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Alta do frete e falta de contêineres prejudicam exportação

Diversos setores da economia sentem essa nova realidade motivada pela demanda crescente de grandes exportadores

A retomada do comércio global após meses de paralisação devido à pandemia da Covid-19 aumentou o translado de mercadorias por contêineres e navios. A demanda maior do que a capacidade elevou o preço dos fretes e ampliou os prazos para a exportação e importação de produtos.

Segundo a diretora executiva da Accrom Consultoria em Logística Internacional, Cristiane Fais, diversos portos têm sofrido com congestionamento devido a lentidão na movimentação de contêineres. “Várias nações estão com suas logísticas afetadas e com capacidade reduzida. Muitas empresas estão tendo seu supply chain interrompido por faltas de navio e de contêineres no mercado, desestabilizando o comércio global. Afinal de contas, o transporte marítimo representa mais de 90% do comércio internacional”, diz.

Um levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria em todas as regiões do país apontou que sete de cada dez empresas que participaram da pesquisa reclamam que estão atrasando o envio de mercadorias pelos portos porque não têm contêineres. Além disso, os empresários se queixaram do preço do frete. Antes da pandemia, custava US$ 2 mil para mandar um contêiner da China para o Brasil, agora está em torno de US$ 10 mil.

A especialista em comércio exterior explica que nesse momento de grande competição por contêineres, navios e equipamentos, os países ricos têm vantagem, já que possuem maior participação no comércio internacional. “A alta demanda nos grandes portos exportadores, como Ásia, Estados Unidos e a Europa, atraem os armadores por serem mais rentáveis comparado a outros países, como o Brasil, que sai em desvantagem por estar fora das principais rotas de navegação”, relata Cristiane Fais.

Para Cristiane, o cenário desfavorável para a logística nacional, tende a apresentar alguma melhora no início do próximo ano, mas só vai normalizar, efetivamente, no segundo semestre de 2022.  “A situação não é um efeito passageiro e ainda vai se arrastar por um longo período, com impacto direto na balança comercial e na inflação”, finaliza.


Este conteúdo de divulgação comercial foi fornecido

Por Focco Comunicação
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