Copom anuncia nova taxa de juros básica nesta quarta

Especialistas repercutem sobre possível alta da Selic. Expectativa dos agentes de mercado é que taxa encerre o ano em 4%

Nesta quarta (17), será divulgada a nova taxa de juros básica pelo Copom – Comitê de Política Monetária, que se reúne nesta terça e quarta para tomar a decisão. Atualmente a Selic está em 2% ao ano. Com a inflação subindo com força acima da meta, a alta do dólar diante do real e aumento de gastos públicos devido à pandemia, muitos analistas acreditam que a taxa deverá aumentar. Atualmente, de acordo com o último boletim Focus, a expectativa dos agentes do mercado é que a Selic encerre o ano em 4%.

Segundo João Beck, economista e sócio da BRA, apesar de não ser possível afirmar com certeza, há um consenso no mercado que espera uma elevação da taxa Selic em 0,5%. Isso ocorreria devido a algumas mudanças que ocorreram desde a última reunião do Copom e que podem motivar essa expectativa de alta.

“A alta do preço das commodities, alta da taxa de câmbio, piora do nosso quadro fiscal, tendo em vista a concessão de auxílios emergenciais sem contrapartidas fiscais relevantes e também o cenário externo menos favorável em razão da elevação das taxas de juros americanas podem contribuir para a decisão de elevar a Selic“, afirma Beck.

Ainda segundo o economista, será importante observar que tipo de sinalização pode vir em relação a futuras altas, principalmente em relação à estratégia de alta da taxa. “Precisamos observar se o Copom pode tomar um caminho de altas mais acentuadas por período curto ou altas graduais por períodos mais longos“, diz Beck. “O aumento da taxa de juros é sempre um remédio amargo que a economia necessita para frear a crescente expectativa de inflação”, diz.

Para Rossano Oltramari, sócio e estrategista da 051 Capital, caso o aumento da taxa Selic seja de 0,5%, haverá pouca interferência na vida do cidadão. “O mais importante é a tendência da curva de juros, o que vai acontecer daqui para frente. Se até o fim do ano chegarmos a 4,5% aí sim os brasileiros poderão sentir as mudanças no bolso”, comenta.

“Se o navio está andando muito devagar, o Banco Central tira o pé do freio para fazer com que ele ande mais rápido. Tira o pé do freio, reduz a taxa de juros e, consequentemente, o navio vai andar com mais velocidade. Se isso faz a inflação aumentar demais, é preciso pisar no freio novamente e uma das formas de fazer isso é aumentando a taxa Selic“, completa Rossano.

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Por Hochmuller Multimídia
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