Transformação digital na educação: Tecnologia no setor veio para ficar

Por Javier Arroyo, cofundador da Smartick*

Não é à toa que o setor das EdTechs foi um dos que mais cresceu este ano e ficou em quarto lugar no ranking das startups mais visadas. A pandemia tornou urgente algo que já estava à caminho: a transformação da educação no Brasil. Não dá pra ignorar que o uso da tecnologia nas escolas proporciona diversos benefícios, como inclusão, acessibilidade e a obrigatoriedade do ensino à distância neste período nos fez enxergar diversas possibilidades.

Não podemos ignorar também, os problemas que envolvem a educação e foram escancarados pela pandemia. Se por um lado, o ensino online inclui estudantes em longas internações nos hospitais ou que tenham alguma dificuldade de aprendizado, por exemplo, por outro, ainda temos no Brasil, muitos problemas de acesso à internet. Pensando pelos dois lados, acredito que a tendência é que haja a ampliação da inclusão digital nos próximos anos, para que todos tenham acesso às tecnologias aplicadas ao setor da educação, tanto na rede pública, quanto na rede privada.

Javier Arroyo, cofundador da Smartick – Foto Divulgação

O relatório “Tecnologias Digitais Aplicadas à Educação Inclusiva”, fruto de uma pesquisa realizada pela Fundação Essl, mostra que o uso das tecnologias, em conjunto com um projeto político-pedagógico, que considere as individualidades de cada estudante, pode ser transformador. O estudo também conclui que, se as tecnologias refletem a capacidade de inovação do ser humano, seu acesso não pode ser limitado por barreiras sociais. A tecnologia gera tecnologia. 

Como mencionei anteriormente, essa tendência já estava à caminho antes mesmo da pandemia de COVID-19. A disrupção do mercado de trabalho e a necessidade de formar alunos e profissionais mais qualificados tecnologicamente tornaram a inovação e a tecnologia inerentes ao ensino, especialmente na formação matemática desde a mais tenra idade. Além disso, os estudantes de 2021 são diferentes dos estudantes de 2015, por exemplo. O uso constante de instrumentos tecnológicos e plataformas digitais criou alunos muito mais exigentes e que têm melhor aderência aos processos de aprendizagem mais dinâmicos. 

Obviamente, o papel do professor também mudou. Hoje é muito fácil ter acesso à uma informação. Isso faz com que, cada vez mais, o professor desempenhe o papel delíder e facilitador. Não faz sentido os professores se darem o trabalho de ensinar um determinado conteúdo, por exemplo, e, na hora da prova, ou no momento de produzir um trabalho, o aluno já não se lembrar mais, mas sabe que pode encontrá-lo facilmente com uma rápida pesquisa na internet. Essa é a realidade que ficou muito nítida com as aulas online durante a pandemia. 

Para 2022 em diante, teremos que enxergar a tecnologia educacional como um investimento. Quando falo em investimento, não é somente financeiro, mas também de tempo e dedicação. De maneira prática, com o retorno ao  presencial, não será possível deixar de lado todos os recursos com os quais os estudantes puderam contar durante o período de isolamento social. 

*Javier Arroyo é cofundador da Smartick, plataforma de ensino de matemática para crianças de 4 a 14 anos que conta com o uso da inteligência artificial.

Este conteúdo de divulgação comercial foi fornecido
Por Nr7 Comunicação
e não é de responsabilidade de revistaempreende.com.br