Pausa e reinserção na carreira: desafios e adaptações à vista

Executiva de contas do atendimento corporativo do Senac São Paulo traz reflexões sobre a não linearidade das carreiras, a reinserção de profissionais que optaram por pausas e a necessidade de capacitação em todos os casos

Muitos profissionais passaram a reavaliar as suas carreiras por conta da pandemia, optando por qualidade de vida e, por vezes, até por um ano sabático. Outros foram demitidos em função da retração econômica e há ainda os que sentiram necessidade de se equilibrar mentalmente. Fato é que as carreiras não são mais tão lineares e afastamentos prolongados podem acontecer.
 

Segundo Jaqueline de Oliveira, executiva de contas do atendimento corporativo do Senac São Paulo, a crise sanitária quebrou alguns paradigmas e até mesmo modificou o modo automático nas formas e relações de trabalho. “Do ponto de vista empresarial, foi preciso ter agilidade e perspicácia para acionar mudanças assertivas e sobreviver em meio ao caos, o que gerou uma mudança de mentalidade e ressaltou a necessidade de contratar e reter profissionais engajados, qualificados e que se destacam no mercado de trabalho”, afirma Jaqueline.

Esses profissionais, por sua vez, também passaram por um processo de mudança e agora reconhecem a qualidade de vida no ambiente laboral como algo fundamental, entre outros fatores. O cenário contribuiu para um ajuste nas expectativas entre empresas e funcionários, algo muito positivo quando falamos em desenvolvimento de pessoas.

Mas, qual perfil está sendo buscado? Continua em voga a necessidade de profissionais com soft skills (habilidades comportamentais), alinhadas aos valores e aos objetivos da empresa. Assim como a qualificação técnica que permanece sendo extremamente importante, bem como a experiência profissional.

Uma das questões que se acentuaram nos últimos tempos está relacionada à migração de área. Para a especialista, nesses casos, é preciso, principalmente, levar em consideração a afinidade do candidato com a nova posição a ser ocupada. “Há uma tendência de busca por profissionais que já tenham experiência em funções semelhantes e é justamente esta ideia que precisa ser renovada, pois incentivar a oportunidade de desenvolvimento em outras áreas traz maior satisfação e realização ao funcionário que, consequentemente, desempenhará resultados melhores para a empresa”, acrescenta a executiva de contas.

Nesse sentido, cresce a importância dos treinamentos de upskilling (aprimoramento de conhecimentos em uma área específica) e de reskilling (desenvolvimento de novas habilidades), pois eles são a base para qualquer mudança de carreira. Outro aspecto que deve ser levado em conta: ter afinidade com uma área ou um segmento de atuação desejado não significa que as habilidades necessárias para desempenhar tal função estejam desenvolvidas. Por isso, é tão importante desbravar uma nova carreira.
 

Reunião de equipe – Créditos: Unsplash

Considerando que departamentos de recursos humanos estão atrás de profissionais qualificados e, que pelos motivos já citados, deram um tempo na vida profissional, existe o movimento de criação de programas para reinseri-los no mercado, pois há setores que têm sofrido com apagão de mão de obra qualificada. Algumas companhias estão lançando programas de reinserção com vagas para a área de vendas e engenharia de soluções, por exemplo. E os treinamentos acabam sendo um atrativo para reter talentos.

Outro ponto que deve ser motivo de reflexão é a diminuição da participação das mulheres no mercado de trabalho. Pesquisa do Ipea a partir da análise de dados da Pnad Contínua mostrou que em 2020, já com a pandemia em curso, a taxa de ocupação das mulheres era de 39,7% e a dos homens de 58,1%. Muitas mulheres perderam ou renunciaram a seus empregos para cuidar da família, o que gerou a necessidade de gerar renda de outras maneiras, com empreendedorismo local em projetos informais.

“Os dados apontam para a necessidade de capacitação por meio de treinamentos que incentivam a presença da mulher no mercado de trabalho e de projetos sociais que tenham o objetivo de qualificar em áreas específicas para a geração de renda, como por exemplo, nos segmentos de beleza, moda, gastronomia, confeitaria, mídias sociais, tecnologia da informação, entre outras”, finaliza a consultora.

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Por In Press Porter Novelli Comunicação
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