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Crescimento de nichos e urgência para renovação da frota animam revendedores de caminhões após saída da Ford

Logística para suportar crescimento do e-commerce e agronegócio exigirá diminuição da idade média dos veículos que circulam no Brasil que hoje é 11,6 anos

Como se não bastassem os efeitos da pandemia para trazer incertezas, o ano de 2021 começou com a notícia da saída da Ford do Brasil, que para muitos representa um sinal de problemas estruturais tanto no setor de transportes quanto na economia do país. Apesar disso, ao aprofundar a análise observando aspectos específicos do setor de caminhões, concessionárias e revendedores conseguem manter o otimismo, projetar crescimento e até fazer investimentos apostando nas possibilidades de aumentar a rentabilidade no ano.

Segundo a Anfavea (associação dos fabricantes) o crescimento do volume de vendas neste ano será de 13%, alcançando um total de 103 mil unidades de caminhões comercializadas no período.

De olho nas oportunidades deste cenário, a Via Trucks, concessionária da montadora DAF Caminhões, é uma das companhias que olham para 2021 com entusiasmo. A empresa começou a se preparar ainda no final de 2020, com a inauguração de sua segunda loja no Estado de São Paulo, instalada em São Bernardo do Campo, na região do ABC. Para 2021, o planejamento estratégico prevê novos investimentos com a expansão para Santos. O planejamento prevê ainda a chegada a São José dos Campos e à Zona Oeste da Capital Paulista ao longo dos anos seguintes.

“O início de nossa operação no ABC confirmou nossas expectativas de crescimento no setor. Estamos registrando um alto volume de visitas de clientes interessados. Além disso, já tivemos vendas significativas de caminhões e serviços”, afirma o diretor geral de Operação da Via Trucks São Paulo, Hovani Argeri.

A Via Trucks investiu R$ 1,8 milhão, para a atender seus clientes no ABC em um espaço de aproximadamente 12mil metros, que oferece 14 boxes normais, um Box Express e uma capacidade produtiva inicial para atender à passagem de 30 caminhões por dia.

Segundo Argeri, apesar das incertezas com o cenário macroeconômico, alguns fatores permitirão o crescimento das vendas mesmo na hipótese de um contraciclo econômico causado por um endurecimento nas medidas para conter a propagação do vírus. “O isolamento social causou uma forte migração para o consumo online e a frota de caminhões precisa acompanhar esta dinâmica para possibilitar as entregas. Por outro lado, setores como o agronegócio são vitais e não podem deixar de funcionar independente de outros fatores”, diz o executivo chamando a atenção para a necessidade de que as empresas e motoristas autônomos tenha veículos cada vez mais novos para assim evitarem desabastecimento.

Ele cita um estudo do Sindipeças segundo o qual a idade média dos caminhões que circulam no Brasil atualmente é de 11,6 anos. Apesar disso, 27% deles têm 16 anos de vida ou mais.

“Estrategicamente é um grande risco para os negócios em qualquer momento trabalhar com veículos tão envelhecidos. Além de poluírem mais e causarem mais acidentes, eles quebram mais e isto pode trazer grandes prejuízos em situações de margens de lucro apertadas como teremos este ano. Sabemos que as transportadoras e os profissionais do setor estão atentos a isto e farão os investimentos possíveis para rodar com caminhões cada vez mais novos”, conclui.

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