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Brasil é o 7º país com o maior número de empreendedoras

O Brasil tem cerca de 52 milhões de empreendedores, segundo dados do GEM (Global Entrepreneurship Monitor) 2020, coletados com apoio do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e do IBQP (Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade). Deste percentual, 30 milhões (48%) são mulheres, o que leva o país a ocupar a sétima nação com o maior número de empresárias.

De forma síncrona, indicativos da RME (Rede Mulher Empreendedora) apontam que mais da metade (55%) das empresárias brasileiras abriram negócios nos últimos 3 anos, em plena pandemia de Covid-19.

Para fomentar o empreendedorismo, o Ministério da Economia lançou no dia 8 de março a chamada “Estratégia Nacional de Empreendedorismo Feminino”, iniciativa com três eixos de atuação: “desenvolvimento de mecanismos e do ambiente de negócios”, “educação empreendedora” e “transformação social”.

De acordo com o órgão federal, o programa inclui o programa “Brasil para Elas”, que pretende facilitar o acesso das mulheres ao crédito dos bancos federais, além de educação empreendedora. A iniciativa conta com o apoio do Sebrae e oferece consultorias, capacitação e qualificação.

Segundo a proposta, as micro e pequenas empresárias poderão contar com linhas de crédito especiais junto ao Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Basa (Banco da Amazônia). O BNB (Banco do Nordeste) e o Basa, por sua vez, atuarão no segmento de microcrédito.

Ainda de acordo com o plano, a Estratégia Nacional de Empreendedorismo Feminino visa oferecer apoio às brasileiras que não formalizaram seu negócio. Além disso, as cidadãs inscritas no CadÚnico (Cadastro Único), e que são beneficiárias do Auxílio Brasil, terão acesso a formações para aprender um novo ofício, investir em seu desenvolvimento pessoal e alcançar a tão sonhada independência financeira.

Rafaela Lopes, sócia-proprietária da Greew Transporte – empresa que presta transporte de mercadorias dos polos de confecções do Norte e Nordeste -, acredita que as iniciativas de apoio ao empreendedorismo feminino são assertivas e podem impulsionar, cada vez mais, os negócios das brasileiras de diferentes segmentos e portes.

“No pós-pandemia, pude observar um aumento significativo na quantidade de mulheres que começaram a empreender, e diversas amigas me procuraram para saber como é ser uma empreendedora e quais são os principais desafios. Nós, mulheres, temos potencial para sermos empreendedoras de sucesso, pois possuímos diversas características necessárias para os negócios, como inovação e resiliência – pontos-chave para quem empreende”, diz ela. 

Lopes confessa que, diante de tantos acontecimentos inesperados, às vezes bate o medo e a insegurança do que pode vir pela frente. “Ainda assim, com um bom planejamento e atenção ao que está surgindo, principalmente na área do digital e tecnologia, poderemos, sim, minimizar os riscos e ter um futuro cada vez mais promissor”.

Para a sócia-proprietária da Greew Transporte, as empresárias já estabelecidas no mercado têm um papel fundamental para auxiliar as empreendedoras que estão começando.

“Desde muito tempo, vemos os desafios que nós, mulheres, enfrentamos para conquistar o nosso espaço, independentemente do setor. Por isso, é necessário que haja uma ajuda mútua, já que mulheres à frente de negócios podem ensinar outras a empreender”, pontua. A empresa de Lopes auxilia pequenas empresárias oferecendo dicas de fornecedores. “Hoje, temos várias empresárias de sucesso no Brasil, e se elas conseguiram, todas podem conseguir”, articula

Para concluir, Lopes ressalta que todas as mulheres que empreendem – ou que desejam empreender – devem estar cientes de que a caminhada nunca será fácil. “Ainda assim, apesar de todos os desafios, quando você ver pessoas sendo impactadas pelo seu negócio de forma positiva, verá o quão gratificante é empreender”, conclui.

Para mais informações, basta acessar: https://www.instagram.com/greew_viagens/