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Abrasel Alta Mogiana organiza manifestação para reivindicar atenção dos Governos à situação caótica do setor

Impedidos de trabalhar adequadamente há quase um ano e com o agravamento pelo rebaixamento à fase vermelha do Plano São Paulo, empresários justificam o movimento com a tentativa de impedir a falência do segmento na cidade e região

Abrasel Alta Mogiana organiza manifestação para reivindicar atenção dos Governos à situação caótica do setor impedidos de trabalhar adequadamente há quase um ano e com o agravamento pelo rebaixamento à fase vermelha do Plano São Paulo, empresários justificam o movimento com a tentativa de impedir a falência do segmento na cidade e região.

A Abrasel Alta Mogiana (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes e Ribeirão Preto e Região) vai fazer uma manifestação no centro de Ribeirão Preto, na próxima quinta-feira (04/02) às 15h. A associação tem uma série de reivindicações para fazer, não só o Prefeito, mas também aos Governos Federal e Estadual, entre elas, que o setor tenha espaço para dialogar sobre sua situação com o Governo Estadual. Com as atividades prejudicadas há quase um ano por causa do Decreto Estadual de situação de emergência, por causa da pandemia do novo Coronavírus, donos de bares e restaurantes acumulam dívidas que não poderão ser sanadas se as autoridades não tomarem medidas urgentes. O rebaixamento para fase vermelha, na última sexta-feira (29) pelo Governo do Estado tornou a situação dos donos de bares e restaurantes ainda mais delicada.

Entre as reivindicações da Abrasel estão, Isenção IPTU 2021, mais leitos para atendimento de Covid-19 nos hospitais públicos e particulares, acesso ao PRONAMPE (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) para empresas do setor; redução dos impostos federais e estaduais; restaurantes serem considerados atividades essenciais; volta do Auxílio Federal para que o Governo possa ajudar as empresas a pagarem parte do salário dos funcionários; adequar os horários de funcionamento dos bares e restaurantes até as 00:00, seguindo todos os protocolos e evitando aglomeração; intensificação fiscalização nas ruas para coibir festas clandestinas e, a principal delas, cadeira para sentar-se à mesa de negociação com o Governador João Dória, a fim de apresentar e discutir as reivindicações da Abrasel. “Estamos atolados em dívidas, pagando uma conta imposta agressivamente pelo Governo do Estado, sem nos proporcionar nenhum subsídio, nem um refresco, sem nos ouvir; se o setor for para o buraco, infelizmente vai levar junto o sustendo de milhares de famílias em Ribeirão Preto e região, por isso precisamos de diálogo para melhores condições de funcionamento”, reclama Renato Munhoz, presidente da Abrasel local.

O movimento deve se formar na esplanada do Teatro Pedro II e seguir em caminhada para o Palácio Rio Branco. A orientação é manter o distanciamento, uso e máscaras e álcool em gel pelos manifestantes. “Sabemos da nossa responsabilidade na organização dessa manifestação, sendo assim, vamos redobrar os cuidados nas medidas de segurança contra o novo Coronavírus”, antecipa o presidente da entidade. Um comunicado da Abrasel orienta aos associados a observar a participação de pessoas mal intencionadas inseridas ao movimento e que toda a caminhada deve ser ordeira e com todos os cuidados sanitários, para ajudar a evitar a propagação do vírus.


Situação do setor

Uma pesquisa realizada pela entidade mostra que mais de 80% do segmento, deixou de pagar seus impostos de 2020, para conseguir honrar a folha de pagamento dos funcionários e 47% estão sem pagar os fornecedores. Os números do levantamento mostram ainda que 58,3% dos bares e restaurantes da cidade não obtiveram lucro nenhum em 2020 e não sabem como vão fazer para pagar as contas. Munhoz ressalta que a pandemia é uma preocupação de todos e que o setor também quer ajudar a salvar vidas, mas que os empresários se sentem completamente desamparados pelo Governo nesse momento. Dados do levantamento indicam também que 62% dos bares de Ribeirão Preto devem fechar suas portas definitivamente nos próximos dois meses e 17% encerrará o funcionamento nos próximos dias, se a abertura ao público continuar impedida.

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Este conteúdo de divulgação foi fornecido
Por Melhor Palavra
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