Especialista em diversidade e inclusão, Kaká Rodrigues comenta o cenário das organizações para esta comunidade e os benefícios que uma liderança diversa e inclusiva pode trazer ao ambiente corporativo
O mês de junho é mundialmente conhecido como o mês do orgulho LGBTQIAPN+, uma celebração que tem suas raízes em um evento histórico e divisor de águas na luta pelos direitos dessa comunidade, a Rebelião de Stonewall, ocorrida em 1969, nos Estados Unidos.
No entanto, apesar dos avanços significativos referentes aos direitos e ao reconhecimento da comunidade LGBTQIAPN+, esta ainda enfrenta desafios consideráveis no mercado de trabalho.
“São diversas as pesquisas que apontam a discriminação dessa comunidade dentro das organizações e, como consequência, a baixa participação de pessoas assumidas no mercado de trabalho. O cenário ainda é mais agravante ao olharmos para as lideranças representativas”, explica a especialista em diversidade e inclusão Kaká Rodrigues, que é cofundadora da consultoria Div.A – Diversidade Agora!
De acordo com o estudo apresentado como tese de doutorado “Liderança LGBTQIA+: carreira e atuação de líderes gays e lésbicas nas organizações”, do aluno Felipe Carvalhal, da USP, líderes homossexuais precisam demonstrar uma performance além da desempenhada pelos demais gestores, como compensação por fazerem parte da comunidade LGBTQIAPN+. A análise feita pela tese mostra ainda que os homens gays que alcançam cargos de liderança, em grande parte, se encaixam em “padrões masculinos” estabelecidos pela sociedade.
Ainda segundo o estudo, ONGs e Startups são as que mais se voltam às pautas LGBTQIAPN+, e as lideranças pertencentes a esta comunidade que atuam em um ambiente mais inclusivo conseguem reunir uma equipe mais diversa. “Além disso, líderes LGBTQIAPN+ trazem perspectivas únicas, estimulam a criatividade e a inovação, e atraem talentos qualificados que se identificam com empresas que valorizam a inclusão”, explica Kaká Rodrigues.
A especialista ressalta que a inclusão de pessoas LGBTQIAPN+ em posições de liderança não é apenas uma questão de justiça social, mas também uma estratégia de negócios eficaz. “Organizações que promovem a diversidade e a inclusão são vistas como mais inovadoras, atraem uma força de trabalho mais diversificada e têm melhor desempenho no mercado”, comenta.
Kaká destaca que é crucial que as organizações adotem políticas de inclusão efetivas e promovam um ambiente de trabalho seguro e acolhedor para todas as pessoas colaboradoras, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero. “Ao fazer isso, elas não apenas defendem os direitos humanos, mas também impulsionam seu próprio sucesso e inovação”, finaliza.
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Por àsClaras Comunicação
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