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Aposta na Carreira Independente

A jornalista e especialista em marketing digital Luciane Costa, do blog Vivendo de Freela, dá dicas de como ter sucesso trabalhando como freelancer

Há quatro anos, a jornalista gaúcha Luciane Costa, decidiu dar uma reviravolta em sua carreira profissional. Já morando em São Paulo e depois de ter passado por experiências em redação de jornal, assessoria de imprensa e na área de vendas no setor de educação, Luciane resolveu experimentar uma vida longe do regime CLT. “Eu sempre fiz freela, é bem comum isso acontecer na área da comunicação, mas encarava o trabalho extra apenas como um complemento de renda, algo sem compromisso. Em 2016, decidi sair da empresa, pois não estava muito satisfeita”, relembra.

Pedido de demissão feito, a jornalista, que a esta altura já trabalhava com marketing digital, intensificou o que já fazia como renda extra e tomou gosto pela nova forma de produzir. “Comecei a gostar mais deste modo independente, de ter mais controle sobre os ganhos, de gerenciar os projetos do jeito que eu acredito que dá certo e que é honesto e aí acabei ficando nesta vida de freela”, diz. Além de poder trabalhar com o perfil de clientes de que gosta – basicamente empresas B2B nas áreas de tecnologia, finanças e terceiro setor -, e conduzir os projetos a seu modo, Luciane destaca a independência pessoal que marca a sua jornada desde então. “Posso fazer a minha rotina de trabalho e conduzir o dia a dia do jeito que me faz mais feliz”, completa.


Vivendo de Freela
Logo no início de sua caminhada independente, Luciane lançou um blog para poder compartilhar suas experiências e que, hoje, tornou-se uma referência para quem trabalha de maneira freelancer. “Eu escrevia para blogs de outras pessoas, de outras empresas, e sempre tive muita vontade de ter um meu, mas nunca decidia qual seria o tema. Então, quando fui fazer esta transição de carreira, pensei: vou fazer um blog sobre isso e contar um pouco desta experiência”, afirma.

O blog Vivendo de Freela (www.vivendodefreela.com.br) traz artigos sobre produtividade, criatividade, administração, ferramentas tecnológicas, home office e tudo o que envolve uma carreira autônoma. “Tem também o grupo de WhatsApp, em que as pessoas trocam muitas ideias, se ajudam, desabafam. Acho que tem ajudado muita gente, principalmente com coisas que eu me preocupo em abordar, como ter uma carreira, diferenciar o freela do bico e mostrar que pode existir uma comunidade mais colaborativa para posicionar melhor o freelancer no mercado, pois ainda há muito preconceito, uma visão de que é um profissional que presta serviço de qualquer jeito, que não entrega o trabalho. É uma maneira de nos posicionarmos como profissionais mais qualificados que somos”, acredita.

Luciane Costa – Blog Vivendo Freela – Foto Digulgação

Home Office Como ocorre com a maioria dos freelancers, Luciane trabalha em casa, com algumas escapadas para um café com Wi-Fi ou um espaço de coworking para dar uma arejada. Para ela, trabalhar em esquema home office nunca foi um problema: “Gosto de trabalhar sozinha”, garante. A jornalista diz que outro ponto fundamental para ter sucesso na disputa com outras atividades que encontramos em casa, como assistir aquele seriado na TV ou dormir mais um pouco, é estabelecer uma rotina de trabalho. “Não é porque você tem autonomia e independência que não deve ter uma rotina de horário para acordar, trabalhar, parar e dormir, inclusive porque o corpo pede isso, que você tenha uma rotina, para que seu cérebro entenda que aquela é a hora de trabalhar”, avalia. E um espaço próprio para o trabalho dentro de casa também não deve ser desprezado. “Não dá para trabalhar no sofá, na cama, de qualquer jeito. Não funciona para a concentração e nem para a saúde”, finaliza.

Veja os Principais Benefícios da Carreira Freelancer

A pedido da reportagem da Empreende, a jornalista e especialista em marketing digital Luciane Costa comentou os principais benefícios da carreira freelancer: “Sem dúvida, a independência é o principal benefício, mas com ressalvas: não é aquela coisa de trabalhar quatro horas por semana, como defende aquele livro (“Trabalhe Quatro Horas por Semana”, de Tim Ferriss), mas você consegue muito bem, depois que se estrutura, conduzir de uma forma que trabalhe com o perfil de clientes que você quer, fazendo o tipo de serviço que você gosta, conseguindo ter uma rotina um pouco mais organizada. Outra vantagem é que você tem mais autonomia para determinar quanto vai ganhar no final do mês, desde que dê atenção ao planejamento financeiro. ‘Se eu trabalhar mais, vou ganhar mais’ é uma lógica que funciona bem para quem quer crescer profissionalmente como freelancer. Obviamente que, para ganhar mais, tem que se qualificar mais, estudar mais, melhorar seu serviço, mas você tem muito mais controle sobre este ponto do que se você estivesse dentro de uma empresa, esperando uma promoção ou um aumento salarial”.

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Por Angelo Davanço