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Conheça a Nova Economia, que está sendo impulsionada pela pandemia de covid-19

Por Diego Barreto, Vice-Presidente de Finanças e Estratégia do iFood

Muito se fala sobre as transformações na relação entre empresas e consumidores, que evolui constantemente e exige que organizações de todos os portes reinventem-se para se adequar às novas necessidades e ao perfil repaginado do cliente. Mas afinal, como é essa nova realidade econômica e de consumo? Quais as bases para esse cenário, e como adaptar-se para ter sucesso?

A Nova Economia pode ser descrita como a tendência capaz de reunir empresas tradicionais e startups, formando ecossistemas que permitam uma nova fase de desenvolvimento do país. É o modelo de negócio que promove a inovação, sustentada pela gestão ágil, com hierarquia mais flexível, times diversos e compromisso com a sustentabilidade.

As transformações decorrentes da Nova Economia já estavam em andamento há algum tempo, mas a pandemia do novo coronavírus serviu como “mola propulsora” para a aceleração desse movimento. São mudanças que iriam ocorrer de qualquer forma, mas têm acontecido de maneira ainda mais rápida do que o imaginado, porque o cenário pandêmico serviu como um ‘divisor de águas’ entre a Velha Economia e a entrada definitiva na Nova Economia.

Há 6 princípios da Nova Economia que devem nortear o modelo de negócio de corporações de todos os segmentos, para serem bem-sucedidas em suas respectivas áreas de atuação. Um dos principais elementos desse novo modelo econômico é a maior facilidade para criar demandas baseadas no desejo de tornar ações e serviços mais ágeis. O consumidor de hoje é muito bem informado e altamente exigente, por isso, é fundamental conhecer de antemão suas expectativas e descobrir, antes da concorrência, necessidades ainda não supridas. Dessa forma, a marca estará “largando na frente” e ampliando suas chances de sucesso ao lançar um determinado produto ou empreendimento.

Outro princípio da Nova Economia diz respeito às falhas. As corporações devem ser ágeis nas adaptações em relação aos erros, que nem sempre são ruins, mas a forma como se lida com eles é que define o sucesso ou fracasso. Na verdade, os erros são fundamentais para servirem de lição, e devem ser entendidos como oportunidades de ouro para rever processos. Errar e imediatamente corrigir faz parte do ciclo de amadurecimento do negócio. O grande problema é quando a empresa, ao detectar um erro, tenta se ‘esconder’ e fica paralisada, sem reação.

Confiar na equipe também é fundamental. A Nova Economia aposta no poder da inteligência coletiva, na qual a melhor solução vence, não importa de quem tenha partido. Não existem soluções prontas, e essas devem ser buscadas sempre de forma colaborativa. É ilusão procurar por uma ‘receita de bolo’ na hora de elaborar uma estratégia de negócio. As estratégias devem partir da equipe, em conjunto, mas para que isso aconteça o time deve estar psicologicamente seguro. É necessário estimular a transparência e a troca de ideias constante, independentemente da posição hierárquica.

Outro ponto indispensável é promover a disrupção digital. Big data, internet das coisas, inteligência artificial e outros recursos permitem a transformação dos modelos de negócio. A disrupção leva à conexão digital de fornecedores, distribuidores, clientes e governo, todos organizados em rede e envolvidos na entrega de um produto ou serviço específico. Com isso, cada parte interessada produz impacto nos outros e vice-versa, criando uma plataforma em constante evolução, na qual todos devem ser flexíveis para sobreviverem. Essa é a base da Nova Economia.

Na Nova Economia, deve-se pensar a longo prazo. Hoje, o consumidor busca, mais do que nunca, marcas alinhadas aos seus propósitos e crenças. Por isso, a empresa deve definir com clareza seus propósitos e conhecer o público que irá atingir e cativar. Se o propósito é fazer dinheiro pelo dinheiro, a Nova Economia é a porta errada. Nesse novo modelo, não é viável almejar o lucro às custas de um mau serviço, e sim pensar a longo prazo, cultivando a relação duradoura e de confiança com o cliente. A conta em dólares chega no final.

Por fim, a Nova Economia traz uma mudança total de paradigma na relação empresa-cliente, com base na própria organização interna. Enquanto as empresas da Velha Economia são organizadas por unidades de produção, as da Nova Economia dividem-se por segmento de cliente, com foco nos indicadores de comportamento e no ciclo de vida do consumidor. As antigas varejistas trabalham com estoques em locais físicos, enquanto os e-commerces eliminam o custo com armazenamento, investem em uma boa logística e entregam ao cliente qualquer tipo de mercadoria, oferecendo experiências cada vez mais únicas e personalizadas. Ou seja, transformam os centros de distribuição em centros de lucro.

As organizações que não se adaptarem (e rapidamente) a esses novos conceitos correm alto risco de verem seus negócios naufragarem em pouco tempo. Não se pode esquecer que cerca de 1 milhão de companhias fecham as portas todos os anos, mesmo antes da pandemia. As empresas que insistirem no velho modelo de gestão dos negócios muito dificilmente terão sobrevida.

* Sobre Diego Barreto – Diego Barreto é Vice-Presidente de Finanças e Estratégia do iFood e professor de estratégia, negócios digitais e nova economia. É mestre em administração pelo International Institute for Management Development (IMD Business School), com passagens acadêmicas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e Fundação Instituto de Administração (FIA). Mentor Endeavor e da 500 Startups (Vale do Silício). É autor do livro NOVA ECONOMIA – Entenda por que o perfil empreendedor está engolindo o empresário tradicional brasileiro.

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