Economia criativa e seu desenvolvimento diante da tecnologia e digitalização dos processos

*Por Nathália Raggi

A quarentena, imposta por conta da pandemia do coronavírus, fez com que muitos comerciantes perdessem seu emprego ou despencassem no número de vendas. Diante deste cenário, o local circle surgiu como um estímulo para que as pessoas começassem a adquirir produtos vendidos por pequenos comércios do bairro e profissionais autônomos. O local circle é uma forma de incentivar o comércio local, a produção em baixa escala e autônomos, além de garantir o ganha-pão da classe de empreendedores e microempreendedores. Nós nos adaptamos a novos tempos, em que, além de estimular o comércio local, estamos também repensando hábitos de consumo consciente.

Podemos dizer que o local circle, de certa forma, estimula a economia criativa, pois os empreendedores e microempreendedores precisam de insights para criarem produtos e comercializá-los. Essa atividade consiste basicamente em usar a criatividade para inovar um conhecimento, e a partir disso, conseguir movimentar a economia. Ou seja, a economia criativa se resume em todo e qualquer empreendimento que tem como mola impulsora a imaginação e a inventividade.

Nos marketplaces conseguimos visualizar uma comunidade de empreendedores imersos nessa economia, divulgando e vendendo seus produtos por diversos motivos: seja para complementar ou criar uma nova fonte de renda, ou porque sempre houve uma vontade de empreender e desenvolver produtos de confecção própria. De qualquer maneira, as vendas pela internet e a digitalização dos processos ajudaram essas pessoas a fazerem tudo sem sair de suas casas, principalmente em tempos de Covid-19. Aliás, os ambientes real e virtual estão cada vez mais próximos em certos procedimentos, como o de automação, networking, cadeia de suprimentos e etc.

Para os empreendedores que desejam vender seus produtos com qualidade é muito importante que se tenha ideia do que o consumidor gostaria de comprar. Então, tente sempre se colocar no lugar do outro e só anuncie o que você compraria, como produtos por um preço atraente e de confecção única e particular, para que o consumidor compre algo que ele saiba que não comprará em outros lugares. Além disso, é fundamental caprichar nas fotos e na descrição dos produtos e oferecer também um atendimento ágil e cordial na troca de mensagens, dúvidas dos compradores e envio dos produtos.

E por fim, vale lembrar que essas formas de trabalho digitais, que estão sendo construídas ao longo dos anos e não apenas durante a pandemia, fizeram com que fosse possível implementar modelos de negócios que prezam pela segurança, inovação e facilidade nos meios de compra e venda.

*Nathália Raggi é Socióloga, mestra em Educação pela UNICAMP e Gestora de Comunidade do Elo7, o maior site de produtos criativos e autorais do Brasil.

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