No Simpósio de Jackson Hole, banqueiros centrais afirmam que o futuro está mais incerto do que nunca eque a luta contra a inflação ainda não acabou
Nos dias 24 a 26 de agosto, representantes de bancos centrais ao redor do mundo se reuniram noJackson Hole, simpósio econômico anual organizado pelo Federal Reserve (Fed) de Kansas City, que aconteceu em Wyoming (EUA).
O momento mais aguardado do simpósio foi o discurso de Jerome Powell, o atual Presidente do Fed. Em sua fala, Powell afirmou que a possibilidade de taxas de juros mais altas permanece em aberto.
A reação do mercado foi discreta, os rendimentos dos títulos do Tesouro e o dólar americano subiram, enquanto os preços do ouro caíram, mas não houve um movimento de grande impacto.
De acordo com a Ferramenta CME FedWatch, os investidores atualmente estão precificando 56% de chance de outro aumento de taxas em 2023 e 40% de chance de o Fed manter as taxas inalteradas pelo resto do ano. “O mercado de trabalho dos EUA ainda está apertado, provavelmente sendo a razão mais importante pela qual os investidores continuam preocupados com as pressões de preços na economia e não podem desconsiderar totalmente a possibilidade de outro aumento de taxa ainda este ano”, afirmam os analistas da OctaFX, corretora global que oferece serviços de trading online para mais de 180 países.
Jerome Powell não foi o único a enfatizar a questão da inflação. Christine Lagarde, Presidente do Banco Central Europeu (BCE), reiterou que a luta contra a inflação não acabou e deixou claro que a política do BCE deve permanecer restritiva “pelo tempo que for necessário para alcançar um retorno oportuno da inflação à nossa meta de médio prazo de 2%”.
“O Banco Central Europeu enfrenta uma tarefa muito mais difícil do que o Fed. A Alemanha e os Países Baixos já estão em recessão e custos de empréstimos mais altos só complicariam a recuperação. Ao mesmo tempo, a inflação na zona do euro está mais alta do que nos EUA e está acima da meta do BCE.” – disseram os analistas da OctaFX em nota aos clientes.
O tema predominante em Jackson Hole não se concentrou tanto nas medidas de política de curto prazo, mas no futuro das finanças em si. Tanto os políticos quanto os economistas concordam que os modelos usados para orientar as decisões dos bancos centrais não estão mais funcionando. Como Christine Lagarde disse: “Em uma era de mudanças e rupturas, as regularidades passadas podem não ser mais um bom guia para o funcionamento da economia”.
Em um ambiente onde há pouca certeza e previsibilidade, mais flexibilidade é necessária para se ajustar rapidamente às novas informações. “Os bancos centrais precisam deixar para trás suas abordagens anteriores para a política monetária. Os reguladores devem se tornar mais abertos e menos rígidos, estando prontos para mudar sua postura rapidamente à medida do desenrolar de uma situação”, concluem os analistas da OctaFX.
Este conteúdo de divulgação comercial foi fornecido
Por Llorente y Cuenca
e não é de responsabilidade de revistaempreende.com.br