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Lore, inteligência artificial da Prodap, facilita gestão do pastejo rotacionado para engorda do boi e redução da degradação de pastagens

A produtividade do rebanho da Fazenda Bonsucesso, em Goianápolis (GO), aumentou quase 50% depois que a ferramenta foi implantada, em 2019

O Brasil é o líder mundial na criação de bovinos, cerca de 220 milhões de cabeças compõem o rebanho do país. A manutenção e a conservação das pastagens são fundamentais para o bem-estar e a engorda do gado. O pastejo rotacionado é uma alternativa bem-sucedida para ganho de peso, aumento da produtividade e redução da degradação das áreas. Para atingir esses objetivos, a fazenda Bonsucesso, em Goianápolis, a 40 km de Goiânia, implantou o sistema de manejo.

Lore inteligência artificial
Equipe da Prodap durante lançamento da Lore no Encontro de Confinamento e Recriadores. Foto Divulgação

No pastejo rotacionado, a área é dividida em três ou mais piquetes, que são pastejados em sequência pelo rebanho. Para facilitar o acompanhamento do sistema, o pecuarista Ricardo Cezar Espírito Santo optou por utilizar o aplicativo Prodap views, que reúne tecnologia de ponta e inteligência artificial para monitorar a gestão da propriedade. A inteligência artificial Lore foi desenvolvida pela Prodap, empresa mineira especializada em oferecer soluções integradas para o agronegócio e nutrição animal.

Lore: inteligência artificial que facilita a gestão
Na prática, a ferramenta mostra as decisões que precisam ser tomadas no dia a dia no campo, como o momento certo para abastecimento dos cochos, qualidade da água, altura correta do capim para entrada do animal no piquete, consumo de sal mineral, quantidade ideal de cabeças por área, entre outras funcionalidades. A Lore emite relatórios e lembretes no celular para tomada de decisões assertivas que influenciarão na produtividade do rebanho e na economia de tempo da equipe envolvida no processo.

“É um aplicativo fantástico que te mostra exatamente o que está acontecendo na propriedade, sem você estar presente. As decisões são ágeis, pois tenho os dados na palma da mão para traçar a melhor estratégia e alcançar os objetivos planejados”, aponta Ricardo Cezar Espírito Santo, proprietário da fazenda.

Assista ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=kFOzxvu2A8c

Além do pastejo rotacionado, o pecuarista também trabalha com o pastejo alternado, no qual a pastagem é dividida em dois piquetes, que são pastejados de forma rotativa. A ferramenta Lore monitora os dois sistemas de manejo de pastagens na fazenda Bonsucesso.

A Lore, primeira inteligência artificial voltada à pecuária, amplia a capacidade de gestão de fazendas em todo o Brasil, porque coleta, analisa e interpreta diversos indicadores produtivos, a partir dos quais sugere ações efetivas para os produtores, como emissão de alertas e estratégias para otimizar a engorda. A captação de dados e as análises são ininterruptas, e podem ser acessadas por smartphone, tablet ou computador.

De acordo com Leonardo Sá, CEO da Prodap, “a Lore analisa um volume de dados muito grande e correlaciona várias informações, nenhum ser humano consegue fazer isso. Ela responde dúvidas do produtor, por exemplo, se vale a pena aumentar o rebanho em determinado momento”, afirma. Segundo o executivo, a projeção de investimento no setor de tecnologia da Prodap é de R$ 40 milhões nos próximos dois anos. Até o momento já foram investidos cerca de R$ 5 milhões na inteligência artificial.

Empoderamento do vaqueiro
Por meio de mensagens de texto, a IA se apresenta e guia o visitante em cada etapa da simulação. Exatamente como ela fará na prática. “Essa tecnologia representa um ‘game change’ para a pecuária. Queremos empoderar o vaqueiro com transferência de conhecimento, mostrar ao dono da fazenda que ele pode ganhar dinheiro”, destaca Sá. A Lore tem um valor de assinatura que parte dos R$ 14,90 por pacote/usuário/mês.

A inteligência artificial indica se a fazenda tem capacidade para adquirir novas cabeças, relacionando às reservas de pastos e água disponíveis na propriedade e se tem comida suficiente estocada para o confinamento dos animais. Além disso, faz previsões sobre a necessidade de estocar alimentos, levando em consideração as oscilações dos custos dos insumos no mercado. “A inteligência artificial responde, portanto, se a fazenda está preparada para aumentar o plantel e os impactos que essa decisão acarretará no futuro”, complementa o executivo.

Desenvolvida pela Prodap, empresa nacional de soluções tecnológicas, nutrição e gestão pecuária sediada em Belo Horizonte (MG), a Lore foi construída 100% por especialistas em tecnologia e ciência animal brasileiros. Trata-se de uma ampla plataforma digital de processamento de dados que monitora, produz diagnósticos, gera insights de soluções de problemas, predições de resultados e acompanha todas as informações da fazenda em tempo real. Ou seja, é um sistema que aprende com as informações que recebe e se comunica com o gestor por áudio e mensagens de texto.

Números da Lore
O projeto piloto que alimentou sua base de inteligência artificial foi implantado em dezembro de 2020. Desde lá, a ferramenta já analisou cerca de 5,5 milhões de cabeças de gado a pasto, cadastradas nas plataformas digitais da Prodap. A solução está presente em cerca de 70 fazendas-piloto em todo o Brasil. No total, são mais de 1,3 milhão de hectares gerenciados pela ferramenta em 42 mil pastos.

No último ano, a Lore processou dados referentes a mais de 453 mil animais em 42 confinamentos, cerca de 7% do rebanho confinado do país. Além de gerenciar cerca de um milhão de toneladas de ração animal, coletando dados nutricionais e financeiros para calcular desempenho produtivo.

A Lore atua em fazendas de todos os portes no Brasil. Ao todo, acumula cerca de 33 mil interações com humanos, que testaram sua performance, entre conversas, feedbacks e análises. Por meio da solução Prodap views coletou cerca de três milhões de dados produzidos pelas fazendas. Semanalmente são coletadas 51 mil informações.

Aumento da produtividade
Desde sua implantação em 2019, o Prodap views identificou gargalos, como por exemplo grande parte de cochos que ficavam vazios na fazenda. A análise diária dos dados, em tempo real, possibilitou otimizar o uso dos insumos para aumentar a produtividade do rebanho. “A eliminação dos cochos vazios, o monitoramento quatro vezes por semana das áreas de pastagens e uso da estratégia de confinamento representaram um aumento na produtividade de 12,1 arrobas por ha/AEE/ano em 2018 para 18 arrobas por ha/AEE/ano em 2021, aumento de quase 50%”, afirma o consultor de pecuária da Prodap, Kárito Augusto.

O consultor ainda ressalta que com o uso da tecnologia, houve agilidade para acompanhar a evolução de consumo diário em tempo real até o fechamento produtivo e financeiro, tudo feito em poucos minutos. Destaque também para o incremento em GMD em confinamento de 18% desde 2016, quando ainda não era utilizado o pacote tecnológico da Prodap.

Sustentabilidade
Atualmente, o Brasil tem 170,7 milhões de hectares de áreas de pastagens. Desse total, 44,3 milhões de hectares apresentam degradação severa e 53,4 milhões de hectares, intermediária. Para chegar a essa conclusão, por meio da análise de big data, foram processadas 200 mil imagens de satélite, desde 1985. O mapeamento das áreas de pastagens no Brasil é uma iniciativa da Universidade Federal de Goiás (UFG), via MapBiomas, que reúne instituições de ensino superior, ONGs, empresas de tecnologia e financiamento exterior para produção de mapas sobre a cobertura do uso da terra no Brasil.

O pastejo rotacionado é uma das alternativas para evitar a degradação das áreas de pastagens no Brasil. “O manejo realizado de forma correta, respeitando a altura de entrada e saída dos animais dos piquetes, evita que o solo fique descoberto e mais susceptível a lixiviação e perda de nutrientes. Ou seja, todo nutriente que poderia ser perdido via lixiviação é reutilizado pela planta e convertido em ganho médio diário para os animais”, esclarece Kárito Augusto.

Na Fazenda Bonsucesso sempre existiu a preocupação com a sustentabilidade ambiental. Desde o início da divisão das pastagens na fazenda, foi priorizada a implantação de bebedouros artificiais para evitar que os animais bebam água das nascentes, que são cercadas. As que passam pela propriedade são afluentes do córrego João Leite, que abastece a cidade de Goiânia. O pecuarista também trabalha para preservar as árvores garantindo o conforto térmico dos animais.

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