para transformar e desenvolver a indústria de petróleo, gás e biocombustíveis no Brasil. Camargo destacou, em seu discurso, que a transição energética será o desafio de uma geração e demandará uma cooperação internacional jamais vista.

A edição deste ano, totalmente digital, termina com mais de 300 expositores e patrocinadores, mais de 10.000 pessoas cadastradas na plataforma exclusiva do evento, mais de 30 horas de conteúdo em quatro dias de sessões e debates, além de mais de 80.000 visualizações e 7.000 mensagens trocadas, conectando pessoas de 45 países.

Cristina Pinho, diretora executiva corporativa do IBP, apresentou o novo Chair do Evento em 2021, Carlos Tadeu Fraga, que também é Chairman do Porto do Açu. “O próximo congresso irá unir o benefício do presencial com oportunidade do digital, que nos oferece alcance e a possibilidade de estar em muitos lugares. Vamos estar mais perto do coração da nossa cidade, aproximando ainda mais nossa indústria do Rio de Janeiro”, avalia.

Pinho analisou que o maior ensinamento do evento foi a resiliência da indústria nacional de petróleo e gás. “Nós mostramos que somos capazes de nos transformar. Superamos as dificuldades e nos reinventamos. Mostramos que esta é uma indústria que sabe se transformar em curto prazo”, analisou.

Clarissa Lins, presidente do IBP, reforçou a coragem de realizar este evento em tempos de pandemia. “Como toda inovação, esta edição será inesquecível. Desde o início da pandemia, colocamos duas hipóteses: a primeira era cancelarmos e deixarmos passar 2020, pelo tamanho do desafio e pelas dificuldades encontradas. A segunda, sermos ousados e corajosos, propondo algo totalmente novo e marcando presença na casa de cada um de vocês. Escolhemos a segunda pela coragem de seguir com um projeto desafiador”, concluiu.

Overview do último dia da Rio OIl & Gas

A Rio Oil & Gas promoveu, em seu último dia, histórias de sucesso de lideranças femininas do segmento que conseguiram superar barreiras, desafios e preconceitos. Anelise Lara, Diretora Executiva de Refino e Gás Natural da Petrobras, definiu de forma assertiva a singularidade feminina e a necessidade de um ambiente favorável em culturas corporativas. “Ao longo da minha carreira, vi mulheres brilhantes desistindo, por falta de tempo e apoio para administrar as funções como mãe, esposa e profissional. Acredito que podemos utilizar essa experiência do home office, fazendo horários mais flexíveis, entendendo essas demandas e retendo esses talentos na indústria”, disse.

As mudanças climáticas também estiveram presentes em diversas sessões e no CEO Talks. O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, lembrou as premissas do plano institucional para 2021 – 2025 no desenvolvimento de soluções ambientais com redução de emissões e captura de carbono. “Estamos avançando nessa corrida, colocando os temas da agenda ESG com maior prioridade e reafirmando o nosso foco em maximização sobre o retorno do capital investido”, comenta. O CEO da Raízen Ricardo Mussa, avaliou que o mercado brasileiro de distribuição de combustíveis tem características sustentáveis e ainda vai crescer por 20 anos, pois atende às expectativas da sociedade. “As pessoas estão mais atentas com saúde, meio ambiente, os critérios ESG. Isso veio para ficar e trouxe um prêmio efetivo inédito”.

Também foi oportuno debater o timing da transição energética, que se mostra urgente e progressiva. “Não é mais um debate sobre quem acredita ou não nas mudanças climáticas. O ponto é que haverá regulações mais duras e consumidores demandarão mais das companhias. O debate acabou. Nós veremos a transição acontecer”, disse Mark Wiseman, ex-VP da Blackrock.

Os mercados de gás e descomissionamento – discutidos no evento – também mereceram atenção pelos valores expressivos em aportes. A CNI (Confederação Nacional da Indústria) projetou que, se o preço do gás cair em 50%, os investimentos no setor podem chegar a US﹩ 31 bilhões até 2030. O descomissionamento deve movimentar US﹩ 85 bilhões nos próximos dez anos em E&P, globalmente. E no Brasil, onde é mais recente, espera-se cerca de US﹩ 5 bi em quatro anos.

• Highlights de sessões da Rio OIl & Gas em seu último dia:

Mudanças Climáticas

O painel “Vencendo nos anos 20: criando valor por meio da resposta às mudanças climáticas” apresentou oportunidades proporcionadas pela transição energética. Segundo Michel Frédeau, Managing Director, Senior Partner e Head da BCG Global Climate Leadership Team, o momento é de otimismo, por conta da conscientização pública, movimentos políticos globais – eleições americanas e entrada da China no Acordo de Paris – e oportunidades para crescimento econômico. “A transição energética, nesta geração, deve gerar bilhões, até trilhões, em investimentos para diminuir emissões e alcançar objetivos sustentáveis”, disse, Michel.

Mahendra Singhi, CEO da Dalmia Cement, enxergou oportunidade na transição energética e implementou estratégias de eficiência energética, um mindset de negócio progressivo e metas ousadas de sustentabilidade, sua empresa se tornou referência na produção de cimento.

Descomissionamento

A atividade de descomissionamento de ativos de E & P deve movimentar US﹩ 85 bilhões nos próximos dez anos, globalmente. E no Brasil, onde é mais recente, espera-se cerca de US﹩ 5 bi em quatro anos, considerando plataformas, poços e equipamentos subaquáticos, aproveitando também os recentes avanços regulatórios, como a resolução 817 da ANP.

Gordon Carlile, gerente de Exploração da BP Exploration, promoveu o case da plataforma fixa The Miller, que começou a ser descomissionada em 2017 no Mar do Norte. Ele mostrou como o pacote tecnológico foi um facilitador para o projeto, do planejamento à relação com fornecedores e à remoção das estruturas. Eduardo Hebert Zacaron Gomes, gerente geral de Descomissionamento da Petrobras, apresentou um caso nacional, da plataforma semissubmersível P-12, no campo de Marlim, que envolveu até uma licitação internacional para a contratação dos serviços de retirada de 32 risers, 350 km de tubos flexíveis e 45 km de estruturas rígidas.

Mercado de Gás

A nova Lei do Gás será um “marco para a abertura do setor”, que será mais dinâmico e competitivo, ressaltou Carlos Tadeu Fraga, mediador do painel “Panorama e perspectivas para o crescimento da demanda do mercado de Gás Natural”. Para Fraga, o país precisa incentivar a demanda por gás, que, no Brasil, é majoritariamente associado à produção de óleo, e tem o desafio de vencer o “gargalo a infraestrutura” de dutos, terminais e plantas de processamento.

Fabio Abrahão, diretor de Infraestrutura, Concessões e PPPs do BNDES, ressaltou a importância da aprovação da Nova Lei do Gás. Para o executivo, estudo do banco estatal aponta para a necessidade de criar lastros para viabilizar a infraestrutura e o principal deles é a indústria, com novas fábricas de setores como siderurgia, química e cerâmica.

Rodrigo Costa Lima, gerente-executivo de Gás e Energia da Petrobras, ponderou que um primeiro importante movimento de abertura do setor foi o TCC da estatal com o Cade, que prevê a desverticalização da companhia no segmento de gás.

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