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60% das startups brasileiras não conseguem captação na segunda rodada

No mundo do empreendedorismo, a captação do primeiro aporte é um verdadeiro marco, entretanto, no cenário brasileiro, seis em cada 10 startups não conseguem avançar para uma segunda rodada, de acordo com estudo feito pelo Brazilian Startups Funding Funnel, feito com 999 empresas em estágio inicial que conquistaram uma primeira rodada entre os anos de 2018 e 2020. O levantamento também mostra que, no Brasil, apenas cerca de 1% delas conseguem chegar a uma sexta rodada de captação.

Ao garantir sua primeira rodada, a startup precisa, antes de tudo, comprovar que consegue gerir esse capital para chegar ao próximo estágio e captar um novo aporte. Para Gabriela Schirmer, especialista em VC e CVC, e sócia fundadora do Perroni Sanvicente & Schirmer Advogados (PS&S), a barreira está justamente entre o seed e a Série A. “Ao atingir a rodada de financiamento Série A, uma startup demonstra um nível significativo de maturidade em seu negócio, adquirindo valiosas experiências na gestão de capital investido. Além disso, nesse estágio, a empresa reduz consideravelmente os riscos associados à estruturação do acordo de investimento, evitando alocações desnecessárias de recursos em governança que possam exceder as necessidades de seu porte”, destaca. Apesar disso, pelo menos 136 startups do estudo realizaram uma segunda rodada seed e 24 fizeram duas captações pré-seed.

Para superar o desafio financeiro conhecido como ‘vale da morte’, as startups frequentemente buscam alternativas como financiamento por meio de equity crowdfunding, parcerias com grupos de investidores-anjo e participação em programas de aceleração. Em muitos casos, essas colaborações resultam em múltiplas rodadas de financiamento, impulsionando o capital disponível para a startup enquanto ela se prepara para uma rodada de investimento Série A.

“A restrição do mercado de investimentos, especialmente para empresas em estágio de crescimento, é uma estratégia que visa a manter a prudência e a avaliação justa das operações. Isso ocorre porque, ao impor critérios rigorosos para investimentos, as empresas são incentivadas a demonstrar um valor real e sustentável antes de buscar capital externo. Essa abordagem ajuda a evitar bolhas especulativas e investimentos excessivamente otimistas, protegendo os investidores e a integridade do mercado. Além disso, quando a análise dos valuations se torna mais rigorosa, o mercado incentiva as startups a focarem na geração de receita sólida, inovação consistente e crescimento sustentável, em vez de dependerem excessivamente do financiamento externo. Dessa forma, o mercado mantém sua estabilidade e contribui para o sucesso a longo prazo das operações”, finaliza Schirmer.

Este conteúdo de divulgação foi fornecido
Por Jangada Consultoria de Comunicação
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