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Mulheres no mercado de TI: a passos lentos, elas ganham cada vez mais espaço

Empresas vêm demandando cada vez mais a presença feminina nos processos seletivos de cargos de liderança e abrem espaço para uma nova realidade

O estigma de que o mercado de TI foi feito somente para homens vem caindo ladeira abaixo nos últimos anos. Em diferentes níveis hierárquicos — principalmente cargos C-Level e posições em conselhos — a presença feminina nesse universo vem ganhando cada vez mais relevância. Segundo o estudo Women in the boardroom – realizado pela Deloitte e divulgado em 2022 – até o ano passado, 19,7% dos cargos em conselhos de administração globalmente falando eram ocupados por mulheres.
 

No Brasil, essa realidade ainda caminha a passos menos acelerados. No país, esse índice é de 10,4%, mas vem apresentando alta a cada ano. Segundo especialistas, a conscientização sobre a equidade de gênero levou a iniciativa privada a adotar ações mais concretas para promover um aumento da participação feminina nos cargos de liderança.
 

Ainda de acordo com o levantamento, do total de 165 empresas pesquisadas no Brasil, há 115 mulheres ocupando cadeira nos conselhos das empresas, mas apenas 4,4% delas são presidentes desses colegiados. Em 2016, esse número era bem menor, apenas 1,6%.
 

Na radiografia do estudo da Deloitte, entre os cinco setores econômicos que mais têm mulheres nos conselhos, o mercado de tecnologia, mídia e telecomunicações se destaca com 14,7%.
 

Mulheres CEOs
 

Ainda olhando o cenário brasileiro, a Grant Thornton fez uma pesquisa com cerca de 250 empresas e constatou que 35% dos cargos de CEOs são ocupados por mulheres, contra uma média global de 24%.
 

De acordo com Marcus Giorgi, sócio da EXEC – empresa especializada em Executive Search – e responsável pelos segmentos de TMT (Tecnologia, Mídia e Telecom) e Consultorias, esse movimento vem sendo verificado na prática, a começar pelos processos seletivos. “Quase a totalidade das empresas que atendemos já estão pedindo que pelo menos uma mulher esteja na lista de finalistas para concorrer a uma vaga executiva”, conta.

Outra constatação feita por Giorgi é que uma em cada três vagas estão sendo preenchidas por mulheres. “O número de mulheres nas disputas pelas vagas e nas aprovações segue subindo e a tendência é que essa participação fique cada vez maior perante o público masculino”, enfatiza.
 

Desafios
 

Considerados anteriormente ambientes inóspitos para mulheres, as áreas de TI das empresas hoje oferecem menos obstáculos para as profissionais de liderança, segundo Giorgi. Todavia, o esforço de provar sua competência ainda se faz necessário. “As mulheresenfrentaram situações bem mais complicadas para liderar essas áreas. De toda forma, ainda precisam fazer um esforço extra para provar sua competência e brigar por seu espaço”, explica.
 

O especialista da EXEC destaca que nesse sentido o esforço é dobrado para desmistificar qualquer tipo de preconceito que possa existir nesses segmentos. “Nas fintechs, operadoras de telecomunicações e empresas de software já é possível notar uma bloqueio bem menor em relação à presença das mulheres em cargos como CIOs, por exemplo”.
 

Segundo Giorgi, a disputa entre os profissionais hoje ocorre de forma bem mais igualitária, inclusive sob o ponto de vista salarial. Cada vez mais é possível ver mulheres gerindo áreas como vendas, marketing, financeira e TI.
 

Mais do que conhecimento técnico
 

Além de serem cobradas para terem um conhecimento técnico acima da média, as mulheres que lideram áreas ligadas à tecnologia precisam reforçar o que se chama de soft skills, habilidades que estão ligadas ao lado comportamental. “As pessoas tendem a julgar as mulheres como mais emocionais do que racionais, o que nem sempre é verdade”, enfatiza Giorgi.

Uma das características fundamentais que uma líder deve ter é a resiliência, aponta o especialista da EXEC. “A mulher vai ser colocada à prova o tempo todo e precisa mostrar que também consegue entregar resultados além de ser cobrada por líderes homens que muitas vezes ainda as julgam como frágeis”.
 

Ligada diretamente à resiliência, Giorgi destaca a inteligência emocional como um diferencial na ascensão da liderança, quer seja ela feminina ou masculina. “Dentro dos escritórios hoje já vemos um número cada vez maior de mulheres e a inteligência emocional está seguramente ligada a este fato. Mulheres geralmente possuem maior capacidade de avaliar, compreender e expressar emoções e sentimentos que facilitem seu trabalho e o da equipe e, além disso, sabem motivar e gerar empatia”, afirma.
 

Para o especialista, a presença cada vez maior de mulheres em cargos de liderança em empresas de tecnologia é um caminho sem volta. “Hoje temos empresas que buscam mais colaboração e menos hierarquia, e as mulheres vão continuar a ganhar espaço nessa movimentação”, conclui.

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