Cibersegurança se transforma em pilar estratégico nas empresas

Com mais de 3,2 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos apenas no primeiro trimestre de 2021 no Brasil, investimento é essencial para garantir a segurança dos negócios

Você conhece alguém que já foi vítima de um golpe online, como a clonagem de WhatsApp? Já leu reportagens sobre alguma empresa que sofreu um sequestro digital? São grandes as chances de você ter concordado com apenas uma dessas perguntas, já que esses ataques se tornam cada vez mais comuns. 

A consultoria IDC chegou até mesmo a chamar os ataques de ransomware, um tipo de malware que criptografa o computador da vítima e cobra um valor em dinheiro pelo resgate, como a maior ameaça global de 2021.

De acordo com a Fortinet, apenas no primeiro trimestre de 2021 no Brasil foram mais de 3,2 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos. O País lidera o ranking da América Latina, que contabilizou um total de 7 bilhões de tentativas nesse período.

Se considerarmos uma pesquisa da Amdocs, que revela que o brasileiro dobrou o seu tempo online de 3 horas e 41 minutos para 6 horas e 44 minutos durante a pandemia, é possível até mesmo afirmar que os cibergolpes são uma tendência que deve crescer cada vez mais.

E essa preocupação faz parte não só das pessoas, como também de empresas como a de hospedagem de sites Locaweb. Segundo Gustavo Salviano, CTO (Chief Technology Officer) da Locaweb, a pandemia causada pela Covid-19 levou a corporação a olhar para a cibersegurança de uma nova maneira.

Ele afirma que assim como várias outras empresas, eles tiveram que migrar para o home office repentinamente em 2020. Apesar da Locaweb já ter uma plataforma preparada, porque já trabalhava com alguns colaboradores remotos, “um dos grandes desafios que tivemos foram áreas como atendimento ao cliente e inside salers. De 800 pessoas que pusemos, 300 a 350 foram as mais desafiadoras”, explica.

O CTO continua explicando que dois foram os principais desafios da organização. “A estabilidade de internet e energia elétrica que tínhamos no escritório, a gente não encontra na casa do colaborador, que sofre com perda de conexão e queda de energia elétrica. Já a outra é a parte de segurança, porque quando está todo mundo dentro do escritório, você está fechado em um perímetro. Então o controle é mais simples. Mas quando foi para casa, isso mudou”, afirma.

Para garantir a segurança online da empresa e do colaborador, que trabalhava agora no próprio lar, houve um investimento em ferramentas para proteger os sistemas internos e todos os dados armazenados. “Sistemas que fazem detecção de qualquer atividade maliciosa, acesso restrito nos equipamentos para garantir que as pessoas só acessassem aquilo que precisassem” foram algumas das manobras corporativas.

Entretanto, um dos pontos mais importantes para evitar problemas de cibersegurança foram as campanhas de conscientização da engenharia social, técnica usada para induzir usuários desavisados a enviar dados confidenciais e infectar seus computadores com links para sites infectados. 

Na campanha, foi frisado o cuidado que os colaboradores deveriam ter ao receber e-mails e links.

“As pessoas que não estavam acostumadas a trabalhar remotamente são mais visadas, porque são mais suscetíveis a cair na engenharia social. Por isso, a gente vê bastante tentativa via spam ou via spoofing [quando um cibercriminoso finge ser uma pessoa ou rede conhecida para acessar informações sigilosas]”.

Cibersegurança nos pagamentos

Outra área que a cibersegurança ganhou mais destaque é no e-commerce. Desde o aumento nas vendas online – 27% no estado de São Paulo, segundo pesquisa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) – até a maior variedade de meios de pagamento, cada transação se tornou motivo de atenção. 

Para apoiar os lojistas, entram plataformas de pagamento como a Yapay, que tem como principal objetivo facilitar as lojas que estão iniciando sua operação online.

“Há inúmeros fatores de risco e de transação que acabariam ocupando tempo do lojista e tomando o tempo usado para as vendas e administração da empresa. Por isso, reunimos vários serviços em um só para que o lojista preocupe-se em gerar tráfico e fidelizar clientes”, explica a diretora Comercial e Marketing, Natália Tukoff.

Com um crescimento de 159,3% na receita do segmento de commerce e um aumento de 32,7% na base de clientes entre dezembro de 2020 e junho de 2021, é notável a preocupação das empresas na segurança das transações financeiras. E essa preocupação também faz parte da Yapay.

Apesar de Natália usar praticidade como a principal descrição da empresa, a segurança também é um valioso atributo. E é por isso que desde o início de todas as parcerias, a Yapay se preocupa em ensinar os lojistas sobre fraudes e golpes. 

“Temos treinamentos constantes com Customer Sucess, emitimos comunicados, soltamos conteúdos com frequência no nosso blog e também temos cursos na Universidade Yapay. Tudo para que os lojistas trabalhem em conjunto conosco”, diz.

Black Fraude?

Quando desembarcou no Brasil em 2010, a tradicional Black Friday ganhou o apelido de Black Fraude por causa dos falsos descontos que eram oferecidos por muitas marcas. Mais de 10 anos se passaram e essa data se consolidou como uma das mais queridas pelos consumidores para renovar o guarda-roupa, trocar os móveis da casa ou comprar a sonhada televisão nova.

Entretanto, para a Yapay, a Black Friday se tornou sinônimo de vigilância. Segundo Natália, é comum que golpistas criem negócios na segunda metade do ano de olho na Black Friday.

Ela explica que lojas são abertas e produtos são vendidos normalmente a fim de se consolidar com avaliações positivas em sites como Reclame Aqui e nas redes sociais. 

“O fraudador não é especializado na área, mas tem um estoque para rotacionar as mercadorias. Já quando entra na Black Friday, ele coloca preços que vão despertar o interesse da pessoa, então o cliente se torna vítima perfeita”, comenta.

Para evitar que sua Black Friday se torne uma Black Fraude, alguns passos simples que Natália recomenda são:

  • Verificar se selos como Ebit são reais. Geralmente, esses selos estão localizados no final da página e redirecionam para a própria Ebit, quando clicados.
  • Cheque se o endereço do site começa com https, que é um certificado de segurança. Vale olhar também se há um cadeado antes do endereço do site.
  • Está com dúvida se a loja é real? Não compre com boleto ou PIX. “Com o cartão de crédito, por exemplo, tem um respaldo. Lojas fraudadoras costumam dar descontos grandes para quem paga por boleto”.

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Por: Isabella Grocelli