Mercer e Fórum Econômico Mundial indicam caminhos para garantir maior representatividade de mulheres nas lideranças 

O estudo tem como premissa que a tríade DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão), conduzida a partir de uma abordagem holística, deve ser um imperativo estratégico dos negócios

Entre os esforços de líderes empresariais comprometidos com a construção de uma sociedade mais diversa, igualitária e inclusiva, a adoção de uma estratégia holística de Diversidade, Equidade e Inclusão é um dos que se destacam. Ela deve fundamentar e fortalecer os diversos processos adotados pelas organizações, tomando como pressuposto o valor da contribuição das pessoas, independentemente de origem, etnia, gênero etc. Levando em consideração esse contexto, a Mercer, em parceria com Fórum Econômico Mundial (WEF), publicou um novo relatório apontando as melhores práticas para ampliar a representatividade das mulheres nas lideranças.


Intitulado como Caminhos para a justiça social: uma visão revitalizada para diversidade, equidade e inclusão na força de trabalho, o estudo tem a premissa de que a tríade DEI deve ser um imperativo estratégico dos negócios. Um diagnóstico com base em dados para criar uma visão clara de como a organização se apresenta, do ponto de vista demográfico, é fundamental para as lideranças. Mas, no caso das mulheres, a recomendação é que se faça uma abordagem interseccional, o que significa, por exemplo, avaliar e abordar as diferenças entre a experiência de uma mulher negra e uma mulher branca.


De acordo com o Relatório Global de Desigualdade de Gênero do WEF, citado no relatório em parceria com a Mercer, o desemprego relacionado à COVID-19 foi visivelmente maior entre mulheres. Em um recorte dos Estados Unidos, o desemprego dos homens brancos aumentou 3,6 pontos; o de mulheres brancas, 4 pontos; o de mulheres negras ou afro-americanas, 4,9, e o de mulheres hispânicas ou latinas foi de 6,2. Outro dado mencionado, da Organização Internacional do Trabalho, é o de que as mulheres não irão se reinserir facilmente no mercado de trabalho ao término da pandemia, o que acende um sinal de alerta para a luta por equidade de gênero.


Para Marisabel Ribeiro, diretora de Estratégia de Talentos da Mercer Brasil, o período pós-pandemia trará um grau a mais de desafio para as empresas no que se refere ao protagonismo feminino. “As organizações terão de acelerar as estratégias de inclusão que estavam sendo conduzidas porque houve um fator externo significativo que impactou nas condições de trabalho para as mulheres. A abordagem holística de Diversidade, Equidade e Inclusão precisa estar presente em todos os processos de negócios, incluindo estratégias externas com consumidores, fornecedores, governos e comunidades”, explica a executiva. “Só assim teremos uma sociedade mais aberta, diversa, inclusiva e justa”


O relatório menciona também um estudo de caso de uma empresa global de consumo da Fortune 500 que estava enfrentando dificuldades para aumentar a representatividade de mulheres e pessoas negras em cargos de liderança e gestão. Frustrado com a falta de progresso, o CEO decidiu adotar uma abordagem diferente, desenvolvendo uma estratégia ligada à unidade de sustentabilidade da empresa. Utilizando o método apoiado nas frentes de Engajamento, Diagnóstico, Ação e Responsabilidade, a empresa aumentou fortemente o número de mulheres e minorias em cargos de liderança, ganhando reconhecimento público nessa trajetória.

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Por Idealhks
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