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Como as relações de oferta e demanda afetam os investimentos

Lei da Oferta e Demanda ou Lei da Oferta e Procura. Você com certeza já ouviu falar sobre este conceito da economia clássica, criado por Adam Smith, o economista e filósofo social do iluminismo escocês, considerado o pai da economia moderna.

Trata-se de uma lei que busca explicar como funciona o mercado e quais as variáveis que determinam o preço e a quantidade de um produto disponível aos consumidores. Em linhas gerais, a ideia é a de que o preço e a procura se relacionam em proporção inversa. Ou seja, quando a oferta é maior que a procura, os preços tendem a cair. Por outro lado, quando a procura é maior que a oferta, os preços dos produtos tendem a aumentar. 

Até que é uma lógica simples, não é mesmo? Mas o que será que isso tudo tem a ver com os seus investimentos? Já adianto: tem tudo a ver! E vou explicar o porquê. Continue a leitura! 

Movimentos de mercado

Sabemos que o mercado está em constante movimento e é influenciado por todo tipo de evento: político, climático, social, econômico. Por ser globalizado, o que acontece na China, na Rússia, nos Estados Unidos, em qualquer parte do planeta, reflete nas economias do mundo todo e impacta as bolsas de valores – ou seja, o seu bolso, os seus investimentos.

Quer um exemplo da influência das relações de oferta e demanda nos seus investimentos? Vamos pensar no desempenho das commodities, sobretudo no petróleo, no início de 2022. 

No primeiro trimestre do ano, o preço das commodities disparou em virtude justamente do desequilíbrio entre oferta e demanda, intensificado por conta da guerra entre Rússia e Ucrânia. O petróleo, por exemplo, foi um dos produtos que mais teve oscilação de preço, já que a Rússia é um dos maiores exportadores do mundo, responsável por cerca de 12% do total da oferta mundial. 

Assim, um produto essencial, com alta demanda, como o petróleo, ao ver sua cadeia produtiva ameaçada por conta do conflito no leste europeu, somada às sanções e bloqueios praticados por outros países em relação à compra do produto, atingiu o nível mais alto desde 2008, chegando a ser negociado US$ 139,13 por barril no dia 6 de março. Nos dias seguintes, as ações das petroleiras reagiram ao aumento do preço e também se valorizaram nas bolsas do mundo todo. Aqui no Brasil,  os papéis da Petrobras (PETR4), da PetroReconvaco (RECV3), da PetroRio (PRIO3) e da 3R Petroleum (RRRP3) viram suas cotações saltarem substancialmente até o dia 11 de março.

Viu como a lei da Oferta e Demanda afeta seus investimentos? A oferta diminuiu, o preço aumentou, e as ações se valorizaram! 

Oferta e demanda no mercado de ações

Um grande exemplo da lei da oferta e demanda aplicada no mercado de ações, está na pandemia do covid-19, quando ainda não se tinha nenhuma vacina e quando a doença era desconhecida e começou a se espalhar pelo mundo inteiro, pode-se perceber uma queda generalizada nas bolsas de valores ao redor do mundo.

Isso ocorreu porque havia muito mais pessoas querendo vender suas ações do que pessoas querendo comprar essas mesmas ações, além de todo o cenário de paralisação da economia que acabou fazendo com que muitos investidores, sejam eles pessoas físicas ou institucionais precisassem de liquidez, tendo que se desfazer dos seus ativos.

Para tomar boas decisões nesses casos, é preciso tentar identificar quais são de fatos os sinais que podem indicar o que está acontecendo e tentar eliminar todo o ruído em relação aquela determinada questão.

Dessa forma, você precisa entender o cenário macroeconômico e, às vezes, até relações políticas entre países para identificar se é uma oportunidade de comprar ações de um determinado setor ou determinada empresa que deve se recuperar em um curto espaço de tempo ou se aquele é um problema estrutural grave que pode afetar bastante tempo o setor em específico.

Dicas para o investidor se atentar em momentos de excesso de oferta ou de demanda

Abaixo vamos listar algumas dicas para que investidores possam investir da melhor forma possível, confira:

Entenda o cenário macroeconômico e o que já aconteceu no passado

Muitas vezes, diversos choques de demanda e de oferta já aconteceram, não de maneira igual, mas de maneira bastante similar no passado. Dessa forma, uma das melhores formas de aprender é analisar movimentos que ocorreram no passado e que podem vir a se repetir no futuro e entender quais foram as consequências deles.

Além disso, entender correlações de, por exemplo, taxas de juros (SELIC) com a bolsa de valores ou até mesmo com Fundos Imobiliários, pode ajudar o investidor a definir os melhores momentos para se investir ou não.

Fuja do comportamento de manada

Nesses momentos, por muitas vezes uma narrativa acaba dominando o cenário e , às vezes, no mercado financeiro, o pessimismo ou o otimismo ocorrem de maneira extremamente exagerada. Dessa forma, o ideal é que o investidor tente evitar o chamado efeito manada, que é quando uma grande quantidade de investidores estão ou pessimista ou otimistas, seja com um determinado ativo ou com a própria bolsa brasileira em si.

Geralmente eles estão todos sendo guiados pela emoção, dessa forma, o ideal é que o investidor tome a decisão baseada em informação e em análises bem fundamentadas para fazer aquele investimento ou então se posicionar de maneira contrária ao mercado. Além disso, mesmo que ele esteja enganado ou que não tome a melhor decisão possível, ele pode aprender com seus erros e evoluir, afinal, investimentos são para o longo prazo.

É por isso que o investidor precisa estar ligado sempre nos principais acontecimentos do mundo, acompanhar as notícias, para conseguir tomar as melhores decisões de investimentos. Saber quando comprar uma ação, quando vender, quando segurar é fundamental. E, claro, além de considerar o movimento natural dos mercados, é essencial  sempre avaliar as empresas como um todo, em profundidade, para saber identificar as oportunidades quando elas surgirem. 

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