Recentemente, mesmo com o mercado de capitais fechado para ofertas públicas iniciais de ações das startups da América Latina, o SoftBank iniciou o processo de venda de algumas de suas participações. O fundo japonês está incluído entre os vendedores da Pismo, uma empresa brasileira de tecnologia financeira que a Visa concordou em comprar por US$ 1 bilhão em um acordo anunciado em junho. Com a transação, que se espera ser finalizada até o término deste ano, o SoftBank ampliou em mais de duas vezes seu investimento inicial na Pismo ao longo de 18 meses.
As movimentações de venda de participações para alguns investidores estratégicos pelo SoftBank são um bom ótimo exemplo de estratégia do setor. As transações desse tipo são boas saídas para momentos em que o mercado de capitais não está demonstrando apetite para as startups. Gabriela Schirmer, sócia fundadora do Perroni Sanvicente & Schirmer Advogados (PS&S), um escritório de advocacia que integra o Direito a uma visão de negócios para atender clientes da Nova Economia, explica que esse movimento não traz muita surpresa, primeiramente, porque é um desinvestimento típico de Venture Capital (VC), ou seja, algo que todos buscam e querem, que é desinvestir com lucro. “Essa manobra feita pelo SoftBank traz um bom exemplo ao mercado brasileiro, pois é preciso que se entenda que, apesar de ser uma boa alternativa, o IPO não está longe de ser a única opção rentável. É importante mostrar aos investidores e aos founders que o fato de desinvestir não é um problema, afinal, faz parte do processo. Esse movimento específico não significa que o fundo japonês vai fechar as portas, mas que já reorganizou sua estratégia de investimentos e está agindo de acordo com o plano. Esses movimentos não são feitos do dia para a noite, pelo contrário, são planejados com antecedência. E, insisto, é um movimento bastante comum no setor. Estando alinhado com os objetivos do investidor, é um movimento extremamente válido”, diz. Após entrar com grande intensidade em 2019, o SoftBank reduziu recentemente seu ritmo de investimentos na América Latina. Na época, eles destinaram um fundo de US$ 5 bilhões, especificamente, para startups da região. Cerca 30 meses depois, divulgaram um segundo fundo, com o valor de US$ 3 bilhões. |
Este conteúdo de divulgação foi fornecido
Por Jangada Consultoria de Comunicação
e não é de responsabilidade de revistaempreende.com.br