Movimentações de capital de risco no país têm forte aumento, segundo relatório da KPMG

O relatório da KPMG intitulado “Venture Pulse” apontou que o Brasil movimentou, no segundo trimestre deste ano, mais de 2,7 bilhões de dólares em capital de risco (venture capital), um aumento de mais de 300% em relação ao mesmo período de 2020 quando foram negociados cerca de 576 milhões de dólares. O destaque foram as startups do setor financeiro (fintechs), sendo que somente o Nubank recebeu mais de 1,5 bilhão de dólares, ficando entre os cinco maiores aportes realizados. Na lista, constam ainda o Quinto Andar com 300 milhões de dólares e CloudWalk com 201 milhões de dólares.
“O ecossistema das startups brasileiras continua a se expandir e se diversificar, atraindo interesse contínuo do investidor estrangeiro com as fintechs sendo uma área de grandes investimentos em todas as regiões do mundo, particularmente, as que atuam com pagamentos que continuam a crescer em escala. Esse movimento manterá o investimento de capital de risco muito forte no terceiro trimestre também”, analisou o sócio líder de Private Enterprise da KPMG no Brasil e na América do Sul, Jubran Coelho.

Investimento global em capital de risco disparou no período:


O investimento global em capital de risco também atingiu um novo recorde no segundo trimestre, com US$ 157,1 bilhões levantados em 7.687 negócios. O nível de investimento em capital de risco foi impulsionado por dez rodadas de financiamento de mais de 1 bilhão de dólares em oito países, incluindo o Brasil:


Northvolt, sediada na Suécia – 2,75 bilhões de dólares;
Waymo, sediada nos Estados Unidos – 2,5 bilhões de dólares;
J&T Express, sediada na Indonésia – 2 bilhões de dólares;
BYJU, sediada na Índia – 1,5 bilhões de dólares;
Nubank, sediado no Brasil – 1,5 bilhão de dólares;
Horizon Robotics, sediada na China – 1,5 bilhão de dólares;
SpaceX, sediada nos Estados Unidos – 1,16 bilhão de dólares;
A Celonis, sediada na Alemanha, a MessageBird, sediada na Holanda, e a Epic Games, sediada nos Estados Unidos, também levantaram 1 bilhão de dólares cada.

As Américas atraíram um recorde de 84,1 bilhões de dólares em investimentos durante este período, com os Estados Unidos respondendo por 75,8 bilhões de dólares desse total. Já na Europa, o investimento em capital de risco continuou em ascensão, atingindo 34 bilhões de dólares pelo sexto trimestre consecutivo. O investimento em capital de risco na Ásia-Pacífico caiu em relação ao trimestre anterior, para 38 bilhões de dólares, mas permaneceu robusto em comparação com as normas históricas.
“A diversidade foi realmente a característica definidora do mercado de capital de risco dos países onde os negócios ocorreram, com diferentes setores atraindo investimentos. Vimos até mesmo um aumento no percentual de recursos provenientes de investidores não tradicionais no segmento de capital de risco. O Brasil atraiu diversas rodadas superiores a 200 milhões de dólares no período, com claro avanço na maturidade do ecossistema local”, finalizou o sócio-líder de consultoria em mercado de capital de ações da KPMG e líder de Investimento e Inovação da Leap, Rodrigo Guedes.

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Por Ricardo Viveiros & Associados
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