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Especialista comenta definição de metas e planos de ação

A cada virada de ano, pessoas e empresas investem esforços na definição de planos e metas que, apesar do entusiasmo inicial, não sobrevivem sequer ao mês de janeiro. É o que demonstra um estudo do Statistic Brain Research Institute, que revela que metade dos indivíduos que fazem planos para o ano muda de ideia no primeiro mês e que 27% nem mesmo esperam o réveillon para abrir mão dos compromissos assumidos em dezembro. 

Na visão de Claudio Zanutim, que é comunicador, palestrante, trainer internacional, professor e fundador da IC-Educ Educação Corporativa e autor do livro “Como Construir Objetivos e Metas Atingíveis”, um dos erros mais comuns em pessoas e empresas que trabalham para definir metas – e que pode estar por trás da desistência precoce – é não saber a diferença entre objetivo, meta, submeta e indicadores. Além do fato de que os indivíduos não dedicam atenção à matriz de recursos que deve apoiar a meta, mesmo que desafiadora, a ser atingida.

“Outro erro é definir uma meta como ‘vender um apartamento por mês’: isso não é uma meta, mas uma expectativa numérica, um alvo perto ou distante. Ainda faltam muitos detalhes para que esta definição seja uma meta”, pontua. Para facilitar o entendimento, a reportagem organizou as explicações do comunicador a respeito da definição de metas e planos de ação nos tópicos a seguir: 

Definir um objetivo

Zanutim explica que o objetivo é sempre maior do que a meta. “Por exemplo: se você definir que o objetivo será emagrecer, provavelmente você desistirá com muita facilidade, contudo, se definir que uma de suas metas para atingir o objetivo – para melhorar a sua qualidade de vida com foco em uma longevidade – será emagrecer, aí sim você já começa a melhorar a descrição atingível e realista da meta”.

Diferenciar metas de submetas

Neste ponto, o palestrante defende a importância de saber diferenciar metas de submetas e conseguir definir ao menos três submetas para cada meta. A título de exemplo, ele retoma a situação de uma pessoa cuja expectativa comportamental e de saúde é emagrecer: “Para tal, pode-se definir três submetas. A primeira, pode ser ‘fazer exercícios musculares na academia’. A segunda, ‘acompanhamento nutricional’. E, a terceira, ‘fazer corridas’”.

Falta de tempo e de método e preguiça

Segundo Zanutim, não dedicar tempo para escrever as metas, a falta de prática ou crenças limitantes são os primeiros detratores que geram a falta de atingimento de metas. Em seguida, surgem elementos como a falta de um método simples e a preguiça.

Matriz de Recursos

“É importante analisar a matriz de recursos para saber se as metas são realistas e atingíveis. Uma matriz de recursos abrange sete grandes grupos, tanto para vida como para as empresas: Humanos, Tempo, Dinheiro, Máquinas e Equipamentos, Matérias-primas e Materiais, Sistemas e informações e Infraestrutura”, descreve. Em seguida, é necessário visitar a matriz de recursos e listar os recursos disponíveis, assim como os recursos necessários para atingir as metas mais desafiadoras.

Definir metas desafiadoras

Para o trainer internacional, diante de metas desafiadoras, é necessário trabalhar na construção e definição de pontos de sua matriz de recursos para ganhar mais aprendizagem, produzir uma ou duas novas competências e ajustar o tempo necessário para fazer a meta acontecer. “O ‘Humano’ e o ‘Tempo’ são recursos irrecuperáveis. O tempo, por exemplo, além de irrecuperável é inelástico e equitativo. Logo, estes dois recursos devem ser um tipo de indicador para saber se você está no caminho para atingir suas metas”, afirma.

Atenção aos indicadores 

De acordo com o professor e palestrante, os indicadores atendem a três requisitos: tempo, forma e padrão. “Exemplo: se defino que devo chegar ao 15º andar de um prédio, durante os estudos dos recursos descubro que a infraestrutura dispõe de três formas: elevador, escadas rolantes e escadas de concreto”.

Pode-se definir que até o 15º deve-se chegar em 10 minutos (expectativa numérica), prossegue. “Sei também que cada andar dispõe de 40 degraus por andar e que é possível subir um degrau a cada 1 segundo. Então, escolho a forma: será de escadas de concreto – definir o padrão: um degrau a cada vez e o tempo de 1 segundo. Com estes indicadores, eu sei se estarei a caminho de atingir minha meta, então meu trabalho será acompanhar estes indicadores”.

“Agora”, acrescenta, “suponha que eu construa uma meta desafiadora, que será chegar ao 15º andar em menos de 5 minutos. Automaticamente, terei que mexer na forma, no padrão e no tempo. Mas a meta continua atingível, realista e temporal”, diz ele.

Para concluir, o fundador da IC-Educ Educação Corporativa retoma os conceitos básicos: objetivo é diferente de meta, para cada meta são necessárias três submetas, e para cada submeta deve-se definir indicadores, que estão ligados à matriz de recursos.

”É necessário dedicar um tempo para escrever suas metas, e todas elas devem ser revistas com frequência e gerenciadas por intermédio de seus indicadores, mas você não atingirá seus objetivos sem um plano de ação estruturado para isso”, finaliza Zanutim.

Para mais informações, basta acessar: https://workshop.claudiozanutim.com.br/