Governo de São Paulo investe R$ 32 bilhões em expansão da malha metroferroviária do Estado

O assunto, assim como as novidades em transporte elétrico sobre trilhos e em normas técnicas do setor, esteve no segundo dia de NT Expo Xperience 2021

Mobilidade urbana é, sem dúvida, um desafio para a gestão de qualquer cidade do país, em especial, para as grandes metrópoles nacionais, como São Paulo. O município mais populoso do Brasil, com 12,4 milhões de habitantes, enfrenta uma realidade diária completamente singular.

Por isso, superar os imensos desafios que pautam a região metropolitana da cidade é um dos objetivos do governo estadual. Foi o que disse o secretário estadual de transportes metropolitanos do Governo de São Paulo, Alexandre Baldy, durante sua participação na NT Expo Xperience 2021, principal evento digital voltado ao setor metroferrovário da América Latina, nesta quarta-feira (6).

“São diversos desafios quando o assunto é a mobilidade urbana em São Paulo. Os principais deles, hoje, são: ampliar a implantação do transporte de massa; criar uma infraestrutura adequada de integração física, operacional e, sobretudo, tarifária; ampliar o investimento em novas tecnologias em benefício dos passageiros e em opções de energias alternativas para que se tenha uma solução para a mobilidade urbana sustentável; entre outros”.

Com o objetivo de superá-los, segundo Baldy, o governo estadual já investiu cerca de R$ 32 bilhões na expansão da malha metroferroviária do Estado, por meio de parcerias público-privadas (PPP’s) – contando apenas as obras já em andamento, com mais de 20 mil empregos gerados. “Devemos entregar nos próximos meses, por exemplo, a Estação Vila Sônia, da Linha 4-Amarela do Metrô. Também já iniciamos a retomada das obras da Linha 15-Prata, que já conta com quatro estações entregues e logo terá mais três. Somente neste empreendimento, são R$ 450 milhões de investimentos”, afirmou.

Já na Linha 17-Ouro, de acordo com ele, são mais R$ 4,7 bilhões de aportes já realizados. “Esperamos ter o primeiro trem da linha em operação já em 2022. Serão oito novas estações, com quatorze trens ao total. Há ainda a construção da Linha 6-Laranja, o maior empreendimento de infraestrutura do Brasil e da América Latina em andamento, que possui um investimento total de R$ 15 bilhões. Temos também a extensão da Linha 5-Lilás, que ganhará duas novas estações em mais 4,3km de extensão entre os bairros Capão Redondo e Jardim ngela. Sem contar as obras do VLT da Baixada Santista, que também estão em execução, com um investimento de R$ 217,7 milhões nesta segunda fase, que vai dobrar a capacidade de atendimento e transporte da população local”, acrescentou.

E não para por aí, lembrou. “Há ainda outras linhas em projeto, como a Linha 19-Celeste, que ligará o Anhangabaú ao Bosque Maia; a Linha 20-Rosa, que conectará o bairro de Santa Marina ao município de Santo André, no ABC Paulista; e a Linha 13-Jade, que fará a conexão com o Aeroporto Internacional de Guarulhos. Ao todo, contamos, atualmente, com 48 km de vias e 36 novas estações em obras, que nos fará ultrapassar a marca de 366 km de trilhos e de 200 estações ao total ao longo da cidade”

Baldy exaltou também os investimentos do Governo do Estado em tecnologia, como a adoção de um novo sistema de cobrança e bilhetagem por meio de QR Code, tanto nas estações da CPTM quanto do Metrô – a inovação chegará também, em breve, ao cartão metropolitano BOM, que, agora, passará a se chamar TOP. Outra novidade será a modernização dos sistemas de sinalização e segurança, como a implantação de portas de plataforma em 36 estações das Linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha. “Essa inovação possibilitará a redução do intervalo dos trens, a redução do tempo de viagem, uma maior eficiência da operação e, principalmente, maior segurança para os passageiros, já que reduz o risco de quedas nas vias e fatalidades”, completou

Sustentabilidade – A sustentabilidade também foi destaque do segundo dia de NT Expo Xperience 2021, com a palestra sobre locomotivas elétricas movidas à bateria, realizada pelo gerente técnico da Progress Rail no Brasil, Ricardo Lempke. O executivo deu início à apresentação explicando um pouco mais das razões que levaram a empresa a adotar o sistema de locomotivas elétricas

“A principal motivação da empresa para adotar o sistema de locomotiva elétrica a bateria foi a nossa preocupação ambiental. Vemos tanto os impactos globais que o aumento da temperatura na atmosfera causa ao planeta, tendo como uma das principais razões dessa alta as emissões de gás carbônico na atmosfera (pela qual o modelo convencional de transporte ferroviário possui responsabilidade), que decidimos fazer algo a respeito. O segundo ponto que nos incentivou foi o lado tecnológico e a possibilidade de proporcionar um aumento cada vez maior para a eficiência energética e para a autonomia das locomotivas. O terceiro aspecto foi o econômico: antigamente, apostar em vagões elétricos era algo muito caro, mas, com o passar dos anos, se tornou mais viável com a expansão da produção em escala dos itens que os compõem”, evidenciou

Com isso, no ano passado, lançamos a primeira locomotiva 100% elétrica da marca, a EMD Joule, que tem como principais características uma capacidade de carga de 1,9 MHz, potência máxima de 3 MW e velocidade máxima de 60 a 80 km/h. “A maior diferença deste modelo para o convencional à combustão, naturalmente, é a não emissão de poluentes na atmosfera, mas queremos desenvolver novos modelos daqui em diante com cada vez mais capacidade de energia instalada e com mais autonomia aos equipamentos”, concluiu

Normas – Destaque também foi a importância da normatização técnica para o setor, com o diretor técnico do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (SIMEFRE), Paschoal de Mário. Para ele, este é um ponto fundamental para o bom desempenho do segmento. “Com a normatização técnica do setor, é possível proporcionar mais economia ao mesmo, por exemplo – levando a crescente variedade de produtos e serviços, já que a normatização está presente na fabricação dos materiais do setor como um todo, na transferência de tecnologias, na segurança e na preservação do meio ambiente”, disse.

Outra vantagem, segundo ele, é propiciar uma melhor comunicação entre os players deste mercado como um todo, proporcionando meios mais eficientes na troca de informações entre os fabricantes e os clientes. “Isso é muito importante para a indústria ferroviária. Nós estamos vendo que a normatização, além de ser um excelente meio para nossas fábricas e projetos de licitações, é o que dá garantia e segurança ao consumidor”, finalizou.

Para saber mais, acesse – https://www.ntexpo.com.br/pt/home.html

Serviço – NT Expo Xperience 2021:
Quando: 5 a 7 de outubro.
Horário: Das 10 às 18 horas.
Inscrições: https://negociosnostrilhosexpo.e-event.com.br/


Este conteúdo de divulgação foi fornecido

Por Coletivo da Comunicação – Assessoria de Imprensa da NT Expo
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