Conheça o empresário que viabilizou o modelo de compartilhamento de aeronaves no Brasil

Há 10 anos atrás, você conseguiria imaginar que a economia compartilhada seria uma das principais formas de se utilizar meios de transporte, hospedagens, objetos e até mesmo viagens em jatos e helicópteros de aviação executiva?

Pois em 2011 surgia a Avantto, pioneira e líder no segmento de compartilhamento de aeronaves executivas, tendo à frente, Rogerio Andrade, CEO e sócio da empresa.

Após iniciar a carreira em uma empresa de consultoria de estratégia, “uma ótima escola e catalisadora de conhecimento corporativo” conta Rogério, no longínquo ano de 2003, ele que é engenheiro civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e com MBA em Finanças pelo Insper, recebeu o convite de um amigo que trabalhava na Rio Bravo Gestora Investimentos e havia investido numa empresa de aviação executiva. “Fui conhecer o negócio e achei incrível o conceito de compartilhamento. Decidi mudar de emprego na hora. Anos mais tarde, já como CEO desta empresa, fui convidado pela Rio Bravo para fundar uma nova empresa, a Avantto, já na condição de sócio”, complementa Andrade, o que marcou seu ingresso no setor de aviação executiva.

Ele aceitou o desafio por acreditar que o compartilhamento é uma forma extremamente inteligente de contar com jatos e helicópteros para deslocamentos privados, significando uma “liberdade e controle da própria agenda inigualáveis”.

Foi assim que nasceu a Avantto, com um propósito bem definido: Ajudar os clientes a aproveitar melhor o seu tempo. Seguido de três predicados igualmente importantes: sempre que se precisa o cliente tem garantia de atendimento em 100% das solicitações de voo, com simplicidade o único trabalho que o cliente tem é solicitar o destino e a empresa cuida de todo o resto; gestão da manutenção e da tripulação, planejamento logístico, relação com as entidades aeronáuticas; e por uma fração do custo. oferecendo economias de até 95% na aquisição e operação das aeronaves. O modelo de negócio foi inspirado na NetJets, pioneira mundial nessa modalidade de empresa.

“A grande razão pela qual o compartilhamento é possível vem do fato das aeronaves privadas passarem mais tempo no hangar do que no ar. Mesmo aqueles que voam regularmente não tem uma demanda que justifique uma aeronave só para si. Sabendo disso, montamos um modelo matemático/estatístico baseado em teoria das filas para entender qual a demanda esperada considerando uma certa quantidade de aeronaves disponíveis e clientes solicitando voos. E assim fomos crescendo tanto quantidade de aeronaves quanto a quantidade de cotistas por máquina de modo a garantir que sempre haveria uma aeronave disponível. Hoje em dia, com o tamanho da nossa frota, é bem mais fácil dar essa garantia aos clientes”, diz Andrade, complementando que a empresa possui hoje 65 aeronaves administradas, entre jatos e helicópteros.

A mudança de atitude e de comportamento da sociedade impulsionou o crescimento da empresa, que estima um crescimento de 32% no resultado operacional para o ano de 2021. O compartilhamento se tornou algo rotineiro na vida das pessoas e, segundo o executivo, as pessoas, atualmente, buscam formas mais simples de viver e gerenciar seus ativos, que são, sem dúvida, catalisadores para evolução do nosso negócio. E, diante da pandemia da Covid-19, que atinge o mundo, o setor de aviação executiva se mantém em alta.

“O compartilhamento torna o uso de aeronaves privadas mais acessível, considerando-se que uma pessoa ou empresa tem acesso às aeronaves com 5% do capital necessário para comprar uma própria. O crescimento do uso durante a pandemia originou-se de duas fontes: uma menor oferta de voos comerciais, o que piorou a já difícil tarefa de se locomover no país e o desejo das pessoas de não se aglomerar em aeronaves lotadas”, explica Andrade.

Sobre os desafios de empreender nesse ramo no Brasil, ele aponta dois pontos de atenção: infraestrutura aeroportuária e custos operacionais.

“Somos o segundo maior mercado mundial de aviação privada do mundo, mas se comparado com os Estados Unidos que é o primeiro, temos muito menos aeroportos disponíveis no país e, aqueles existentes, com raras exceções, não estão preparados para receber voos privados. Já entre as principais linhas de custo na aviação estão: combustíveis, com uma altíssima carga tributária e partes e peças de aeronaves – que são precificadas em dólar e, portanto, sujeitas a constante variação cambial, o que dificulta sobremaneira a precificação dos serviços”, finaliza.

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Este conteúdo de divulgação foi fornecido
Por Hochmüller Comunicação
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